Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/17548
Title: Comportamento electromiográfico dos músculos vastus lateralis e bíceps brachii durante o teste aeróbio de Balke : relação com o consumo de oxigénio
Authors: Antunes, Saulo António Pires 
Orientador: Tavares, Paula
Keywords: Teste de Balke; Bateria de testes; Teste; Electromiografia; Consumo de oxigénio; Vias energéticas
Issue Date: 2004
Keywords: Teste de Balke; Bateria de testes; Teste; Electromiografia; Consumo de oxigénio; Vias energéticas
Issue Date: 2004
Abstract: Ao longo dos últimos anos, o desenvolvimento de estudos relacionados com o consumo de oxigénio (VO2) e a capacidade de produzir força tem vindo a aumentar, mostrando-se, no entanto, ainda muito escasso e contraditório. Este trabalho teve como objectivo determinar a correlação entre a actividade neuromuscular (electromiografia de superfície) e o consumo de oxigénio durante um esforço aeróbio em cicloergómetro. Oito sujeitos do sexo masculino, praticantes de actividade física regular e com idades compreendidas entre os 22 e os 24 anos, realizaram o teste de Balke para o cicloergómetro (Monark). Durante o mesmo foi efectuado o registo electromiográfico (sistema de electromiografia de superfície ME3000 da MegaWin) dos músculos Vastus lateralis e Biceps brachii, acompanhado pela medição de VO2. Os valores de VO2máx, VCO2, R e frequência respiratória, foram obtidos por medição directa (on-line system), através de um analisador de gases Metamax Ergospirometry System. De acordo com o teste de Balke, o valor de VO2máx foi também calculado de forma indirecta através da carga máxima suportada pelo sujeito, de acordo com a seguinte fórmula: VO2máx (ml.kg-1.min-1) = [200 + (12 x W) ] / M. De forma a comparar os resultados dos dois músculos, os valores MPF (Mean Power Frequency) e AEMG foram normalizados pela circunferência crural e bicipital. Cinco minutos depois do teste realizou-se a análise de lactato, solicitando-se ao indivíduo a avaliação da intensidade do esforço através da escala Cr10 de Borg. A análise estatística dos dados foi feita pela análise de variância com um intervalo de confiança de 95%. No nosso estudo encontrámos diferenças altamente significativas entre os valores de VO2máx calculado e real (on-line). A análise dos valores médios do registo total do EMG mostraram que não existe correlação entre os valores de VO2máx calculado e real. Nos registos da amplitude, VO2 e VCO2 em função do tempo verificámos um comportamento diferente para os dois músculos estudados. No Biceps brachii os valores da amplitude são constantes até aos oito minutos, observando-se depois uma tendência para o aumento até ao final do teste. Relativamente ao Vastus lateralis verificámos um aumento da amplitude constante por patamar. Neste músculo há correspondência entre o aumento da amplitude, o VO2 e o VCO2. Quando analisámos os valores de MPF e AEMG nos quatro minutos iniciais e finais do teste de Balke verificámos que no Vastus lateralis aumentaram os valores da frequência (MPF) e AEMG enquanto que no Biceps brachii aumentaram os valores de AEMG com uma concomitante diminuição dos valores de MPF. Encontrámos ainda uma correlação entre a concentração de lactato e o MPF para o músculo Vastus lateralis, assim como uma correlação entre a frequência cardíaca e a EMG e entre a frequência cardíaca e o VO2 para ambos os músculos. Não foram encontradas quaisquer correlações entre a intensidade do esforço e a frequência cardíaca ou VO2. Para o músculo Biceps brachii o recrutamento de fibras musculares indica o aumento da produção de força à medida que é atingida a exaustão, com indicadores de fadiga. Em relação ao Vastus lateralis, os valores do EMG mostram um aumento da mobilização de fibras ao longo do teste, acompanhado por uma maior velocidade de condução do impulso. Verificámos assim que o aumento de VO2 está associado ao aumento do recrutamento de unidades motoras do músculo Vastus lateralis. No entanto, nos minutos finais parece existir uma correlação curvilinear. Os resultados obtidos sugerem alguma prudência na correlação entre os parâmetros aeróbios e os valores médios do registo total do EMG. Em testes longos, como é o caso, a análise do EMG deve ser feita por períodos de tempo (iniciais, intermédios e finais).
Description: Dissertação de licenciatura apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física
URI: http://hdl.handle.net/10316/17548
Rights: openAccess
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