Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/86968
Title: Corpos nus de mulheres negras: eixos poéticos e políticos da escrita de mulheres africanas lusófonas
Other Titles: Black women’s naked bodies: Poetic and Political Axes of African Women’s Literature
Authors: Martins, Catarina Isabel Caldeira 
Keywords: África; PALOP; Literatura de mulheres; Corpos femininos e negros; Africa; PALOP; Women’s literature; Black women’s bodies
Issue Date: 2019
Publisher: Universidade Federal de Santa Catarina
Serial title, monograph or event: Revista Estudos Feministas
Volume: 27
Issue: 1
Place of publication or event: Florianópolis
Abstract: Nos países africanos, o poder colonial encontrou nos corpos nus das mulheres negras um instrumento axial para o exercício material e simbólico da apropriação e violência. As corporalidades eram discursivamente construídas para legitimar uma ordem social codificada por gênero e raça. Nos projetos anticoloniais e das independências, os corpos nus de mulheres negras também são instrumento discursivo fundamental de um poder que agora é negro, mas permanece masculino e patriarcal, e que igualmente os objetifica, domina, expropria, controla e violenta. Importa, pois, considerar os modos em que as mulheres negras contestam esta expropriação e resistem a estas violências através de vozes incisivas que reclamam os seus corpos. Mulheres escritoras e poetas criam novas gramáticas poéticas nas quais ostentam as suas feminilidades, a sua nudez e a pele negra como o verdadeiro locus de articulação da violência e da resistência.
In African countries in general, colonial power found in black women’s naked bodies an axial instrument for the material and symbolic exercise of violence and appropriation. Embodiment was discursively constructed to legitimate the imposition of a social order codified by race and gender. As anticolonial and independence projects were built for these countries, again black women’s naked bodies were handled as a fundamental discursive instrument by a power which was now black, but still male and patriarchal, and that likewise objectified, dominated, expropriated, controlled and violated them. It is important, thus, to consider the ways in/by which black women contest this appropriation and resist this violence through incisive voices that reclaim their bodies. Women writers and poets create new poetic grammars to display their femininities, their nakedness and their marked black skin as the true locus of articulation of violence and resistance.
URI: http://hdl.handle.net/10316/86968
ISSN: 0104-026X
1806-9584
DOI: 10.1590/1806-9584-2019v27n158880
Rights: openAccess
Appears in Collections:I&D CES - Artigos em Revistas Internacionais

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