Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/85556
Title: Hiper-Real(ismo) Milenar: o cinema ciborgue à beira do ano 2000
Other Titles: Millennial Hyper-Real(ism): cyborg cinema on the brink of the year 2000
Authors: Silveira, Francisco Ricardo Cipriano 
Orientador: Portela, Manuel José de Freitas
Keywords: Dark City; The Truman Show; eXistenZ; The Matrix; The Thirteenth Floor; Dark City; The Truman Show; eXistenZ; The Matrix; The Thirteenth Floor
Issue Date: 12-Oct-2017
Serial title, monograph or event: Hiper-Real(ismo) Milenar: o cinema ciborgue à beira do ano 2000
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Entre 1998 e 1999, cinco filmes de ficção científica oriundos da América do Norte - Dark City, The Truman Show, eXistenZ, The Matrix e The Thirteenth Floor - denotaram uma unidade estético-temática que reclama uma conceptualização e uma análise à luz retrospectiva dos olhos de hoje. Através da formulação “hiper-real(ismo) milenar” para efectivar essa constelação artística, numa oscilação entre teoria e análise, procura-se aqui explorar os imensos pontos de contacto que convertem as cinco obras num quinteto. “Hiper-real(ismo)”, desde logo porque, tal como na corrente artística homónima pinturas e esculturas de alta resolução (muitas vezes através de computadores e subjacente digitalidade) parecem ter referente real (conforme uma fotografia analógica), estes filmes jogam com simulações da realidade dentro da narrativa. “Milenar”, porquanto a passagem de 1999 para 2000 situa as fitas numa época de paranóia, profecias apocalípticas (da informática à religião e à ecologia) associadas à mudança de milénio. No hiper-real(ismo) milenar, arauto de um “cinema ciborgue”, a nostalgia do rolo de celulóide e a emergência do digital coexistem numa imagem compósita, quer na produção, quer explícita ou implicitamente na narrativa. Por conseguinte, as cinco obras em consideração alicerçam-se em dimensões nunca menos que duplas, regressam a passados cinematográficos nervosos como o expressionismo alemão dos anos 20 de Weimar e o film noir americano dos anos 40/50 persecutórios do comunismo. Fazem-no num limbo futurofóbico, entre o escapismo que condena tudo a uma profecia auto-realizável e a resistência que penetra no medo pelo qual recusa ser determinada. É essa (in)consciência histórica, passando pelas noções de hiper-realidade de Jean Baudrillard e Umberto Eco e pelo surgimento do processador de texto, que importa também desenvolver. Sob vários ângulos e temas, um conjunto de falsas disjunções (... ou antonímias sinonímicas?) serve de instrumento para orbitar à volta dos cinco filmes.
Between 1998 and 1999, five science fiction films from North America - Dark City, The Truman Show, eXistenZ, The Matrix and The Thirteenth Floor - denoted an aesthetic-thematic unity that calls for a conceptualization and analysis in the retrospective light of today’s eyes. Through the “millennial hyper-real(ism)” formulation created to produce this artistic constellation, oscillating between theory and analysis, this dissertation explores the numerous points of contact that convert those five works into a quintet. “Hyper-real”, because, as in the art movement of the same name in which high-resolution paintings and sculptures (often through computers and underlying digitality) seem to have a real referent (as in analog photography), these movies play with simulations of reality within the narrative. “Millennial”, since the passage from 1999 to 2000 places those feature films in a time of paranoia, apocalyptic prophecies (from informatics to religion and ecology) associated with the millennium shift.In millennial hyper-real(ism), herald of a “cyborg cinema”, the nostalgia of the celluloid roll and the emergence of the digital coexist in a composite image, both in production and explicitly or implicitly in the narrative. Therefore, the five motion pictures under consideration are based on never less than double dimensions, returning to nervous cinematographic pasts such as the German expressionism of Weimar’s ’20s and the American film noir of the ’40s/’50s communism persecution. They do it in a futurephobic limbo, swinging between an escapism that condemns everything to a self-fulfilling prophecy and a resistance that penetrates the fear by which it refuses to be determined. This historical (un)consciousness, as well as the notions of hyper-reality by Jean Baudrillard and Umberto Eco, and the arrival of the word processor, are also of utter importance. Under various angles and themes, a set of false disjunctions (... or synonymous antonymies?) serves as a tool to orbit around the five films.
Description: Dissertação de Mestrado em Estudos Artísticos apresentada à Faculdade de Letras
URI: http://hdl.handle.net/10316/85556
Rights: openAccess
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