Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10316/19944
Título: Sistema de saúde cubano
Autor: Madureira, Pedro de Sousa Pizarro 
Palavras-chave: Sistemas de saúde; Cuba
Data: 2010
Resumo: Depois da revolução de 1959, Cuba iniciou um processo de reformas no sistema de saúde que resultaram num serviço gratuito e universal de cuidados de saúde. Considerado um direito humano para todos os cidadãos, a Saúde em Cuba é uma prioridade nacional. As políticas de Saúde em Cuba dão especial relevo à prevenção, cuidados primários, no trabalho com as comunidades, através da interacção e participação dos cidadãos. Tal levou a uma elevação dos mais importantes indicadores de Saúde, apesar de todas as dificuldades económicas. Com o colapso do bloco socialista e o agravamento do embargo económico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, o progresso que Cuba manifestava nos últimos 30 anos na área da Saúde Pública foi afectado, mas o sector continuou a ser financiado pelo Estado cubano, existindo mesmo um aumento orçamental durante a crise económica. Enquanto Cuba emergia do turbilhão económico dos anos 90, o Sistema de Saúde Cubano (SSC) começou a partilhar a sua experiência com diversos países em desenvolvimento, criando sinergias que se continuam a desenvolver na actualidade, tanto no que respeita a cuidados médicos, como em investigação e educação médica. A cooperação médica internacional é uma das principais características do sistema, e, desde 1963 mais de 130000 profissionais de saúde cubanos trabalharam voluntariamente no estrangeiro. Actualmente, existem 36770 profissionais de saúde a trabalhar em 70 países através de diversas modalidades de cooperação. O SSC é especialmente interessante devido aos seus indicadores de país desenvolvido numa economia de país em desenvolvimento, demonstrando, assim, a importância de um compromisso politico com os cuidados primários e a prevenção, e contrariando o preconceito amplamente instituído de que um sistema de saúde universal de alta qualidade é sempre dependente de um enorme investimento financeiro. O autor, para a realização deste trabalho, fez uma revisão da literatura, assim como viajou para Cuba com o objectivo de fazer trabalho de campo e investigação, relatando-se a sua experiência, entrevistas com pessoal de saúde e opiniões de cidadãos cubanos sobre o seu Sistema de Saúde.
After the 1959 revolution, Cuba began overhauling the health system that resulted in free universal health services. Considered a human right for all citizens, health care in Cuba is therefore a national priority. Cuba's health policy emphasizes prevention, primary care, services in the community, and the interaction and participation of the citizens. That have produced an impressively high ranking on major health indicators, despite economic handicaps. With the collapse of the socialist block and the toughening of the long economic, commercial and financial blockade of the United States on Cuba weakened the progress the country maintained in its public health for thirty years, but the sector continued being financed by the State, with an even increased budget. As Cuba emerged from the economic hurricane of the 90s, the country’s health system began to share its experience more widely with other developing countries, engendering synergies that continue to develop today, both in medical services, research and medical education. Medical cooperation with other countries is one of the main characteristics of the Cuban health system, and since 1963 over than 130000 Cuban health professionals have volunteered abroad. Currently, there are 36770 Cuban health professionals working in 70 countries under various modalities of cooperation. The Cuban health system is of special interest because of its developed-country health outcomes despite its developing-country economy. The Cuban experience demonstrates the influence of commitment in primary care and prevention; challenging the assumption that high-quality health care for all requires massive financial investment. The author reviewed the literature and travelled to Cuba to do fieldwork on this subject, reporting his experience, his interviews with health personnel and the opinions of Cuban citizens on the Cuban health system.
URI: https://hdl.handle.net/10316/19944
Direitos: openAccess
Aparece nas coleções:UC - Dissertações de Mestrado
FMUC Medicina - Teses de Mestrado

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