Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/16048
Title: Representações sociais sobre a violência conjugal: estudo exploratório com uma amostra de profissionais da CPCJ
Authors: Camelo, Ana Isabel Mendes 
Orientador: Alarcão, Madalena
Alberto, Isabel
Keywords: Violência conjugal; Representações sociais
Issue Date: 2009
Abstract: A violência na relação conjugal não é um fenómeno recente. No entanto, só se constituiu como um problema social específico a partir da década de 60. Desde então, a violência exercida contra as mulheres no contexto das relações íntimas tem sido objecto de uma crescente atenção social e científica. Em Portugal, a partir do início da década de 90, começouse a verificar uma maior consciencialização sobre a gravidade e dimensão do problema da violência conjugal. Para tal contribuíram um conjunto de profissionais provenientes de campos disciplinares distintos e, em grande parte, o movimento feminista. O número de casos de violência conjugal tem aumentado nos últimos anos, tornando-se num verdadeiro problema de saúde pública. A problemática das crianças expostas à violência interparental tem também merecido atenção por parte dos estudiosos, uma vez que é do conhecimento de todos que a observação ao conflito interparental pode levar ao desenvolvimento de problemas nos vários domínios de desenvolvimento. Os profissionais chamados a intervir podem possuir, como qualquer indivíduo, representações sociais em torno da violência no contexto da conjugalidade que subtilmente podem emergir perante uma situação real, interferindo no modo com as decisões são tomadas. Por conseguinte, considerámos importante conhecer as representações que os profissionais possuem acerca da violência conjugal, das suas causas, factores de manutenção e de resolução. No presente estudo, a amostra é composta por 91 profissionais da CPCJ, dos quais 69 são do sexo feminino e 22 do sexo masculino. Dessa amostra, 82 sujeitos pertencem à Comissão Restrita e 9 sujeitos à Comissão Alargada. Foram utilizados a três questionários, com o objectivo de analisar a menor ou maior legitimação da violência conjugal, assim como as causas, factores de manutenção e de resolução que os sujeitos possam ter em relação à problemática da violência conjugal. De uma forma geral, os resultados revelam que os profissionais da CPCJ não legitimam a violência conjugal. Porém, os grupos masculinos e femininos diferem entre si na história 1, na história total e na ECVC, surgindo o grupo dos homens como o mais legitimador. Globalmente, os sujeitos com mais de 55 anos e com 4 a 5 anos de exercício de funções na CPCJ são os que mais legitimam ou banalizam a violência conjugal. Os profissionais da nossa amostra tendem a atribuir as causas da violência sobretudo ao agressor (álcool e antecedentes de violência na família de origem) e a factores de ordem social e cultural. No entanto, responsabilizam mais a vítima pela manutenção na relação abusiva. Como factores de resolução, os sujeitos assinalaram com maior frequência o estimular a denúncia e o proteger a vítima e os filhos.
Violence in the conjugal relationship is not a recent phenomenon. However, only constituted itself as a specific social problem from the decade of 60. Since then, violence against women in intimate relationships has been object of a growing social and scientific attention. In Portugal, from the early 90s, began to see a greater awareness of the gravity and extent of the problem of conjugal violence. For such had contributed a group of professionals from different disciplinary fields and, in large part, the feminist movement. The number of cases of conjugal violence has increased in recent years, becoming a real public health problem. The issue of children exposed to interparental violence has also received attention by scholars, since it is known to all that the observation of interparental conflict could lead to problems in various areas of development. Professionals who may have to intervene, as any individual, social representations around the violence in the context of conjugal subtly that may emerge before a real situation by interfering in the way decisions are made. Therefore, we considered it important to know the representations that the professionals have about domestic violence, its causes, risk factors for maintenance and resolution. In the present study, the sample consists of 91 professionals in the CPCJ, of which 69 are female and 22 male. This sample, 82 subjects belongs to the Restricted Commission and 9 to the Extended Commission. We used three questionnaires with the objective of analyzing the greater or lesser legitimacy of conjugal violence, as well as the causes, factors and maintenance of resolution that people can have in relation to the issue of spousal abuse. Overall, the results show that professionals in CPCJ do not legitimize domestic violence. However, groups for men and women differ between itself in History 1, the Total History and ECVC, emerging group of men as the most legitimate. Overall, subjects over 55 years and 4 to 5 years of exercise functions in CPCJ are the most legitimate or trivialize the conjugal violence. The professionals in our sample tend to attribute the causes of violence especially the abuser (alcohol and history of violence in the family home) and social and cultural factors. However, they make more responsible the victim for maintaining in the abusive relationship. As factors of resolution, the subjects responded more frequently to encourage the reporting and protect the victim and children.
Description: Dissertação de mestrado em Psicologia Clínica e Saúde (Psicologia Forense), apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/16048
Rights: embargoedAccess
Appears in Collections:FPCEUC - Teses de Mestrado

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