Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/86300
Title: Paralisia supranuclear progressiva
Authors: Silva, Pedro Vaz 
Orientador: Santos, Maria Cristina Januário
Keywords: paralisia supranuclear progressiva; parkinsonismo; tauopatia; oftalmoparesia; instabilidade postural; disfunção cognitiva; heterogeneidade; ressonância magnética
Issue Date: 2013
Abstract: Introdução: A Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP) foi pela primeira vez descrita em 1963 por J. Clifford Richardson, e desde aí tem havido um conhecimento crescente sobre esta patologia. A PSP é a segunda forma mais frequente de parkinsonismo, sendo designada tradicionalmente como um síndrome Parkinson-plus ou parkinsonismo atípico. A prevalência desta doença é idade-dependente, estimada no global em cerca de 6-7casos/100.000 indivíduos, com o maior pico de incidência aos 63 anos e excecionalmente reportada antes dos 40 anos. Esta é uma doença neurodegenerativa, caracterizada por perda neuronal, gliose e acumulação de proteína Tau (tauopatia), com formação de tranças neurofibrilares, que afeta sobretudo os gânglios basais, diencéfalo e tronco encefálico. Os principais núcleos afetados são o globo pálido, o núcleo subtalâmico e a substância nigra. Clinicamente, a PSP clássica é caracterizada principalmente por oftalmoparesia, com paralisia vertical do olhar e diminuição da velocidade das sacadas oculares verticais, instabilidade postural precoce, originando frequentemente a quedas no primeiro ano de doença, disfunção cognitiva e parkinsonismo. Esta sintomatologia complexa conduz inevitavelmente a um declínio na qualidade de vida destes pacientes, havendo uma sobrevida média de 5-8 anos desde o início da doença. Apesar da PSP clássica ser a forma mais distinta e predominante, existe grande heterogeneidade clinico-patológica na PSP. É, assim, necessário um conhecimento mais profundo acerca desta patologia, de forma a permitir um diagnóstico precoce e terapêuticas mais eficazes. Objetivos: Com este trabalho pretende-se fazer uma revisão da informação atual da literatura sobre a paralisia supranuclear progressiva, abordando a história, epidemiologia, patofisiologia, diagnóstico e terapêutica da doença Desenvolvimento: Na realização deste artigo de revisão, procedeu-se à consulta de alguns livros da área científica de Neurologia e à pesquisa de artigos na PubMed publicados após 2005, usando as palavras-chave: “Progressive Supranuclear Palsy”, “Atypical Parkinsonism”, “Variants of PSP”, “Cognitive deficits”, “Neuropsychiatric symptoms”, e “Neuropathology”, no contexto referente ao título. Deste modo, obteve-se um total de 141 trabalhos publicados. Com base no título, selecionou-se inicialmente 75 artigos, e, após leitura do respetivo abstract, utilizaram-se 32 para a elaboração deste artigo de revisão. Conclusão: Apesar de um maior conhecimento sobre a doença, a PSP continua a ser uma patologia subdiagnosticada. Deste modo, é fulcral haver rigor na avaliação de doentes com parkinsonismo e aplicar os critérios de diagnóstico, bem como reconhecer a heterogeneidade clínica da PSP. Atualmente, o diagnóstico da PSP baseia-se sobretudo na vertente clínica, sendo este frequentemente feito de forma tardia ou até errada, pelo que os exames complementares podem ter alguma utilidade como auxiliares no diagnóstico diferencial. A Ressonância Magnética melhora consideravelmente a precisão diagnóstica, devendo haver uma avaliação particularmente atenta do mesencéfalo. Outros exames complementares, como técnicas de neuroimagem funcional, análise do líquido cefalorraquidiano ou técnicas neurofisiológicas, podem também ser úteis. Devido ao carácter crónico e multi-sistémico da doença, há normalmente necessidade de uma terapêutica complexa e por tempo indeterminado, que deve ser pautada por uma abordagem multifacetada, sendo fundamental a participação de uma equipa médica multidisciplinar e apoio familiar sistemático. Atualmente, novas terapias modificadoras da doença encontram-se em desenvolvimento, no entanto, ainda não são suficientemente eficazes, pelo que o tratamento atual da PSP se baseia em terapêutica sintomática e/ou paliativa, realizada de forma empírica e individualizada para cada paciente.
Introduction: Progressive Supranuclear Palsy was first documented in 1963 by J.Clifford Richardson, and since then there was an emerging knowledge about this disease. PSP is the second most common form of parkinsonism, traditionally designated as a Parkinson-plus syndrome or atypical parkinsonism. The prevalence of PSP is age-dependent, estimated in 6-7cases per 100.000, with a peak onset at age 63 and no reported cases before the age of 40. PSP is a neurodegenerative disease, characterized by neuronal loss, gliosis and the acumulation of Tau protein (tauopathy), with the formation of neurofibrillary tangles, affecting basal ganglia, diencephalon and brainstem. The nuclei most affected are the globus pallidus, subthalamic nucleus and substantia nigra. Clinically, the classic PSP syndrome is characterized by ophthalmoparesis, including vertical supranuclear gaze palsy and slowing of vertical saccades, early falls due to postural instability, cognitive dysfunction and parkinsonism. These symptoms lead to na inexorable decline in quality of life and median disease duration to death of 5 to 8 years have been reported. Despite classic PSP is by far the most distinctive and predominant subtype of this disease, there is no doubt about the importance of the clinical and pathological heterogeneity of PSP. Therefore, it is fundamental to have a deeper knowledge and better understanding of this disease, so that it leads to an earlier diagnosis and better treatment efficacy. Objectives: With this article I intend to do a review of the information scattered in the literature on progressive supranuclear palsy, addressing its history, epidemiology, pathophysiology, diagnosis and treatment. Development: To carry out this article, I read a few books of neurology and searched articles in PubMed using the terms “Progressive Supranuclear Palsy”, “Atypical Parkinsonism”, “Variants of PSP”, “Cognitive deficits”, “Neuropsychiatric symptoms”, and “Neuropathology”, published until 2005, acquiring a total of 141 published papers. Based on title, I was able to initially select 75 papers and after abstract reading i used 32 to elaborate this review. Conclusion: Despite the emerging knowledge, PSP still remain an under diagnosed disorder. Therefore, we shoud always be careful in the evaluation of patients with parkinsonian disorders and keep in mind the diagnosis criteria for PSP, as well recognize its clinical heterogeneity. Nowadays, the diagnosis of PSP relies mainly on crinical data, and misdiagnosis can be frequente, hence complementary exams can be quite handy for the diagnosis. Magnetic resonance imaging can improve diagnostic accuracy, with focus on midbrain area. Other complementary exams, such as functional neuroimaging, cerebrospinal fluid analysis or neurophysiological techniques, can be used too. Considering the chronic and multisystemic character of this disease, usually the treatment needs to be complex and for an indeterminate time, which should be guided by a multifaceted approach with the participation of a multidisciplinar medical team and with family support. Finally, promising new disease modifying therapies are emerging to at least improve survival rates in PSP, but we are far from an effective treatment strategy. Therefore, the treatment is based in symptomatic drugs or palliative methods that the psysicians prescribe empirically and individualized according to each patient.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Neurologia, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/86300
Rights: openAccess
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