Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82849
Title: A aquisição de novos usos de ferramentas em primatas humanos e a evolução da aprendizagem social: Uma abordagem experimental.
Other Titles: A aquisição de novos usos de ferramentas em primatas humanos e a evolução da aprendizagem social: Uma abordagem experimental.
Authors: Martinho, André Ricardo Damas 
Orientador: Wasterlain, Rosa Sofia da Conceição Neto
Carvalho, Susana Cláudia Ribeiro Marques de
Keywords: Aprendizagem social; Utilização de ferramentas líticas; Comportamento de percussão; Primatas humanos e não-humanos; Social learning; Stone-tool acquisition; Percussive behaviour; human and non-human primates.
Issue Date: 24-Feb-2017
Serial title, monograph or event: A aquisição de novos usos de ferramentas em primatas humanos e a evolução da aprendizagem social: Uma abordagem experimental.
Place of publication or event: Departamento de Ciências da Vida, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
Abstract: Human primates are known for their extensive capability to tool use and tool making compared with their closest relatives, the chimpanzees. Literature shows that the disparity in the acquisition of such capacities is related to different mechanisms of social learning: while modern humans use imitation and active teaching to acquire new capacities, chimpanzees seem to rely on emulation and trial / error learning to acquire behavioural use and tool manufacturing. In chimpanzees, there is a critical phase of learning (juvenile age), and individuals tend to be conservative after this phase, and rarely acquire new technological behaviours. In humans, very little is known about: 1) Acquiring new technological behaviours in adults; 2) The variables that influence social learning during the acquisition of a new technological behaviour in individuals in the period of childhood. The present study is an experimental approach with the intent of testing human individuals exposed to a new technological task, considered simple and rudimentary (nut cracking), for which there are similar data regarding the chimpanzees from West Africa.The present work consists of two experimental studies, both focusing on the initial stages of learning the use of tools: Study 1) Tests the efficiency in western adults (between 19 and 30 years old) in a new task: "nut cracking"; Study 2) Tests the efficiency in the same task in pairs of children from a different cultural context (East Africans) of school age (between 4 and 15 years old), under different experimental conditions: 1) Without any role model; 2) With a video model showing 15 sec. of chimpanzee nut-cracking; 3) With a human role model performing the nut-cracking before the test).The results of the present study show that the individuals select the tools function for the execution of the task based on its morphological features. These results have parallels with field studies in wild chimpanzees. The study also indicates important differences in the performance of nut cracking between human and non-human primates. Similar to what literature shows us about differences between genders in the performance of this task in chimpanzees (where females are more effective than males), the data of the two experimental studies in human primates shows that gender also has preponderance in the performance of the task. However, the results indicate that human males are more effective than females, requiring fewer bouts to be successful. Results demonstrate that when performing a new task, human primates tend to acquire and learn to improve their abilities significantly faster than nonhuman primates, nevertheless, in comparison to what literature indicates about the proficiency of non-human primates in nut cracking, human subjects required on average significantly more bouts to crack open a nut.Regarding Study 2, results show that the age of the individuals seems to have a preponderant role in the ability for the task execution: younger individuals have more difficulty performing the task than older individuals. Concerning the behavioural patterns demonstrated by individuals, the study shows that there is a tendency for "over-imitation" by older individuals. On the other hand, younger individuals tend to observe their pairs more often, thus, it seems to indicate that acquiring new behaviours via horizontal transmission can be an important mechanism for social learning.This study also corroborates that the acquisition of new capacities, such as percussive tasks, can share parallels with species of the genus Pan, without the need for complex mechanisms for cultural transmission.
Os seres humanos são conhecidos pela sua extensa capacidade de utilização e produção de ferramentas em comparação com os seus parentes mais próximos, os chimpanzés. A literatura mostra que a disparidade na aquisição de tais capacidades está relacionada com diferentes mecanismos de aprendizagem social: enquanto os seres humanos modernos utilizam, para adquirir novas capacidades, a imitação e o ensino ativo, os chimpanzés parecem depender da emulação e de uma aprendizagem por tentativa/erro para adquirir comportamentos de uso e manufatura de ferramentas. Em chimpanzés existe uma fase crítica de aprendizagem (período infantojuvenil) e os indivíduos tendem a ser conservadores uma vez passada essa fase, e raramente adquirem novos comportamentos tecnológicos. Em humanos, muito pouco é conhecido sobre: 1) A facilidade de aquisição de novos comportamentos tecnológicos em adultos; 2) As variáveis que influenciam a aprendizagem social durante a aquisição de um novo comportamento tecnológico em indivíduos no período infantojuvenil. O presente estudo trata-se de uma abordagem experimental com o objetivo de testar indivíduos humanos expostos a uma nova tarefa tecnológica, considerada simples e rudimentar (“nut cracking”), para a qual existem dados análogos relativamente aos chimpanzés de África Ocidental.O presente trabalho consiste em dois estudos experimentais, ambos incidindo sobre os estágios iniciais da aprendizagem do uso de ferramentas: Estudo 1) Testa a eficiência em adultos ocidentais (com idades entre os 19 e 30 anos) numa nova tarefa “nut cracking”; Estudo 2) Testa a eficiência na mesma tarefa em pares de crianças de um contexto cultural diferente (África Oriental) em idade escolar (entre os 4 e 15 anos), perante diferentes condições experimentais: 1) sem modelo humano; 2) com um vídeo modelo de 15 segundos em que chimpanzés executam “nut cracking”; 3) com um modelo humano a realizar “nut-cracking” antes do teste.Os resultados do presente estudo mostram que a escolha de ferramentas para a execução da tarefa é baseada nas suas características morfológicas. Estes resultados têm paralelo com estudos em chimpanzés. O estudo também indica diferenças importantes no desempenho de “nut cracking” entre primatas humanos e não-humanos. À semelhança do que a literatura nos mostra sobre diferenças entre sexos no desempenho desta tarefa em chimpanzés (em que as fêmeas são mais eficientes do que os machos), a análise dos dados dos dois estudos experimentais em primatas humanos demonstram que o sexo dos indivíduos também tem preponderância no desempenho da tarefa, contudo, os resultados indicam que indivíduos do sexo masculino são mais eficientes do que os indivíduos do sexo feminino, necessitando de menos tentativas para serem bem-sucedidos. Os resultados mostram ainda que, ao executar uma nova tarefa, os primatas humanos tendem a adquirir e aprender a melhorar as suas capacidades significativamente mais rápido que os primatas não-humanos. Todavia, comparando com o que a literatura nos indica sobre a proficiência de primatas não-humanos em “nut cracking”, neste estudo os indivíduos humanos necessitaram de, em média, significativamente mais tentativas para abrir uma noz. Em relação ao Estudo 2, os resultados mostram que a idade dos indivíduos parece ter um papel preponderante na capacidade de execução da tarefa: indivíduos mais jovens têm mais dificuldades para desempenhar a tarefa que indivíduos mais velhos. Relativamente aos padrões comportamentais demostrados pelos indivíduos, o estudo mostra que existe uma tendência para “over-imitation” por parte de indivíduos mais velhos. Por outro lado, indivíduos mais jovens tendem a observar os seus pares com mais frequência. Assim, o Estudo 2 parece indicar que a transmissão de novos comportamentos via horizontal poderá ser um importante mecanismo para a aprendizagem social.Este estudo também corrobora que a aquisição de novas capacidades, tais como em tarefas percussivas, pode compartilhar paralelos com as espécies do género Pan, não sendo necessários mecanismos complexos para a transmissão cultural
Description: Dissertação de Mestrado em Evolução e Biologia Humanas apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia
URI: http://hdl.handle.net/10316/82849
Rights: openAccess
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