Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82358
Title: Esclerose Múltipla - Fatores de prognóstico clínico
Other Titles: Multiple Sclerosis - Clinical prognostic factors
Authors: Almeida, Hugo Alexandre Silva de 
Orientador: Sousa, Livia Maria Abreu Freire Diogo
Batista, Sónia Raquel Marques
Keywords: esclerose múltipla; esclerose múltipla benigna; prognóstico; incapacidade; multiple sclerosis; benign multiple sclerosis; prognosis; disability
Issue Date: 29-May-2017
Serial title, monograph or event: Esclerose Múltipla - Fatores de prognóstico clínico
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: A esclerose múltipla (EM) é uma doença crónica e incapacitante que afeta o sistema nervoso central. Existe um grande espetro da doença, desde formas malignas de rápida evolução a formas relativamente benignas que apresentam uma incapacidade mínima ao final de vários anos após o aparecimento dos sintomas. A elaboração de um prognóstico precoce e a capacidade de conseguir predizer quais os doentes com maior probabilidade de ter um curso benigno da doença são importantes para todos os envolvidos e para a tomada de decisões terapêuticas. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto dos fatores demográficos, clínicos e terapêuticos no prognóstico dos doentes com EM e, pelo menos, 15 anos de evolução da doença desde o início dos sintomas. Materiais e métodos: Foram incluídos 200 doentes com esclerose múltipla seguidos na consulta de doenças desmielinizantes do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra com início de sintomas atribuídos à doença há, pelo menos, 15 anos e que tivessem registo da escala EDSS no ano de 2015. Os doentes com forma primária progressiva da doença foram excluídos. Foram estudadas as características demográficas e clínicas dos doentes e estes foram divididos em dois grupos de acordo com o seu nível de incapacidade atual na escala EDSS: [0-3,0] e >3,0, correspondendo os doentes com valores iguais ou inferiores a 3 ao grupo de doentes com um curso benigno da doença – esclerose múltipla benigna (EMB).Resultados: 53% dos doentes da população em estudo preencheram os requisitos de EMB. Os doentes deste grupo, comparativamente aos doentes que tinham um valor de EDSS superior a 3, apresentaram os primeiros sintomas da doença em idades mais jovens (26,96 anos vs. 29,91 anos, p=0,049) e iniciaram mais frequentemente a terapêutica modificadora da doença com acetato de glatirâmero (14,9% vs. 3,3%, p=0,007). Um maior intervalo de tempo até ao início da primeira medicação modificadora da doença associou-se a um pior prognóstico, ou seja, EDSS atual >3,0 (p=0,006).Discussão / Conclusão: O prognóstico individual dos doentes com EM permanece muito variável. Na população em estudo encontrou-se uma associação entre a probabilidade de ocorrência de um curso mais benigno da doença e o início dos sintomas em idades mais jovens, um menor tempo até à toma do primeiro fármaco modificador da doença e início da terapêutica com acetato de glatirâmero.
Introduction: Multiple sclerosis (MS) is a chronic and disabling disease which affects the central nervous system. The disease has a wide spectrum since malignant forms with rapid evolution to relative benign forms which present minimal disability several years after the onset of symptoms. The establishment of an early prognosis and the ability to predict which patients are most likely to have a benign course of the disease are important for all involved and for making therapeutic decisions. The objective of this study was to evaluate the impact of demographic, clinical and therapeutic factors on the prognosis of patients with MS and at least 15 years of disease evolution since the onset of symptoms.Material and methods: 200 patients with MS followed in the consultation of demyelinating diseases of Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra with at least 15 years of symptoms attributable to the disease and EDSS registered in the year 2015 were included in the study. Patients with the primary progressive form of the disease were excluded. Demographic and clinical characteristics of the patients were studied; patients were divided into two groups according to the current disability level in the EDSS scale: [0-3,0] e >3,0. Patients with EDSS equal or less than 3 were considered as having a benign course of the disease – benign multiple sclerosis (BMS).Results: 53% of the patients in the study population met the BMS definition. Patients in this group compared to patients who had an EDSS greater than 3 had the first symptoms of the disease at younger ages (26,96 years vs. 29,91 years, p=0,049) and initiated disease modifying therapy with glatiramer acetate more frequently (14,9% vs. 3,3%, p=0,007). A longer period to the beginning of the first disease modifying therapy was associated with a worse prognosis, that is current EDSS> 3,0 (p=0,006).Discussion / Conclusion: The individual prognosis of patients with MS remains highly variable. In this study population there was an association between the probability of a more benign course of the disease and the onset of symptoms at younger ages, a shorter time to the disease modifying therapy and initiation of therapy with glatiramer acetate.
Description: Trabalho de Projeto do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82358
Rights: closedAccess
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