Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82146
Title: MARCADORES DE RESERVA OVÁRICA: UTILIDADE CLÍNICA NAS TÉCNICAS DE PROCRIAÇÃO MEDICAMENTE ASSISTIDA
Other Titles: OVARIAN RESERVE BIOMARKERS: CLINICAL UTILITY IN ASSISTED REPRODUCTIVE TECHNIQUES
Authors: Costa, Inês Garrido da 
Orientador: Dias, Maria Margarida Oliveira Figueiredo
Ramos, Vera Lúcia Nobre Barroso
Keywords: Marcadores; Reserva ovárica; Técnicas de Procriação Medicamente Assistida; Fertilização in vitro; Biomarkers; Ovarian reserve; Assisted Reproductive Techniques; In vitro Fertilization
Issue Date: 4-Jun-2018
Serial title, monograph or event: MARCADORES DE RESERVA OVÁRICA: UTILIDADE CLÍNICA NAS TÉCNICAS DE PROCRIAÇÃO MEDICAMENTE ASSISTIDA
Place of publication or event: FMUC, Serviço de Ginecologia - CHUC
Abstract: Objetivos: Estabelecer qual a utilidade clínica dos marcadores de reserva ovárica nas técnicas de PMA, quer como meios de aconselhamento pré-tratamento, quer como preditores da resposta ovárica à estimulação, meios de individualização das diferentes estratégias terapêuticas e preditores do sucesso das técnicas. Materiais e Métodos: Realizou-se uma pesquisa na base de dados PubMed de artigos publicados em inglês entre 1 de janeiro de 2014 e 31 de dezembro de 2017. Nesta revisão foram consultados documentos de consenso nacional e internacional de sociedades científicas. Foram ainda incluídos outros artigos considerados de relevância. Resultados: Existem diversos marcadores associados à determinação da reserva ovárica como a idade, CFA, FSH, HAM e Inibina B, entre outros. A idade, como fator individual, representa o marcador com a maior influência sobre a probabilidade de gestação e deve ser o primeiro parâmetro a ser considerado nas técnicas de PMA. A avaliação da CFA é recomendada, mas não deve ser utilizada isoladamente nas técnicas de PMA. A HAM é atualmente reconhecida como um importante marcador da reserva ovárica nas técnicas de PMA, sendo um ótimo preditor do número de ovócitos retirados e do resultado da estimulação, não conseguindo, contudo, prever os resultados de implantação e gravidez após PMA. A determinação da Inibina B não está recomendada e não oferece nenhuma mais-valia quando comparada com outros marcadores. O valor plasmático da FSH na fase folicular precoce está associado a uma alta sensibilidade na previsão de má resposta à estimulação ovárica, porém não está associada à previsão de probabilidade de gestação ou à previsão de complicações das técnicas de PMA. A combinação de vários marcadores como a idade, HAM, CFA e FSH permite uma avaliação mais precisa da reserva ovárica e da probabilidade da resposta à estimulação e restantes parâmetros de sucesso destas técnicas, ao invés da utilização isolada de cada marcador, podendo inclusive possibilitar a elaboração e aplicação de nomogramas individualizados na prática clínica que otimizem as técnicas de PMA.Conclusão: Atualmente os marcadores preferenciais na determinação da reserva ovárica são a CFA e os valores plasmáticos de HAM. Estes marcadores, especialmente os valores plasmáticos de HAM e CFA podem, num futuro próximo, permitir a elaboração de protocolos individualizados que possibilitem maximizar o sucesso e minimizar os efeitos indesejados das técnicas de PMA. Existe, contudo, necessidade de investigação adicional, elaboração e validação de protocolos individualizados com base na determinação da reserva ovárica para futura aplicação na prática clínica.
Objectives: To establish the clinical utility of ovarian reserve markers in Assisted Reproductive Techniques (ART), for instance as means of counselling before ART, predictors of ovarian response to controlled ovarian stimulation, individualization of different therapies and predictors of success of ART. Materials and Methods: A literature review between January 2014 and December 2017 was carried out on the PubMed database. National and international scientific societies guidelines were analysed for this review. Other relevant articles were also included. Results: There are several markers associated with the determination of the ovarian reserve such as age, Antral Follicles Count (AFC), FSH, Anti-Müllerian Hormone (AMH) and Inhibin B, among others. Age, as an individual factor, represents the marker with the greatest influence on the gestation rates, therefore, it should be the first parameter to be considered in ART techniques. The evaluation of the AFC is recommended although it should not be used by itself. AMH is currently recognized as a significant ovarian reserve marker in ART, being considered an important predictor of the number of oocytes retrieved and of stimulation response. On the other hand, it can not predict results such as embryo yield and pregnancy rates after PMA. The determination of Inhibin B is not recommended and offers no additional value when compared with other markers. The plasma value of FSH in the early follicular phase is associated with a high sensitivity in predicting poor response to ovarian stimulation even though it is not associated with the prediction of pregnancy rates or complications from ART techniques. The combination of several markers such as age, AMH, AFC and FSH allows a more accurate evaluation of ovarian reserve, prediction of stimulation response and other success parameters of these techniques, rather than the isolated use of each marker. It may even enable the elaboration and application of individualized nomograms in the clinical practice that could optimize ART techniques.Conclusions: Nowadays AFC and AMH are the preferred markers used to access ovarian reserve.Ovarian reserve markers, in particular the determination of AFC and AMH, are able to allow the elaboration of individualized protocols in the future that can maximise the success and minimise iatrogenic risks associated to ART techniques. Nevertheless, additional investigation is required to the elaboration and validation of individualized protocols based on assessment of ovarian reserve that, possible, could be applied in clinical practice.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82146
Rights: openAccess
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