Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10316/81878
Title: Cardiac allograft vasculopathy – Incidence and predictors in a single centre series
Other Titles: Vasculopatia do enxerto - Incidência e preditores numa série de centro único
Authors: Eusébio, Sofia Martins dos Santos Picão 
Orientador: Jorge, Elisabete Sofia Azenha Balhau
Santos, Manuel Oliveira
Keywords: transplante cardíaco; vasculopatia do enxerto; idade do dador; doença cardíaca isquémica; doppler carotídeo anormal; ortothopic heart transplantation; cardiac allograft vasculopathy; donor's age; ischemic heart disease; abnormal carotid doppler
Issue Date: 29-May-2018
Serial title, monograph or event: Cardiac allograft vasculopathy – Incidence and predictors in a single centre series
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Aims: We aimed to investigate CAV incidence and predictors in a large cohort of OHT patients.Methods: We conducted a retrospective analysis on a prospective cohort of 233 patients who underwent OHT at our institution from November 2003 to May 2014. OHT recipients younger than 18 years (n=3) and those who died less than a year after OHT were excluded (n=28). Baseline data was extracted from a main database; we analysed all invasive coronary angiograms (ICA) (n=712) performed as part of the structured follow up program of these patients. CAV was defined by at least one ICA with visible coronary lesions. Results: We included 157 male and 45 female recipients. Median age was 66 years and median BMI was 24.7 kg.m-2. Regarding risk factors for atherosclerosis, 17.3% were smokers, 36.8% had hypertension and 46.8% were dyslipidemic. A third of patients had established vascular disease before OHT, either an abnormal carotid doppler (39.6%), peripheral vascular disease (30.3%) or ischemic heart disease (IHD) (35.6%). Acute rejection occurred in 42 patients (21.3%) during the first year. The donor group was composed by 154 males and 48 females. Median age was 35 years and median BMI 24.1 kg.m-2. Over a median follow-up of 2920 (1825-3650) days after HT, 37 patients (18.3%) were diagnosed with CAV. Incidence rate of CAV in our overall population was 2.91 cases per 100 person-year. Regarding lesion type, 14 had CAV 1 (38%), 12 had CAV 2 (35%) and 9 had CAV 3 (24%). PCI was performed in 15 (41%) patients. There was no significant difference among baseline variables when comparing patients with normal (n=165) and abnormal ICA. When considering CAV (+) group, abnormal carotid doppler [hazard ratio (HR) 2.44 95% confidence Interval (CI) 1.27–4.71, P<0.01], IHD [HR 2.32, 95% CI 1.21–4.45, P=0.01] and donor’s age [HR 1.04, 95% CI 1.00–1.07, P=0.01] were significantly associated with CAV. Conversely, risk factors as hypertension, [HR 1.46, 95% CI 0.75–2.86, P=0.26], dyslipidemia [HR 1.68, 95% CI 0.86–3.25, P=0.13] and smoking [HR 1.77, 95% CI 0.85–3.65, P=0.13] were not associated with CAV. Conclusion: In a retrospective analysis of a single centre OHT cohort, abnormal carotid doppler at the time of OHT, a prior history of IHD and donor’s age were independently associated with CAV. This may suggest that a prior history of IHD or an abnormal carotid doppler at the time of OHT might influence post-OHT outcomes and may elicit a specific follow-up program, focused on the progression of the systemic vascular disease.
Objetivos: Investigar a incidência e preditores da vasculopatia do enxerto numa população de transplantados cardíacos.Métodos: Foi conduzida uma análise retrospetiva de um coorte prospetivo de 233 transplantados no nosso centro entre Novembro de 2003 e Maio de 2014. Transplantados com idade inferior a 18 anos (n=3) e os que faleceram menos de um ano após o transplante (n=28) foram excluídos. Todas as características pré-transplante foram extraídas de uma base de dados principal. As angiografias coronárias invasivas (n=712) realizadas no âmbito do estruturado programa de acompanhamento dos doentes pós-transplante foram analisadas. Foi definida vasculopatia do enxerto na presença de uma angiografia com lesões coronárias.Resultados: No grupo dos recetores foram incluídos 157 homens e 45 mulheres. A idade média era 66 anos e o índice de massa corporal médio de 24.7 kg.m-2. Relativamente aos fatores de risco ateroscleróticos, 17.3% eram fumadores, 36.8% eram hipertensos e 46.8% tinham dislipidemia. Um terço dos doentes apresentavam doença vascular estabelecida antes do transplante, doppler carotídeo anormal em 39.6%, doença vascular periférica em 30.3% e doença cardíaca isquémica em 35.6%. Durante o primeiro ano de follow up, verificou-se rejeição aguda em 42 doentes (21.3%).O grupo de dadores era composto por 154 homens e 48 mulheres. Idade média era de 35 anos e o índice de massa corporal médio de 24.1 kg.m-2. Durante um período médio de follow-up pós-transplante de 2920 (1825-3650) dias, 37 doentes (18.3%) foram diagnosticados com vasculopatia do enxerto. A taxa de incidência de vasculopatia do enxerto no nosso centro foi de 2.91 casos por 100 pessoa-ano. De acordo com a classificação das lesões, 14 tinham grau 1 (38%), 12 grau 2 (35%) e 9 grau 3 (24%). Angioplastia coronária percutânea foi realizada em 15 (41%) doentes. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas comparando as características pré-transplante nos doentes com angiografias com e sem lesões. Quando considerado o grupo com vasculopatia, doppler carotídeo anormal [hazard ratio (HR) 2.44 95% confidence Interval (CI) 1.27–4.71, P<0.01], doença cardíaca isquémica [HR 2.32, 95% CI 1.21–4.45, P=0.01] e idade do dador [HR 1.04, 95% CI 1.00–1.07, P=0.01] foram significativamente associados ao desenvolvimento da vasculopatia do enxerto. Por outro lado, fatores de risco ateroscleróticos como hipertensão [HR 1.46, 95% CI 0.75–2.86, P=0.26], dislipidemia [HR 1.68, 95% CI 0.86–3.25, P=0.13] e tabagismo [HR 1.77, 95% CI 0.85–3.65, P=0.13] não mostraram associação com a vasculopatia. Conclusão: Numa análise retrospetiva de um coorte de doentes transplantados cardíacos de centro único, doppler carotídeo anormal à data do transplante, doença cardíaca isquémica e idade do dador foram independentemente associados ao desenvolvimento de vasculopatia do enxerto. Tal pode sugerir que tanto doppler carotídeo anormal como doença cardíaca isquémica pré-transplante podem ter influência no sucesso do transplante e por isso, poderão beneficiar de um programa de follow up específico, focado na progressão de doença vascular sistémica.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: https://hdl.handle.net/10316/81878
Rights: openAccess
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