Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/81207
Title: Correlação entre a progressão do dano comulativo e a qualidade de vida no lúpus eritematoso sistémico
Authors: Laureano, Mónica Andreia Pereira da Silva 
Orientador: Silva, José António Pereira da
Inês, Luís Pedro Bolotinha de Sousa
Keywords: Lúpus Eritematoso Sistémico (LES); Qualidade de vida; SF- 36,; actividade da doença; SLEDAI-2K; dano cumulativo
Issue Date: Mar-2011
Abstract: Introdução: A esperança média de vida dos pacientes com Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) tem aumentado no decurso das últimas décadas, o que tornou o impacto da doença e do seu tratamento na qualidade de vida, e não só na quantidade de vida, um factor de importante consideração na avaliação e monitorização dos pacientes com LES. O grupo de peritos do Systemic Lupus International Collaborating Clinics (SLICC) recomendou que 3 domínios fossem incluídos na monitorização destes pacientes: a actividade da doença, o dano cumulativo e a qualidade de vida. Objectivos: Os objectivos deste estudo longitudinal de 4 anos são avaliar a evolução da qualidade de vida em doentes com LES e averiguar se existe ou não correlação entre esta, a actividade da doença, o dano cumulativo e as características demográficas destes doentes. Materiais e métodos: Foram incluídos cento e setenta e dois pacientes com LES, cumprindo os critérios de classificação do American College of Rheumatology (ACR), seguidos numa consulta de Lúpus especializada. Em 2006 e novamente em 2010, os pacientes preencheram a versão Portuguesa validada do Medical Outcomes Study Short Form 36 (SF-36) para avaliar a qualidade de vida. Ao mesmo tempo, um Reumatologista avaliou a actividade da doença através do SLEDAI 2K e o dano cumulativo, através do SLICC/ACR-DI. Testes T para amostras emparelhadas e de correlação de Pearson foram utilizados na análise estatística. Resultados: Cento e setenta e dois pacientes com LES completaram, pelo menos, um questionário SF-36 e 72 pacientes completaram dois, com um intervalo de quatro anos (mulheres: 88,8% e homens: 11,2%, média de idade: 43,50 ± 14,16 anos e duração da doença: 10,43 ± 7,21 anos na altura da última avaliação). Em 7 dos 8 domínios do SF-36, as pontuações médias mantiveram-se estáveis durante o período de quatro anos. Apenas o Desempenho Emocional apresentou uma redução média significativa de -10,4 ± 39,0% (p = 0,022). Não houve correlação entre a variação do SF-36 e a idade, a duração da doença, o SLICC ou o SLEDAI. Conclusão: A qualidade de vida destes doentes com LES permaneceu globalmente estável ao longo do tempo. Um agravamento no componente do Desempenho Emocional foi identificado, sem evidência de uma relação directa com outras características específicas da doença.
Introduction: The average life expectancy of patients with Systemic Lupus Erythematosus (SLE) has increased in recent decades, which made the impact of the disease and its treatment on quality of life, not just quantity of life, an important factor for consideration in the assessment and monitoring of patients with SLE. The Systemic Lupus International Collaborating Clinics (SLICC) has recommended that three areas were included in the monitoring of these patients: disease activity, cumulative damage and quality of life. Aim: The aim of this four-year longitudinal study was to evaluate changes in health-related quality of life (HRQoL) in a cohort of patients with SLE and its correlation with disease activity, damage index and demographic characteristics. Patients and methods: One hundred and seventy two patients with SLE, fulfilling the American College of Rheumatology (ACR) classification criteria and followed in a Lupus Clinic were included. In 2006 and again in 2010, patients fulfilled the validated Portuguese version of the Medical Outcomes Survey Short Form 36 (SF-36) to evaluate HRQoL. At the same time, one Rheumatologist evaluated disease activity with SLEDAI 2K and damage was assessed using the SLICC/ACR-DI. Paired Samples T-tests and Pearson correlation were used for statistical analysis Results: One hundred and seventy two SLE patients completed at least one SF-36 questionnaire and 72 patients participated in both surveys with a 4-year interval (female: 88.8%, men: 11,2%, mean age: 43,50±14,16 years, disease duration: 10,43±7,21 years at time of last survey). In 7 out of the 8 domains in the SF-36, mean scores were stable over the 4- year period. Only in the Role-Emotional domain there was a significant mean change of - 10.4±39.0% (p=0.022). There was no correlation between SF-36 changes and age, disease duration, SLEDAI-2K and SLICC-DI score progression. Conclusion: The HRQoL of these SLE patients remained globally stable over long-term follow-up. A worsening of role limitations due to emotional problems was identified, without evidence for a direct relation with disease-specific factors
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Reumatologia, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/81207
Rights: openAccess
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