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Title: Influência da frequência cardíaca em doentes com insuficiência cardíaca avançada
Authors: Fernandes, Luís Cardoso 
Orientador: Gonçalves, Lino
Saraiva, Maria de Fátima
Keywords: Cardiologia; Insuficiência cardíaca; Frequência cardíaca
Issue Date: Mar-2012
Abstract: Introdução O aumento da frequência cardíaca tem sido associado a um pior prognóstico na insuficiência cardíaca e este facto tem ganho atenção crescente por parte da comunidade científica. Objectivo Comparar o prognóstico de doentes com insuficiência cardíaca de acordo com a frequência cardíaca de repouso apresentada na admissão. Metodologia Estudo retrospectivo de 319 doentes consecutivos internados numa mesma Unidade de Tratamento de Insuficiência Cardíaca Avançada, entre Janeiro de 2003 e Junho de 2006, organizados em dois grupos de acordo com a frequência cardíaca de repouso à admissão: grupo A - FC <70bpm (n =114; 35,3%) ; grupo B - FC ≥70bpm (n =205; 64,7%). Compararam-se dados demográficos, clínicos e analíticos, etiologia e formas de apresentação da insuficiência cardíaca, terapêutica prévia e pós-alta. Definiu-se como endpoint primário: morte de causa cardiovascular, transplante cardíaco ou reinternamento. As diferenças em termos de sobrevida para os eventos anteriores foram expressas através de curvas de Kaplan-Meier. O follow-up mediano foi de 4,1 anos. Resultados A idade, género, comorbilidades associadas e diferentes etiologias da insuficiência cardíaca, bem como a medicação prévia não foram significativamente diferentes entre os grupos. O grupo B reuniu maior número de casos de choque cardiogénico (7,3% versus 0,9%,p =0,012) e de edema agudo do pulmão (11,7% versus 3,5%, p =0,013). Na admissão, este grupo apresentou valores médios de pressão arterial sistólica (113,8 ± 23,6 mmHg versus 49,1 ± 57,2 mmHg; p <0,001), pressão arterial diastólica (28,2 ± 33,0 mmHg versus 68,9 ± 15,5 mmHg; p <0,001), frequência cardíaca (92,2 ± 17,3 bpm versus 27,0 ± 31,7 bpm; p <0,001), hemoglobina (12,9 ± 3,0 g/dL versus 8,2 ± 6,5 g/dL, p <0,001), creatinina (1,5 ± 1,1 mg/dL versus 0,7 ± 0,9 mg/dL; p <0,001) e BNP (1479,5 ± 1252,1 pg/mL versus 823,8 ± 806,0 pg/mL; p <0,001) significativamente mais elevados. A fracção de ejecção ventricular esquerda não demonstrou diferença significativa. À data de alta, o grupo B recebeu mais furosemida (79,0% versus 65,4%; p =0,01) e estatinas (50,5% versus 34,6%; p =0,008), mas menos nitratos (4,3% versus 14,0%; p =0,003). Durante o follow-up mediano, a mortalidade global (31,4% versus 19,5%; p =0,038), a mortalidade associada à transplantação cardíaca (51,0% versus 36,6%; p =0,026) e o endpoint primário combinado (69,5% versus 57,5%; p =0,043) foram significativamente superiores para o grupo B. Conclusão A presença de uma frequência cardíaca aumentada foi associada a pior prognóstico. A sua redução poderá ser uma mais-valia no prognóstico destes doentes
Introduction Increased heart rate has been associated with a worst prognosis in heart failure and this has gained increased attention by the scientific community. Objective Compare the outcome of chronic heart failure according to patients' resting heart rate at admission. Methods Retrospective study of 319 consecutive patients admitted in a single advanced heart failure unit between January 2003 and June 2006, divided into two groups, according to resting heart rate at admission: group A - HR <70 bpm (n = 114, 35 3%), group B - HR ≥ 70 bpm (n = 205, 64.7%). We compared demographic, clinical and analytical data, forms of presentation and etiology of heart failure, previous and post-discharge medication. We defined as primary endpoint: cardiovascular mortality, heart transplantation or readmission 180 days after discharge. Differences in survival for the previous events were expressed by Kaplan-Meier curves. Median follow-up was 4.1 years. Results Age, gender, co-morbidities and different etiologies of heart failure, as well as previous medication, were not significantly different between groups. Group B included more cases of cardiogenic shock (7.3% versus 0.9%, p = 0.012) and acute pulmonary edema (11.7% versus 3.5%, p = 0.013). On admission, this group showed mean values of systolic blood pressure (113.8 ± 23.6 mmHg versus 49.1 ± 57.2 mmHg; p <0.001), diastolic blood pressure (28.2 ± 33.0 mmHg versus 68,9 ± 15.5 mmHg; p <0.001), heart rate (92,2 ± 17,3 bpm versus 27,0 ± 31,7 bpm; p <0,001), hemoglobin (12,9 ± 3,0 g/dL versus 8,2 ± 6,5 g/dL, p <0,001), creatinin (1.5 ± 1.0 mg/dL versus 0.7 ± 0.9 mg/dL; p <0.001) and BNP (1479.5 ± 1252, 1 pg/ml versus 823.8 ± 806.0 pg/mL, p <0.001) significantly higher. Left ventricular ejection fraction showed no significant difference. At discharge, group B received more furosemide (79.0% versus 65.4%, p = 0.01) and statins (50.5% versus 34.6%, p = 0.008), but less nitrates (4.3% versus 14.0%, p =0.003). During median follow-up, overall mortality (31.4% versus 19.5%, p =0.038), combined mortality or heart transplantation (51.0% versus 36.6%, p = 0.026) and combined primary endpoint (69.5% versus 57.5%, p = 0.043), were significantly higher in the group with increased resting heart rate. Conclusion In this population, the presence of an increased resting heart rate was associated with a worst prognosis. Its reduction may be a way to improve their prognosis.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Cardiologia, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/80927
Rights: openAccess
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