Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/80656
Title: Lactação como factor de modificação do risco e do prognóstico do cancro da mama
Authors: Almeida, Maria Cecília Urzal Conde Ribeiro de 
Orientador: Dias, Maria Margarida Oliveira Figueiredo
Keywords: Ginecologia; Neoplasias da mama; Lactação; Fisiologia
Issue Date: 2011
Abstract: Introdução: O conhecimento da epidemiologia do cancro da mama é acicatado pela possibilidade de que dele decorra uma atitude clínica modificável que se repercuta favoravelmente sobre a incidência da patologia. A hipótese de que as alterações fisiológicas inerentes à lactação representem um factor de protecção tem sido suportada pela formulação de mecanismos biológicos plausíveis. Por outro lado, face ao número de diagnósticos durante a idade reprodutiva, a questão da exequibilidade e da segurança da amamentação por sobreviventes da doença tem ganho pertinência crescente. Objectivos: O objectivo deste trabalho é actualizar a informação científica sobre a associação entre lactação e risco de cancro da mama, através da revisão da literatura publicada nos últimos anos. Da análise dos estudos epidemiológicos e de investigação biológica, pretende reunir-se evidência suficiente para determinar se o efeito da lactação é benéfico e como a protecção se pode exercer, de forma a confirmar ou infirmar a necessidade de uma mudança na conduta comportamental. Igualmente, rever-se-ão os aspectos clínicos da lactação após o tratamento do cancro da mama, na tentativa de retratar a sua influência sobre o prognóstico da doença. Desenvolvimento: Entre as teorias formuladas para explicar o eventual efeito protector da lactação, destacam-se a modificação da diferenciação celular da glândula mamária, o atraso da sua involução pós-lactacional, a redução do número de ciclos ovulatórios e a eliminação de carcinogénios no leite. Várias investigações de base populacional têm avaliado o impacto da existência de uma história de lactação e da sua duração cumulativa sobre o desenvolvimento de cancro da mama. Adicionalmente, têm pretendido discriminar a influência de outros factores, de ordem obstétrica, pessoal e familiar, e particularizar o efeito sobre o risco de certos tipos de tumor. No que respeita às doentes tratadas por cancro da mama, o aconselhamento acerca da prática da lactação impõe a consideração individualizada da aptidão física e do contexto psico-social, bem como das estratégias para a sua vigilância. Conclusões: A relação inversa entre a duração da lactação e o risco de cancro da mama é sugerida por muitos autores. O benefício conferido não parece variar segundo o status hormonal da mulher ou o estado dos receptores de estrogénio do tumor. Apesar de escassa, a informação disponível sustenta que a terapêutica para o cancro da mama não acarreta necessariamente compromisso no desempenho para amamentar, nem prejuízo no prognóstico das mulheres com esta opção.
Introduction: The knowledge of the epidemiology of breast cancer is spurred by the possibility that it might lead to a modifiable clinical attitude with a favorable impact on the incidence of the disease. The hypothesis that the physiological changes related to lactation represent a protective factor has been supported by the formulation of plausible biological mechanisms. On the other hand, given the number of diagnoses during the reproductive age, the question of feasibility and safety of breastfeeding for survivors of the disease has gained increasing relevance. Objectives: The aim of this work is to update the scientific information on the association between lactation and the risk of breast cancer, by reviewing the literature published in recent years. The analysis of epidemiological and biological research aims to gather enough evidence to determine whether the effect of lactation is beneficial and how protection can be exercised, in order to confirm or deny the need for a change in behavioral conduct. Clinical aspects of lactation after treatment of breast cancer will also be reviewed in an attempt to portray its influence on the prognosis of the disease. Results: Among the theories advanced to explain the possible protective effect of lactation, we highlight the change in the cellular differentiation of the mammary gland, the delayed post-lactational involution, the reduction of the number of ovulatory cycles and the elimination of carcinogens in breast milk. Several population-based investigations have evaluated the impact of the existence of a history of lactation and its cumulative duration on the development of breast cancer. Additionally, they have intended to discriminate the influence of obstetric, personal and family factors, and particularize the effect on the risk of certain types of tumor. With regard to patients treated for breast cancer, the advice about the practice of breastfeeding requires individualized consideration of the physical and psycho-social context, as well as the strategies for their surveillance. Conclusions: An inverse relationship between duration of lactation and the risk of breast cancer is suggested by many authors. The benefit conferred does not appear to vary according to the hormonal status of women or the estrogen receptor status of the tumors. Although scarce, available information supports that therapy for breast cancer does not necessarily compromise the performance to breastfeed or affect the prognosis of women with this option
Description: Trabalho final de mestrado integrado em em Medicina área científica de Ginecologia, apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/80656
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Mestrado

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