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Title: O hematoma intracerebral supratentorial espontâneo no adulto : tratamento médico vs. cirúrgico
Authors: Gonçalves, Marta Raquel Marques Fernandes 
Orientador: Barbosa, Marcos Daniel de Brito da Silva
Keywords: Acidente Vascular Cerebral; Hemorragia Intracerebral Espontânea; Tratamento Médico; Tratamento Cirúrgico; Hemorragia Supratentorial
Issue Date: Apr-2011
Abstract: A hemorragia intracerebral espontânea corresponde a um subtipo de acidente vascular cerebral, o hemorrágico, altamente lesivo e com péssimo prognóstico. A sua ocorrência relaciona-se fortemente com a presença de factores de risco conhecidos, como a hipertensão arterial, angiopatia amilóide e a terapêutica antitrombótica, que predispõem os vasos cerebrais de pequeno calibre à ruptura e consequente hemorragia. Esta, acompanha-se da formação de um hematoma, áreas de necrose, de inflamação e de isquémia circundantes, cujo potencial de reperfusão não é passível de ser previsto. O diagnóstico da hemorragia intracerebral espontânea é feito maioritariamente por tomografia computorizada, podendo também ter indicação a ressonância magnética ou a angiografia de subtracção digital. O tratamento da hemorragia intracerebral espontânea pode ser médico ou cirúrgico havendo um grande dilema na comunidade científica sobre qual o melhor tratamento para esta patologia. O tratamento médico prende-se com o controlo da hipertensão arterial, da pressão intracraniana, controlo da febre e hiperglicémia, sedação, reversão do status pro-hemorrágico, terapêutica hemostática, profilaxia da doença tromboembólica, suporte nutricional e ventilatório. As opções cirúrgicas actuais consistem na derivação ventricular externa, hemicraniotomia descompressiva ou craniotomia, aspiração endoscópica e cirurgia minimamente invasiva. Estudos recentes apontam para a primazia do tratamento médico sobre o cirúrgico, evidenciando que o último não demonstra resultados superiores relativamente ao primeiro, quer em termos de mortalidade quer em termos de recuperação funcional, excepto em pequenos grupos de doentes com características especiais. Serão, portanto, necessários mais estudos que comprovem a eficácia do tratamento cirúrgico neste grupo de doentes
The spontaneous intracerebral hemorrhage represents a subtype of stroke, the hemorrhagic, extremely harmful and associated with a bad prognosis. Its occurrence is strongly correlated with the presence of known risk factors such as hypertension, cerebral amyloid angiopathy and antiplatelet therapy, which predisposes a rupture in the cerebral vessels of small caliber and their consequent hemorrhage. This bleeding is followed with a formation of a hematoma, necrosis areas, inflammation and surrounding ischemia. The diagnosis of spontaneous intracerebral hemorrhage is mostly done by computer tomography, but may also be indicated for magnetic resonance, angiography and digital subtraction angiography. The treatment of spontaneous intracerebral hemorrhage may be medical or surgical and there is a major dilemma in the scientific community about which is the best treatment for this disease. The medical treatment is related to the control of high blood pressure and intracranial pressure, fever and hyperglycemia, sedation, reversal of pro-bleeding status, hemostatic therapy, prophylaxis of thromboembolic disease, nutritional support and ventilation. The actual surgical options are external ventricular drainage, hemicraniotomy, craniotomy, endoscopic aspiration and less invasive surgery. The recent studies indicate the primacy of medical treatment over surgery, showing that the last treatment does not exhibit superior results compared to the first one, in mortality and functional outcome, except in a small patient group with special characteristics. Further studies are needed to prove effectiveness of surgical treatment in this patient group.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Neurocirurgia, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/80523
Rights: openAccess
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