Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/47844
Title: Auto-questionário ao doente com lúpus eritematoso sistémico para rastreio da atividade da doença : estudo prospetivo com o P-SLAQ
Authors: Domingues, Célia Marques 
Orientador: Silva, José António Pereira da
Inês, Luís Sousa
Keywords: Lupus eritematoso sistémico; Questionários
Issue Date: Feb-2012
Abstract: Introdução: O lúpus eritematoso sistémico (LES) é uma doença sistémica autoimune, caraterizada por exacerbações e remissões imprevisíveis da atividade da doença. Objetivos: Avaliar a responsividade e validade do Portuguese systemic lupus activity questionnaire (P-SLAQ), um auto questionário de avaliação da atividade do LES. Métodos: O P-SLAQ, a avaliação global da existência de crise do LES (Crise LES) e da intensidade do LES (AGD), foram respondidos por doentes consecutivos com LES, cumprindo os critérios de classificação ACR 1997, imediatamente antes da consulta. O reumatologista, desconhecendo os resultados do P-SLAQ, examinou cada paciente e completou o Systemic Lupus Assessment Measure-Revised (SLAM-R), Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index (SLEDAI-2K) e Physician Global Assessment (PGA). A correlação do P-SLAQ com os restantes instrumentos de avaliação da atividade da doença foi analisada pela correlação de Pearson. A responsividade, incluiu doentes com 2 avaliações em consultas consecutivas, calculou-se pela correlação de Pearson entre as variações obtidas (entre a segunda e primeira avaliação) no P-SLAQ e SLAM-R exclusivamente clínico (SLAM-clínico). Realizou-se análise multivariada para testar o efeito de co-variáveis como a variação do P-SLAQ na variação do SLAM-clínico. Resultados: Na análise de validade foram incluídos 166 doentes com pelo menos uma avaliação (85,5% mulheres e idade média 42,7±3,5). Verificaram-se correlações significativas (p<0,01) moderadas do P-SLAQ com Crise LES (r=0,567), AGD (r=0,694) e SLAM-clinico (r=0,350). Na avaliação da responsividade, incluindo 87 doentes cujas avaliações tiveram intervalo médio de 4 meses, o P-SLAQ apresentou moderada responsividade relativamente ao SLAM-clínico (r=0,343, p<0,01). No modelo de regressão linear analisaram-se como potenciais co-fatores preditivos da variação do SLAM-clínico, a variação do P-SLAQ, género, idade, grau de escolaridade e duração da doença. Além da Diferença do P-SLAQ, apenas a idade é um fator preditor significativo baixo da Diferença do SLAM-clínico no modelo multivariável. Conclusões: Verificou-se que a autoavaliação da atividade do LES pelo doente com P-SLAQ se correlaciona com a avaliação clínica pelo médico, através do SLAM-clínico. Além disso, a variação na pontuação do P-SLAQ correlaciona-se com alterações da atividade clínica do LES entre consultas consecutivas, medidas pelo SLAM-clinico, em análise uni e multivariada. Contudo, o valor preditivo da autoavaliação pelo doente para detetar variações da atividade do LES é baixo. Estes resultados reforçam a necessidade de monitorização médica dos doentes com LES a intervalos regulares, ainda que não apresentem manifestações de agudização aparentes para o doente.
Introduction: Systemic lupus erythematosus (SLE) is a systemic autoimmune disease, characterized by unpredictable flares and remissions of disease activity. Objective: Evaluate the responsiveness and validity of the Portuguese systemic lupus activity questionnaire (P-SLAQ), a self-inquiry that evaluates SLE activity. Methods: P-SLAQ, global evaluation of SLE flare existence (SLE flare) and SLE intensity (AGD), was completed by consecutive SLE patients fulfilling the ACR 1997 classification criteria, just prior to a scheduled visit. The rheumatologist, blinded to P-SLAQ results, examined each patient and completed the Systemic Lupus Assessment Measure- Revised (SLAM-R), Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index (SLEDAI-2K) and Physician Global Assessment (PGA). Correlation between P-SLAQ and physician rating of SLE disease activity was analyzed by Pearson’s correlation. Responsiveness, which included patients with 2 evaluations in consecutive visits, was evaluated using Pearson’s correlation between variation (between second and first evaluation) on P-SLAQ and SLAM-R clinical exclusively (SLAM-nolab). The multivariate analysis was performed to check the effect of variation P-SLAQ and others co-variables on SLAM-nolab variation. Results: In the validation analysis were studied 166 patients with, at least, one evaluation (85,5% women and mean age of 42,7±3,5). Significant (p<0,01) moderate correlations were obtained between P-SLAQ and SLE flare (r=0,567), AGD (r=0,694) and SLAM-nolab (r=0,350). On responsiveness evaluation, including 87 patients evaluated with a mean interval of 4 months, P-SLAQ provided a moderate responsiveness regarding to SLAM-nolab variation. In the linear regression model were analyzed several potential predictive co-factors of SLAM-nolab variation, the P-SLAQ variation, gender, age, school degree and disease duration. Further to P-SLAQ variation, just age is a significant, but low, predictor variable of SLAM-nolab variation in the multi-variable model. Conclusion: Patient self-evaluation of SLE activity, using P-SLAQ, correlates with the physician clinic evaluation, through SLAM-nolab. Furthermore, the variation in P-SLAQ scores correlates with changes of SLE clinic activity between consecutive visits, measured with SLAM-nolab, in uni and multivariate analysis. However, the predictive value of patient self-evaluation for detect SLE activity variations is low. These results strengthen the need for medical monitoring of SLE patients at regular intervals, even if patients don’t present selfapparent exacerbations events.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área cientíca de Reumatologia, apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/47844
Rights: openAccess
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