Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/47570
Title: Síndromes coronárias agudas depois dos oitenta anos : realidade actual e implicações clínicas
Authors: Correia, André Jorge de Castro 
Orientador: Gonçalves, Lino
Saraiva, Fátima
Keywords: Idoso; Doença coronária
Issue Date: 2010
Abstract: Introdução As síndromes coronárias agudas constituem uma das principais causas de morbilidade e mortalidade nos idosos. Estudos sugerem que cerca de 80% das mortes atribuídas à doença coronária ocorrem em indivíduos com mais de 65 anos. O atraso na procura médica, a apresentação clínica atípica, as comorbilidades associadas, a menor tolerância à isquémia e o maior compromisso da função cardíaca são causas apontadas para o pior prognóstico destas síndromes nos idosos. Melhorar a sobrevida deste grupo de risco exige o conhecimento da fisiopatologia do idoso e o diagnóstico mais atempado na tentativa de adoptar a estratégia terapêutica mais efectiva. Objectivos Comparar a taxa de mortalidade e a ocorrência de eventos cardíacos major adversos aos 1, 6 e 12 meses em doentes com mais de 80 anos, internados por Síndrome Coronária Aguda, com a de doentes de idade compreendida entre os 70 e 80 anos. Metodologia Os 597 doentes consecutivos foram divididos em 2 grupos em função da idade (]70;80], n=423; >80anos, n=174) e caracterizados relativamente a parâmetros demográficos, antecedentes patológicos, hábitos medicamentosos, resultados analíticos, classe de Killip e abordagem terapêutica. Utilizaram-se as curvas de Kaplan-Meyer para descrever a sobrevida e eventos cardíacos major adversos. Resultados A análise estatística demonstrou não haver diferença significativa relativamente à prevalência de importantes preditores de mortalidade nas síndromes coronárias agudas, nomeadamente, fracção de ejecção, classe Killip, glicémia e valor máximos de troponina na admissão. Constatou-se a ausência de aumento significativo da taxa de mortalidade (1, 6 e 12 meses) e da ocorrência de eventos cardíacos major adversos (1, 6 e 12 meses) nos dois grupos. Apesar disso, o grupo com idade superior a 80 anos foi submetido a uma estratégia invasiva com menor frequência (30,5 vs. 49,9%; p<0,001). Conclusões Efectivamente vários estudos consubstanciam a realidade demonstrada nesta investigação, isto é, que a opção por uma estratégia invasiva precoce (realização de angiografia e eventual revascularização) declina com a idade. Por outro lado, o maior benefício dessa estratégia, traduzido na redução efectiva da taxa de mortalidade e re-enfarte a longo prazo, é obtido pelos indivíduos de maior risco, onde se incluem os idosos. Portanto, não fosse o receio de complicações, faria todo o sentido tratar as síndromes coronárias agudas nos idosos com uma abordagem agressiva.
Introduction The acute coronary syndromes are the major cause of morbidity and mortality in the older population. Studies suggest 80% of deaths from coronary artery disease occur in patients over the age of 65. The delay in seeking medical help, atypical clinical presentation, co-morbidities conditions, inferior tolerance to ischemia and impaired cardiac function are causes of the poor prognosis of these syndromes in elderly. Improving the survival of this high risk group demands the knowledge of the physiopathology of elderly and more promptly diagnosis in order to choose the more effective therapeutic strategy. Objective Compare the mortality rate and major adverse cardiac events at 1, 6 and 12 months in patients over 80 years, hospitalized for Acute Coronary Syndrome, with patients aged between 70 and 80 years. Methods The 597 consecutive patients were divided into 2 groups according to age (] 70, 80], n = 423; > 80 years, n = 174) and characterized with regard to demographics, previous diseases, drug habits, analytical results, Killip class and therapeutic approach. We used the Kaplan-Meyer to describe the survival and major adverse cardiac events. Results Statistical analysis showed no significant difference regarding the prevalence of important risk factors for mortality in acute coronary syndromes, including ejection fraction, Killip class, blood glucose and the maximum troponin levels on admission. It was not found a significant increase in mortality rate (1, 6 and 12 months) and major adverse cardiac events (1, 6 and 12 months) in both groups. Nevertheless, the group older than 80 years underwent an invasive strategy less frequently (30.5 vs. 49.9%, p <0.001). Conclusion Indeed several studies substantiate the reality demonstrated in this research, namely that the choice of an early invasive strategy (angiography and possible revascularization) declines with age. On the other hand, the greatest benefit of this strategy, translated into the effective reduction of mortality and re-infarction in the long term, is obtained by individuals at greatest risk, which includes the elderly. Therefore, was not the fear of complications, it would make sense to treat acute coronary syndromes in the elderly with an aggressive approach.
Description: Dissertação de mestrado em Medicina, apresentado à Faculdade de Medicina (Cardiologia) da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/47570
Rights: openAccess
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