Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/44376
Title: Mastalgia : que identidade?
Authors: Sousa, Patrícia Sofia Lopes de 
Orientador: Dias, Maria Margarida Oliveira Figueiredo
Keywords: Ginecologia; Mastodinia; Fisiopatologia
Issue Date: Jan-2011
Abstract: A dor mamária ou mastalgia representa uma das razões que mais comummente leva as mulheres a recorrer ao ginecologista, podendo ser suficientemente severa para interferir com a qualidade de vida. Contudo, a etiologia e o tratamento óptimo desta condição enigmática permanecem inadequadamente definidos, o que dificulta a sua compreensão e abordagem clínica. Por conseguinte, este trabalho consistiu numa revisão e sistematização dos conhecimentos já existentes, analisando os resultados das investigações recentemente desenvolvidas nesta área e perspectivando novos rumos para o estudo da mastalgia. De acordo com a sua apresentação clínica, a mastalgia pode ser classificada como cíclica, não cíclica, ou como dor de causa extramamária. A mastalgia cíclica designa a dor mamária relacionada com o ciclo menstrual, ocorrendo caracteristicamente na fase luteínica. Apesar das extensas investigações na tentativa de identificar as suas possíveis causas histopatológicas, hormonais, nutricionais ou psicológicas, poucos resultados foram consistentes. A mastalgia não cíclica pode ser constante ou intermitente mas não se relaciona com o ciclo menstrual e ocorre, frequentemente, após a menopausa. Na maioria dos casos surge também por razões desconhecidas; porém, acredita-se que as causas são mais provavelmente anatómicas do que hormonais. A dor de causa extramamária provém, geralmente, da parede torácica mas é interpretada como uma dor intramamária. Após uma avaliação clínica adequada, a maioria das mulheres responde favoravelmente à simples exclusão de uma causa maligna e às medidas não farmacológicas. Vários estudos têm demonstrado que o danazol, o tamoxifeno e a bromocriptina são eficazes no tratamento da mastalgia. Contudo, os efeitos adversos destes fármacos confinam a sua utilização aos casos de dor severa e prolongada. Algumas das intervenções terapêuticas amplamente recomendadas no passado não têm revelado utilidade clínica em estudos recentes. Por sua vez, outras alternativas têm sido testadas, muitas das quais com resultados promissores. Embora a maioria das mulheres com mastalgia recorra a consulta médica por recear tratar-se de um cancro da mama, o risco de existir uma causa maligna quando a dor é o único sintoma é extremamente baixo. Porém, desconhece-se até que ponto a mastalgia cíclica traduz a existência de um ambiente hormonal que predispõe ao desenvolvimento desta neoplasia. Por apresentar uma história natural de remissões e recidivas, bem como mecanismos fisiopatológicos desconhecidos, a mastalgia constitui, actualmente, um dos maiores desafios clínicos e terapêuticos da senologia.
Breast pain or mastalgia is one of the most common reasons for consulting a gynaecologist, being sometimes severe enough to interfere with life quality. However, the etiology and optimal treatment of this enigmatic condition remain inadequately defined, making it a difficult entity to understand and to manage. This work intended to review and systematize the current knowledge, to explore the results of the most recent investigations performed on this subject and to put in perspective new directions for future research on mastalgia. According to its clinical features, mastalgia may be classified as cyclical, noncyclical and extramamary pain. Cyclical mastalgia means breast pain related to the menstrual cycle, typically occurring during the luteal phase. Despite the extensive studies done to identify causative histopathological, hormonal, nutritional or psychiatric abnormalities, few consistent findings were uncovered. Noncyclical mastalgia may be constant or intermittent but is not associated with the menstrual cycle and often occurs after menopause. Most noncyclical breast pain arises for unknown reasons, yet it is believed more likely to have an anatomical, rather than hormonal, cause. Extramammary pain generally arises from the chest wall but is interpreted as an intramammary pain. After appropriate clinical evaluation, most patients respond favourably to the simple exclusion of a malignant cause and to nonpharmacological measures. Many studies have shown that danazol, tamoxifen and bromocriptine are effective in the treatment of mastalgia. However, the adverse effects of these medications limit their use to patients with severe and sustained pain. Some therapeutic interventions widely recommended in the past have not been found to have any useful effect in recent studies. On the other hand, other alternatives have been tested, many of them with promising results. Although most women with mastalgia seek for medical attention because they fear that it is a symptom of breast cancer, the risk of having an underlying malignant cause when pain is the only symptom is extremely low. Nevertheless, it is ignored whether or not cyclic mastalgia reflects the existence of a hormonal environment which predisposes to breast neoplasm. Presenting with a natural history of remission and relapse, as well as with unknown physiopathological mechanisms, mastalgia constitutes, nowadays, one of biggest clinical and therapeutic challenges of gynaecological practice.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina, área cientifica de Ginecologia, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/44376
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Mestrado

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