Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/36967
Title: Transexualismo e endocrinologia
Authors: Dias, Daniela Filipa Santos de Paiva 
Orientador: Ferreira, Maria Margarida Santos Antunes Catarino Bastos
Carvalheiro, Manuela Rebelo
Keywords: Transexualidade; Endocrinologia
Issue Date: Mar-2012
Keywords: Transexualidade; Endocrinologia
Issue Date: Mar-2012
Abstract: Introdução: A Perturbação de Identidade de Género (PIG) corresponde a uma condição em que um indivíduo nascido com características sexuais normais, de acordo com o seu sexo genético, possui uma identidade de género diferente da designada ao nascimento. Apresenta desconforto com o seu próprio sexo anatómico, desejando fazer uma transição para o sexo oposto. A alteração do sexo biológico corresponde a um processo complexo e longo, que exige uma equipa multidisciplinar, sendo constituído por várias etapas, nomeadamente: diagnóstico, psicoterapia, experiência da vida real, terapêutica hormonal, e cirurgia de reatribuição sexual. O endocrinologista desempenha um papel fulcral durante este processo, intervindo nas várias fases do tratamento. Objectivos: A presente revisão tem como objetivo, abordar o papel do endocrinologista no tratamento da PIG, procurando integrar a informação disponibilizada, nos últimos 11 anos. Desenvolvimento: O endocrinologista apresenta um espectro amplo de ação. Primeiramente, deve confirmar a ausência de patologia endócrina, assim como de contraindicações à hormonoterapia. Numa fase pré-cirúrgica, durante a terapia hormonal, deve avaliar a ausência de efeitos adversos clínicos e biológicos dessa terapêutica. Numa fase pós-cirúrgica, e durante toda a vida, deve vigiar a possível existência de efeitos adversos, e controlar o equilíbrio “fisiológico” hormonal. Nos transexuais adolescentes o tratamento inicia-se nos estádios 2/3 de Tanner, consistindo na supressão da puberdade até que seja atingida a maioridade, e posteriormente é iniciada a terapêutica de substituição hormonal. A cirurgia de reatribuição sexual corresponde à fase final do tratamento, e para muitos transexuais é a única forma de viver em pleno como membros do sexo oposto. Conclusões: O tratamento de reatribuição sexual parece estar associado à melhoria da qualidade de vida, a nível psicológico, social e sexual. Contudo são necessários mais estudos, com melhor qualidade de evidências, para que seja possível determinar com exatidão doses farmacológicas da terapêutica hormonal, efeitos a longo prazo deste tratamento, e eventuais efeitos adversos. São também desconhecidos os efeitos a longo prazo da supressão hormonal em adolescentes.
Introduction: Gender Identity Disorder is a condition in which an individual borned with normal sexual features, according with his natal sex, has a different gender identity from that assigned at birth. The individual presents disconfort with his own anatomical sex and wants to make a transition to the opposite sex, which is a long and complex process, that requires a multidisciplinar team. There are many steps, namely: diagnosis, psichotherapy, real life experience, hormonal treatment, and sex reassigment surgery. The endocrinologist has a main role in this process, participating in the whole steps of treatment. Objectives: This review article as a main objective that is to show the central lead of the endocrinologist in the Gender Identity Disorder treatment, resuming all available information in the past eleven years. Results: The endocrinologist participate in the whole process. First, he should confirm the absense of endocrinal diseases and hormonal treatment contraindications. In a pre-surgical phase, during hormonal treatment, he should evaluate the adverse clinical and biological effects of that therapy. In a post-surgical phase, and all life long, he should watch over the possible existence of adverse effects, and control the physiological hormonal balance. Adolescent transsexuals begin treatment in the Tanner’s 2/3 stages, supressing puberty until they reach adulthood, and start cross-sex hormonal treatment. Sex reassigment surgery is the treatment’s final step, and for many transsexuals is the only way they can full live as members of the opposite sex. Conclusions: Sex reassigment treatment seems to be associated with better psychological, social and sexual quality of life. However, it will be needed further studies, with more assertive evidences, to determinate better pharmacological doses of hormonal therapy, long term effects of this treatment and eventual adverse effects. It’s also unknown the long time effects of hormonal supression in adolescents.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Endocrinologia, apresentada á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/36967
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Med. Dentária - Teses de Mestrado

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