Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/36304
Title: Heart transplantation : lowered survival and tumoral development ahead of acute cellular rejection
Authors: Fernandes, Isa Elói 
Orientador: Carvalho, Lina
Prieto, David
Keywords: Transplantação do coração; Infecções; Cirurgia cardíaca
Issue Date: Mar-2016
Keywords: Transplantação do coração; Infecções; Cirurgia cardíaca
Issue Date: Mar-2016
Abstract: Introdução e objetivos: O impacto da rejeição celular aguda durante os primeiros anos após o transplante cardíaco na sobrevida a longo prazo ainda não está bem estabelecido, assim como o seu papel no desenvolvimento da doença vascular do enxerto. Os novos imunossupressores conduziram a uma diminuição da incidência da rejeição celular aguda, mas consequentemente levaram a um aumento do risco de infeções e tumores. O objetivo do nosso trabalho foi analisar o impacto da rejeição celular na sobrevida e a ocorrência de neoplasias, infeções e doença vascular do enxerto em doentes selecionados. Métodos: De novembro de 2003 a maio de 2013, 218 doentes foram submetidos a transplante cardíaco. Doentes com menos de 18 anos, sujeitos a outro transplante de órgão prévio ao transplante cardíaco e recetores que faleceram nos primeiros 14 dias após a cirurgia devido a falência do enxerto, foram excluídos. Transplantados com pelo menos um episódio de rejeição celular aguda classificada como 2R ou 3R (Grupo A n=47) foram comparados com recetores livres de episódios de rejeição ou com episódios de rejeição classificados como 1R nos primeiros 3 anos após transplante cardíaco (Grupo B n=171). Os critérios de seleção dos dadores e recetores foram idênticos em ambos os grupos. Resultados: A incidência da rejeição celular aguda foi mais elevada nos primeiros 6 meses após transplante cardíaco (P<0.001). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na sobrevida a longo prazo (P=0.101) ou na incidência da doença vascular do enxerto (P=0.144) entre ambos os grupos. No entanto, verificámos uma ligeira tendência para a diminuição da sobrevida a longo prazo (61.7 ± 7.3% vs 77.1 ± 3.7%) e sobrevida livre de doença vascular do enxerto (75.9 ± 6.6% vs 86.0 ± 3.5%) no grupo A. As neoplasias de novo tiveram uma maior incidência no grupo B (P=0.026) enquanto as infeções foram mais frequentes no grupo A (P=0.036). Conclusão: A taxa da rejeição celular aguda na nossa população de estudo verificou-se ser baixa e a maioria dos episódios ocorreram nos primeiros 6 meses após o transplante. O tratamento imunossupressor associado talvez a um estado sobre-terapêutico podem potenciar o aumento da incidência de tumores. Este estudo sugere-nos ainda que pacientes que sofreram de episódios de rejeição celular aguda nos primeiros 3 anos após o transplante têm uma maior tendência a sofrer de doença vascular do enxerto e a uma menor sobrevida a longo prazo, no entanto sem significância estatística.
Background The impact of acute cellular rejection (ACR) on long-term survival during the first years after heart transplant has not yet been established, as well as its role on cardiac allograft vasculopathy (CAV). New immunosuppressors have led to a decline of the incidence of ACR and led to increased risk of infections and tumors. We analysed the impact of ACR on long-term survival and considered the occurrence of malignancy, infections and cardiac allograft vasculopathy in the selected patients. Methods Between November 2003 and May 2013, 218 heart transplants were performed. Patients under 18-years old, patients undergoing organ transplantation before heart transplant and recipients who died within the first 14 days after heart transplant (HT) due to graft failure, were excluded. Recipients with at least one episode of ACR event graded as 2R or 3R (Group A n=47) were compared with recipients free of rejection events or with an ACR event graded minor than 2R in the first 3 years after heart transplantation (Group B n=171). Patient/donor criteria were selected as identical in both groups. Results Incidence of ACR was higher in the first 6 months after heart transplantation (P < 0.001). There was no significant statistical difference in long-term survival (P =0.101) or incidence of CAV (P=0.144) between the two groups. A slightly tendency for a lower 7 long-term survival (61.7 ± 7.3% vs 77.1 ± 3.7%) and survival free of CAV (75.9 ± 6.6% vs 86 ± 3.5%) was verified in Group A. Malignancy de novo had an higher incidence in Group B (P=0.026) while infections (P=0.036) were more frequent in Group A. Conclusion With this study, we verified that we have a small rate of ACR and mostly occurs in the first 6 months. The effective immunosuppression regimen maybe together with over-immunosuppression may lead to a higher incidence of tumors. This study also suggests that recipients with ACR events are more likely to suffer from CAV and to have a lower long-term survival however with out statistical significance.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Cirurgia Cardiotorácica e Anatomia Patológica, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/36304
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Mestrado

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