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Title: O Perímetro do Declínio. Osteoporose e Fracturas de Fragilidade em Três Amostras Osteológicas Identificadas Portuguesas – Séculos XIX & XX
Authors: Curate, Francisco 
Orientador: Cunha, Eugénia
Keywords: Osteoporose; Fraturas de fragilidade; Osso cortical; Osteodensitometria; Paleopatologia; Radiogrametria
Issue Date: Jan-2011
Project: Fundação para a Ciência e Tecnologia (SFRH/BD/22773/2005) 
Abstract: A osteoporose tem uma história, uma narrativa passada e silenciosa que espera uma redenção póstuma. A modificação diacrónica de factores etiológicos como a longevidade, a actividade física ou a alimentação afectou a prevalência da osteoporose e das fracturas que classicamente se lhe associam (as fracturas da anca, do rádio distal, das vértebras e também do úmero proximal). O objectivo principal deste trabalho funda-se na noção de que é possível discernir e caracterizar as diferenças e semelhanças (os padrões epidemiológicos) da osteoporose e das fracturas de fragilidade ao longo do tempo durante quase dois séculos (XIX & XX), em colecções osteológicas identificadas, por intermédio de uma análise transdisciplinar que inclua a antropologia, a medicina, a história e a paleopatologia, entre outras paisagens científicas. A compilação de dados estruturou-se em redor da mensuração dos parâmetros radiogramétricos do segundo metacárpico e da densidade mineral óssea do fémur proximal, e da identificação das fracturas de fragilidade (anca, vértebras, rádio distal, úmero proximal) em três bases de estudo esqueléticas: Colecção de Esqueletos Identificados do Museu Antropológico da Universidade de Coimbra, sécs. XIX-XX (N=196); Colecção de Esqueletos Identificados do Museu Bocage, Lisboa, sécs. XIX-XX (N=260); e Colecção de Esqueletos Identificados do Século XXI, Santarém, séc. XX (N=44). Os resultados sugerem que a massa óssea cortical bem como a densidade mineral óssea areal no fémur proximal diminuem com o aumento da idade à morte em ambos os sexos. Os valores médios dos parâmetros avaliados são significativa e consistentemente mais elevados no grupo masculino. O padrão de declínio da massa óssea parece ser similar na amostra mais antiga (Coimbra) e na mais moderna (Santarém). Para além disso, a comparação dos valores da densidade mineral óssea da amostra feminina de Coimbra com um grupo recente, também de Coimbra, indica que o pico de massa óssea das duas amostras é similar mas que, nas classes etárias mais avançadas, os indivíduos da amostra esquelética perderam massa óssea mais rapidamente – estes resultados parecem indicar que factores causais como a alimentação ou a actividade física não são tão importantes como a genética ou a idade da menopausa na determinação da massa óssea mais tarde na vida. A frequência de fracturas de fragilidade correlaciona-se com o aumento da idade à morte e com a diminuição da massa óssea – mas é similar em ambos os sexos. As diferenças entre as três amostras não são significativas, e embora se distinga uma tendência de aumento diacrónico da na frequência fracturária, os resultados sugerem que as fracturas relacionadas com a osteoporose eram prevalentes no passado, sobretudo nas classes etárias mais avançadas, e que não se subordinavam apenas à massa óssea, sendo influenciadas por um conjunto diverso de factores.
URI: http://hdl.handle.net/10316/35793
Rights: openAccess
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