Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/35407
Title: Dimensões das vias aéreas superiores nas más oclusões esqueléticas sagitais
Authors: Gomes, Bárbara Filipa Costa 
Orientador: Abreu, Ana Luísa Novais Maló de
Vale, Francisco José Fernandes do
Keywords: Tomografia computorizada de feixe cónico; Vias aéreas superiores; Má-oclusão esquelética; Dimensões das vias aéreas superiores
Issue Date: Jun-2016
Abstract: Introdução: Apesar de controversa, a relação entre a morfologia craniofacial e a função respiratória tem sido objeto de constante estudo. As vias aéreas superiores desempenham um papel significativo sobre o desenvolvimento do complexo craniofacial. Devido à estreita relação entre a faringe e as estruturas dentofaciais é de esperar uma estreita interação mútua entre elas. Deste modo, a avaliação detalhada das vias aéreas superiores é essencial quer no planeamento ortodôntico de rotina quer na avaliação dos resultados de tratamento nos diversos tipos de má oclusão esquelética. Objetivos: Os objetivos deste estudo foram avaliar se há uma correlação entre os vários tipos de má oclusão esquelética sagital, em pacientes não tratados, e o volume e área de secção mínima das vias aéreas superiores, bem como o potencial da tomografia computorizada de feixe cónico nessa avaliação. Metodologia: A pesquisa bibliográfica foi realizada recorrendo à base de dados EBSCOhost, utilizando palavras-chave combinadas através do conetores boleanos, englobando publicações dos últimos 10 anos, em língua portuguesa e inglesa e com resumos disponíveis. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, obtiveram-se 46 artigos. Quanto à parte prática, analisaram-se tomografias computorizadas de feixe cónico de 29 doentes, classificando os doentes em classes esqueléticas sagitais e medindo o volume e área de secção mínima das vias aéreas superiores através do programa Nemoceph 3D-os. Resultados/Discussão: Os resultados demonstraram que o padrão esquelético sagital não influencia nem o volume total nem a área de secção mínima. Apenas o ângulo SNA apresentou uma correlação negativa estatisticamente significativa com o volume e área. Também se constatou que doentes do sexo masculino possuem maiores volumes totais do que os do sexo feminino. Verificou-se que a área de maior constrição alterou a sua posição de acordo com a classe esquelética, tendo classes I esquelética essa posição tanto ao nível da hipofaringe como orofaringe, classes II esquelética ao nível da orofaringe e classes III esquelética ao nível da hipofaringe. Conclusão: As classes esqueléticas não influenciaram nem o volume nem a área de secção mínima mas sim a sua posição ao longo da faringe. Já o sexo influenciou nas dimensões do volume, tendo doentes do sexo masculino apresentado maiores volumes. É importante referir que a avaliação das vias aéreas superiores é essencial à elaboração do correto diagnóstico e plano de tratamento ortodôntico. No entanto, verificou-se que são necessários mais estudos, utilizando métodos atuais como recurso a imagens de 3 dimensões e amostras de maiores dimensões, para obtenção de resultados mais fidedignos. Introduction: Although controversial, the relationship between craniofacial morphology and respiratory function has been the subject of constant study. The upper airways play a significant role on the development of the craniofacial complex. Because of the close relationship between the pharynx and dentofacial structures is expected close mutual interaction between them. Thus, the comprehensive evaluation of the upper airway is essential either in routine orthodontic planning both to assess treatment outcomes in various types of malocclusion. Objectives: The objectives of this study were to evaluate if there is a correlation between the various types of bad sagittal skeletal occlusion in untreated patients, and the volume and minimum section area of the upper airways, as well as the potential of CT conical beam this assessment. Methods: A literature search was performed using the EBSCOhost database using keywords combined using Boolean connectors, encompassing publications of the last 10 years, in Portuguese and English and available abstracts. After application of the inclusion and exclusion criteria yielded 46 articles. As for the practical part, analyzed conical beam CT scans of 29 patients, classifying patients in sagittal skeletal classes and measuring the volume and minimum section area of the upper airways through Nemoceph 3D program. Results / Discussion: The results show that the sagittal skeletal pattern does not influence neither the total volume nor the area of minimum section. Only the SNA angle showed a statistically significant negative correlation with the volume and area. Also found that male patients have higher total volumes than the female. It was found that the area of highest constriction changed its position according to skeletal class, and class I skeletal this position both in the hypopharynx and oropharynx, class II skeletal the level of the oropharynx and Class III skeletal level hypopharynx. Conclusion: The skeletal classes did not affect neither the volume nor the area of minimum section but its position along the pharynx. Since sex influences the volume dimensions, having male patients showed higher volumes. It is important to note that the evaluation of the upper airway is essential to the preparation of correct diagnosis and orthodontic treatment plan. However, it was found that further studies are required using current methods such as use of three dimensional images and larger samples to obtain more reliable results.
Description: Trabalho final do 5º ano com vista à atribuição do grau de mestre no âmbito do ciclo de estudos de Mestrado Integrado em Medicina Dentária apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/35407
Rights: openAccess
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