Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/31969
Title: A apatia na esclerose múltipla
Authors: Tenente, Joana Almeida Coimbra 
Orientador: Gonçalves, António Freire
Batista, Sónia Raquel Marques
Keywords: Apatia; Esclerose múltipla
Issue Date: Mar-2015
Abstract: Introdução. A apatia é um sintoma neuropsiquiátrico que tem sido reconhecido como um sintoma frequente na Esclerose Múltipla (EM), apesar de ainda ser sub-diagnosticado na prática clínica. Face aos estudos recentes e ao impacto atribuído à apatia ficou claro que é essencial encontrar uma escala que avalie o estado apático dos doentes visando optimizar a terapêutica e o tratamento. Material e métodos. Estudo caso-controlo composto por 30 doentes com EM e 30 controlos saudáveis recrutados consecutivamente entre Julho de 2014 e Fevereiro de 2015. A definição de apatia foi efectuada através dos critérios clínicos de Robert et al. Adicionalmente, as escalas para pesquisa de apatia, EA e EAA, foram aplicadas. A depressão, fadiga e desempenho cognitivo global foram avaliados, respectivamente, através do Inventário de Depressão de Beck (BDI), Escala Modificada de Impacto da Fadiga (MFIS) e Montreal Cognitive Assessment (MOCA). Todos responderam a cinco inquéritos (BDI, MFIS, MoCA, EA e EAA). Resultados. Os doentes com EM tiveram pontuações significativamente superiores aos controlos em ambas as escalas de apatia, com os doentes do sexo masculino a apresentar pontuações significativamente mais elevadas. A EA e EAA correlacionaram-se positivamente com os níveis de depressão e fadiga cognitiva. Não se verificou associação com a duração da doença ou a incapacidade física. Foi estabelecido um ponto de corte de 10,50 para a EA e de 13,5 para a EAA. Comparativamente à EA, a EAA é menos específica (94% vs. 82%), mas mais sensível (85% vs. 64%). Discussão. Demonstrou-se uma forte relação entre apatia e depressão, medida através do BDI. A ocorrência de apatia parece ser independente da duração da doença, da incapacidade física e da terapêutica actual do doente. A EAA foi considerada uma melhor escala de rastreio para avaliação da apatia.
Background. Despite being under-diagnosed in clinical practice, apathy is a neuropsychiatric symptom that has been recognized as a frequent symptom in Multiple Sclerosis (MS). In light of recent studies and the impact of apathy it is essential to validate a scale to evaluate and assess the patients’ apathic state in order to optimize the treatment. Methods. Case-control study with 30 patients with MS and 30 healthy controls consecutively recruited between July 2014 and February 2015. Apathy was defined by the clinical criteria of Robert et al. Additionally, the scales to assess apathy, EA and EAA, were applied. Depression, fatigue and cognitive performance were assessed, respectively, by Beck Depression Inventory (BDI), Modified Fatigue Impact Scale (MFIS) and Montreal Cognitive Assessment (MoCA). Everyone completed five surveys (BDI, MFIS, MoCA, EA and EAA). Results. Patients with MS had significant higher scores than controls on both apathy scales, with male individuals presenting significantly higher scores. EA and EAA correlate positively with the levels of depression and cognitive fatigue. An association with disease duration and physical disability was not verified. A cut-off of 10.50 was established for EA and of 13.5 for EAA. Comparatively to EA, EAA is less specific (94% vs. 82%) but more sensitive (85% vs. 64%). Discussion. A strong correlation between apathy and depression (measured by BDI) has been demonstrated. Apathy seams to occur independently of the length of the disease, the patient’s physical disability and current therapy. EAA was considered a better scale for apathy screening.
URI: http://hdl.handle.net/10316/31969
Rights: openAccess
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