Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10316/31913
Title: Obstipação crónica no idoso : opções terapêuticas
Authors: Couto, Joana Raquel de Sá 
Orientador: Veríssimo, Manuel Teixeira
Keywords: Idoso; Obstipação; Diagnóstico; Terapia; Prevenção e controlo; Doença crónica
Issue Date: Sep-2014
Abstract: Introdução. A obstipação crónica é uma doença muito prevalente, estimando-se que atinja entre 12-19% da população geral e 30-40% das pessoas com mais de 65 anos. Esta patologia afecta negativamente a vida social dos doentes e coloca um grande peso económico sobre os doentes e sistemas nacionais de saúde, podendo vir a piorar no futuro. Apesar de a obstipação não ser uma consequência fisiológica do envelhecimento, a sua prevalência mais elevada nesta faixa etária pode ser explicada pela diminuição de mobilidade, co-morbilidades e polimedicação encontradas no grupo em estudo. Mesmo sendo uma doença crónica e severa, a obstipação é tratada sobretudo empiricamente na prática clinica diária. Material e Métodos. Foi efectuada uma revisão de bibliografia publicada entre 2000-2014 e disponível no sítio da Internet da PubMed. Resultados. Apresenta-se uma visão geral da patofisiologia, epidemiologia, causas e subtipos, diagnóstico, tratamento actual, guidelines disponíveis, avanços recentes, farmacoeconomia e prevenção da obstipação crónica. De acordo com as guidelines e algoritmos publicados quanto ao tratamento da obstipação crónica, primeiramente o facto de a obstipação poder ser secundária a algo deve ser excluído. Posteriormente, mudanças nutricionais, do estilo de vida e treino comportamental devem ser implementados. Se estes falham, podemos considerar a utilização de um agente de volume ou um suplemento de fibra. Por sua vez, se este tratamento empírico falhar, um laxante osmótico (por exemplo: lactulose ou polietilenoglicol), ou agonista dos receptores da serotonina (por exemplo: prucalopride) ou um activador dos canais de cálcio (por exemplo: lubiprostone) podem ser usados. Em caso de obstipação crónica com defecação dissinérgica, o tratamento a adoptar deverá ser terapia por biofeeback. Os recentes avanços no controlo farmacológico da obstipação crónica permitem uma panóplia de opções que, especialmente no idoso, devem ser exploradas antes de recorrer à cirurgia, pela morbilidade e complicações a ela associadas. Discussão e Conclusão. Concluiu-se que a decisão terapêutica deve ser tomada de forma individualizada, tendo em conta o doente na sua dimensão bio-psico-social. As guidelines e recomendações terapêuticas não estão suficientemente actualizadas quanto às opções de tratamento mais recentes. Apesar de inúmeros estudos terem abordado esta problemática em adultos, poucos são os que a abordam em idosos, existindo, por isso, pouca orientação quanto ao tratamento nesta faixa etária. Há necessidade de realização de estudos de elevada qualidade que avaliem o tratamento da obstipação crónica em doentes idosos, para que se possa proceder a recomendações definitivas. Torna-se também importante a realização de estudos mais abrangentes que permitam identificar a melhor e mais económica forma de tratar esta problemática em lares e outras instituições de apoio a idosos. Quanto aos novos agentes, a realização de estudos a longo prazo é importante na definição de possíveis efeitos adversos não conhecidos até agora.
Introduction. Chronic constipation is a prevalent disease, epidemiological studies have shown that it affects between 12 to 19% of the general population and between 30 to 40% of the population older than 65.This condition affects negatively the patient’s social life and, at the same time, is an economical burden to the patients and the national health systems, which might become a greater problem in the future. Although constipation is not a physiological consequence of the process of normal aging, its higher prevalence in this age-group can be explained by the declining physical activity, comorbidities and the use of several medications. Even though, constipation is a chronic and severe disease, in the clinical practice its treatment is empiric. Materials and Methods. We performed a review of the literature published between 2000 and 2014 and available on the website of PubMed. Results. During this work is presented a general view of the pathophysiology, epidemiology, causes and subtipes, diagnostic, actual treatment, available guidelines, recent advances, pharmacoeconomics and prevention of chronic contipation. According to published guidelines and algorithms about the treatment of chronic constipation, the first step should be excluding the fact that the constipation might be secondary. After this, nutritional, life style and behavioural changes must be implemented. If these fail, we should consider the introduction of a bulk laxative. If the empiric treatment fails, osmotic laxatives (per exemple: lactulose or polyethylene glycol) or a serotonin receptor agonist (per exemple: prucalopride) or an enhancer of the calcium channels (per example: lubiprostone) can be used. If the constipation is associated with dissenergic defecation, the treatment should be done with biofeedback. The recent advances in the pharmacological control allow a great number of options that, especially in the elderly, should be exploited before recourring to surgery, due to the morbidity and complications that can come with this option. Discussion and Conclusion. In conclusion, the therapeutical decision should be individualized, according to the patient’s bio-psico-social dimension. The guidelines and therapeutical recommendations are not updated, as they do not include the recent advances in the treatment options. Although countless studies have adressed this problematic in adults, few adress it in the elderly, therefore the recomendations in this age-group are scarce. High quality studies that evaluate the treatment of chronic constipation in elderly patients should be done, so that definitive recommendations can be made. It is important to perform studies with more patients that allow us to identify the best and most economical option to treat this problematic in institutions that support the elderly. Regarding the new agentes, long term studies should be done to help define possible adverse effects unknown until now.
URI: https://hdl.handle.net/10316/31913
Rights: openAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado
FMUC Medicina - Teses de Mestrado

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