Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/31646
Title: Lipofilling : do laboratório para o bloco operatório
Authors: Laranjinha, Joana Domingues 
Orientador: Silva, Carla Susana Lopes Pinheiro
Keywords: Tecido adiposo; Cirurgia plástica; Células estaminais
Issue Date: 2015
Abstract: Introdução: Há mais de um século que o tecido adiposo é utilizado no tratamento de defeitos de tecidos. No entanto, apenas recentemente foi considerado um implante de referência, devido às suas qualidades volumétricas e à sua acção benéfica sobre a qualidade da pele. Em particular, a técnica de transplante autólogo de tecido adiposo (lipofilling) evoluiu exponencialmente desde a sua primeira descrição em 1893, e tem sido, nas últimas décadas, usada tanto no campo da cirurgia estética como reconstrutiva. Um avanço notório inclui a utilização de células estaminais mesenquimatosas da linha adipocítica identificadas recentemente em aspirados de tecido adiposo, permitindo a reparação de tecidos, através da sua transplantação, . O entusiasmo relativamente à aplicabilidade destas células estaminais, que são, além disso, abundantes e de colheita fácil, justifica o investimento crescente na área. Métodos: Estudo baseado numa pesquisa exaustiva e sistemática da literatura publicada até Janeiro de 2015, usando as palavras-chave “lipofilling”, “autologous fat transfer” e “fat grafting”, e seleccionando os artigos publicados em inglês e francês mais relevantes, referentes ao tema em questão. Os trabalhos encontrados foram analisados com base nos seguintes termos: a) representarem um avanço conceptual na área; b) estabelecerem uma relação clara entre a intervenção e o resultado esperado na saúde; c) fundamentarem o significado da intervenção para a saúde e a doença (eventuais impactos negativos). Resultados: Ao longo dos últimos anos, tem havido um aprofundamento do domínio básico do lipofilling, preferindo-se actualmente técnicas cirúrgicas menos invasivas, em detrimento de outras mais agressivas. No entanto, os resultados da aplicação desta técnica em cirurgia estética e reconstrutiva têm sido bastante variáveis, tanto a curto como a longo prazo. Actualmente, não existe um local dador de tecido adiposo ideal, nem nenhum método de processamento da gordura revelou ser superior aos outros existentes. De facto, o sucesso do Lipofilling: do laboratório para o bloco operatório ! lipofilling parece depender maioritariamente da técnica e da experiência do cirurgião. No entanto, um aspecto consensual é a possibilidade de extrair células estaminais mesenquimatosas do tecido adiposo com potencial para se diferenciarem em adipócitos, osteoblastos, condrócitos, miócitos e células neurónio-like. Mais ainda, tais células, podem promover a neoangiogénese através da secreção de factores angiogénicos e antiapoptóticos, mecanismo que pode suportar a sua capacidade de melhorar a troficidade cutânea e promover inúmeras aplicações futuras ainda em estudo. Conclusão: As evidências sugerem que o tecido adiposo autólogo é o produto de preenchimento que mais se aproxima do ideal. Estão fortemente sustentadas as suas vantagens não só em aplicações estéticas como, por exemplo, no envelhecimento da face, mas também reconstrutivas, nomeadamente na reconstrução pós-mastectomia. De facto, face ao potencial das células estaminais adipocíticas, as expectativas relativamente ao lipofilling vão muito para além da sua mera utilização como técnica de preenchimento. No entanto, tem-se, ainda, pouca segurança relativamente ao potencial efeito oncológico da transplantação destas células. Além disso, o facto de não haver uma técnica uniformizada para esta intervenção dificulta a classificação e qualificação dos resultados de diferentes cirurgiões. O mecanismo exacto pelo qual altera o local para onde é transplantado continua, também, por esclarecer. Assim, a sua utilização generalizada afigura-se como algo de promissor, mas são necessários mais estudos que suportem o seu comportamento fisiológico e o seu papel na reparação de tecidos.
Background: For more than a century, clinicians have attempted to use fat for the treatment of tissue deficiencies and contour abnormalities. Nowadays, it is considered a unique filling product, due to its volumetric qualities and its benefit on the quality of the skin. Since its first description in 1893, but particularly in the last decades, the technique of autologous fat transfer – lipofilling – has been strongly improved and refined, opening the path to its broad range of clinical applications, that range from aesthetic to reconstructive surgery. A more recent advance includes the use of stem cells from adipose tissue aspirates which have been shown to promote tissue repair once grafted. The enthusiasm with these easily harvested and abundant stem cells has supported the growing investment in this topic lately. Methods: A thorough and comprehensive research of earlier and recent literature until January 2015 was conducted using the terms “lipofilling”, “autologous fat transfer” and “fat grafting”, in PubMed/MedLine databases, and relevant English- and French-language articles were included. The search was analysed in terms of: a) whether the work provided a conceptual advance in the area; b) whether the work established a clear link between intervention and health output ; c) whether the work ascertained the significance for health and disease issues. Results: In the last decades, the improvement in the lipofilling technique has led to a significantly less invasive procedure. However, the results of this surgical technique have been variable, in both short and long term analysis. Nowadays, no ideal fat donor site or a preferable processing method exists. Apparently, the variability of the results strongly depends upon the surgeon’s technique and experience. Besides, the adipose stem cells can differentiate in many different types of mature cells endowed with angiogenic and Lipofilling: do laboratório para o bloco operatório ! antiapoptotic properties, thus supporting a wide diversity of clinical applications still under study. Conclusions: Autologous fat seems to keep at the top of the ideal filler ranking. It has an undoubtable benefit in well-established aesthetic and reconstructive indications. Nevertheless, further in-depth knowledge is needed to provide definite answers on fat graft survival, demonstrate safe methods to increase cell viability, grafting outcome predictability and reliability. We now know that lipofilling has the potential to turn into much more than simply an ideal filler, because of the seemingly never-ending clinical applications with the use of these stem cells, but a number of challenges still remain before they can be used in everyday clinical practice. In a near future, we need to enhance safety and strengthen the scientific and clinical establishment of this increasingly promising method
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina (Cirurgia), apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/31646
Rights: openAccess
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