Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/31555
Title: Striving for a perfect body:stuck in a labyrinth of disordered pathways
Authors: Simões, Maria Joana Girão Marta 
Orientador: Ferreira, Cláudia
Keywords: Imagem corporal; Depressão; Psicopatologia alimentar
Issue Date: 2015
Serial title, monograph or event: Striving for a perfect body: stuck in a labyrinth of disordered pathways
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Early positive experiences from childhood and adolescence, when capable of providing memories of warmth, safeness and affection, play a key role on the subsequent individual’s emotional regulation, serving, on adulthood, as a protective factor from several mental health conditions. In fact, the absence of such experiences is associated with negative consequences on one’s experience of the self and of others (i.e., seeing the self as inferior, believing that others see the self as inferior). Research suggests that the lack of early positive experiences and the presence of early negative experiences (e.g. abuse, neglect) is associated with a greater susceptibility to psychopathology and, when occurring within the peer group, hold a significant role upon the severity of eating psychopathology. Shame, a powerful emotion which emerges in the social context from the perception of being seen by others as flawed, inferior, inadequate and powerless, is regarded, under the evolutionary perspective, as an adaptive emotion, since it signals a possible threat to the individual’s social rank, motivating the adoption of defensive responses. However, high levels of shame are associated to the development and maintenance of psychopathology. In line with the evolutionary perspective, belonging to a group is essential to human survival and development, turning the promotion of other’s interest and approval into a particularly hard demand, when in the presence feelings of inferiority. When facing the primary need of social acceptance, individuals often adopt strategies such as perfectionistic self-presentation, with the purpose of concealing the public display of flaws and actively promote qualities socially considered as perfect. However, given the high relevance of the body image domain in self and social evaluations in the current Western cultures, and the notorious discrepancy between one’s actual body image and the socially idealized body shape, the need to present one’s body image in a perfectionistic way may entail an increase of shame levels and feelings of inferiority, considered to be associated to eating psychopathology. As a possible strategy to cope with a perceived low rank position, submission appears as a defensive response used to avoid conflict and social rejection. However, the involuntary adoption of submissive behaviours (e.g., complying with requests and opinions to appease others, against one’s own will) is associated, in literature, with psychopathology. In fact, to what concerns the specific domain of eating psychopathology, research has shown that eating disordered patients, even when recovered, report themselves as being more submissive than to non-ill women. Taking into account previous literature, the present studies aimed, firstly, to explore the moderator role of perfectionistic self-presentation focused on body image, on the association between external shame and psychopathology, specifically depressive and eating psychopathology symptomatology. Secondly, path analysis was conducted in order to understand how early memories of warmth and safeness with peers associates with eating psychopathology severity, and also to explore the role of submissiveness and of the need to present one’s body image in a perfectionistic way on this association. Studies were performed in two different samples, with age and sex characteristics that match the risk population’s features for body image and eating difficulties. The main results of the first study suggested that body image-related perfectionistic self-presentation holds a paradoxical effect on the association between shame and psychopathology, exacerbating the pathological impact of shame both on depressive and disordered eating symptomatology. To what concerns the second study, data showed that the lack of early positive memories within peer relationships associates significantly with a higher proneness to eating psychopathology, especially when mediated by defensive responses, such as the adoption of submissive and body image-related perfectionistic self-presentation strategies. Taken together, results seem to offer important insights for the research in the field of eating psychopathology, contributing to a greater understanding of the impact of compensatory mechanisms on body image and eating difficulties. Also, these findings suggest targeting and assessing body image-related perfectionistic self-presentation strategies, as well as submissiveness, when developing programs of mental health promotion among women.
As experiências positivas precoces, que ocorrem na infância e adolescência, quando provedoras de memórias de calor, segurança e afeto, desempenham um papel fundamental na regulação emocional subsequente do indivíduo, protegendo-o em idade adulta de várias dificuldades ao nível da saúde mental. Efetivamente, consequências negativas ao nível da experiência do próprio self e dos outros (i.e., ver o self como inferior, acreditar que os outros vêm o self como inferior), têm sido associadas à ausência de tais experiências e memórias positivas. Neste sentido, a investigação sugere que a ausência de experiências positivas ou a presença de experiências negativas (e.g., abuso, negligência) se associa a uma maior suscetibilidade para a psicopatologia e, quando no contexto relacional de pares, desempenha um papel relevante na severidade da psicopatologia alimentar. A vergonha, emoção poderosa que emerge no contexto social a partir da experiência de se ser apercebido pelos outros como defeituoso, inferior, inadequado e incapaz, serve uma função adaptativa do ponto de vista evolucionário, já que alerta o indivíduo para uma possível perda de ranking social, motivando-o a adotar respostas defensivas. Contudo, quando em níveis elevados, a vergonha associa-se ao desenvolvimento e manutenção de psicopatologia. Sob a perspetiva evolucionária, a pertença ao grupo é essencial à sobrevivência e ao desenvolvimento humanos, fazendo com que a tarefa de promover o interesse e a aprovação alheios se torne particularmente árdua quando na presença de sentimentos de inferioridade. Perante a necessidade primária de aceitação social, é frequente a adoção de estratégias como a autoapresentação perfecionista, com o intuito de atenuar a exibição pública de defeitos e promover ativamente qualidades consideradas socialmente como perfeitas. Porém, dada a elevada relevância, em culturas Ocidentais, do domínio da imagem corporal em avaliações sociais e do self, e a marcada discrepância entre o padrão de beleza feminina sustentado socialmente e a imagem corporal real da maioria das mulheres, a tentativa de apresentar uma imagem corporal perfeita acarreta consigo níveis elevados de vergonha e sentimentos de inferioridade, associados a sintomas de psicopatologia alimentar. Como estratégia possível para lidar com a perceção de perda de estatuto social, o comportamento submisso é uma forma de defesa, usada com o intuito de evitar o conflito e a rejeição alheia. Contudo, a adoção involuntária de comportamentos submissos (e.g., concordar com pedidos e opiniões alheias contra a própria vontade) é associada na literatura à psicopatologia. De facto, no que concerne ao domínio específico da psicopatologia alimentar, a investigação tem demonstrado que pacientes com perturbação alimentar, mesmo após recuperação, reportam mais comportamentos submissos do que indivíduos sem perturbação alimentar. Tendo em consideração a literatura apresentada, os presentes estudos pretenderam, em primeiro lugar, explorar o papel moderador da autoapresentação perfecionista da imagem corporal, na associação entre vergonha externa e psicopatologia, especificamente a sintomatologia depressiva e o comportamento alimentar perturbado. Em segundo lugar, através de uma path analysis, tentou compreender-se de que forma memórias precoces de calor e segurança com pares se associam à severidade da psicopatologia alimentar, e ainda explorar o papel desempenhado, nesta associação, pela submissão e pela necessidade de apresentar uma imagem corporal perfeita. Estes estudos usaram duas amostras diferentes, com caraterísticas de idade e género análogas às da população de risco para dificuldades aos níveis da imagem corporal e do comportamento alimentar. Os principais resultados do primeiro estudo sugeriram que a autoapresentação perfecionista da imagem corporal apresenta um efeito paradoxal na relação entre a vergonha e a psicopatologia, na medida em que exacerba o efeito patológico da vergonha, tanto na sintomatologia depressiva, como na severidade da perturbação alimentar. Em relação ao segundo estudo, os dados obtidos permitiram concluir que a escassez de memórias precoces positivas em relação aos pais se associa a uma maior propensão para a perturbação alimentar, sendo esta associação mais significativa quando mediada pela adoção de comportamentos submissos e a autoapresentação perfecionista da imagem corporal. De modo geral, os resultados deste trabalho parecem oferecer dados relevantes para a investigação na área da psicopatologia alimentar, contribuindo para uma maior compreensão do impacto de mecanismos compensatórios na imagem corporal e no comportamento alimentar perturbado. Adicionalmente, estes achados sugerem uma melhor avaliação do uso de estratégias de autoapresentação perfecionista da imagem corporal, e também de comportamentos submissos, no desenvolvimento de programas de promoção da saúde mental feminina.
Description: Dissertação de mestrado em Psicologia Clínica (Intervenções Cognitivo-Comportamentais nas Perturbações Psicológicas da Saúde) apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/31555
Rights: openAccess
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