Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/30663
Title: Stresse académico, afecto e qualidade do sono
Authors: Lopes, Francisca de Castro Horta 
Orientador: Azevedo, Maria Helena Pinto de
Pereira, Ana Telma Fernandes
Keywords: Stresse académico; Afecto; Qualidade de sono; Activação pré-sono; Predisposição para activação; Reactividade do sono ao stresse; Neuroticismo; Extroversão; Auto-estima
Issue Date: 2015
Abstract: Introdução: Estudos recentes demonstraram que o sono tem implicações na saúde e bem-estar, doença, desempenho e na sobrevivência. O Stresse académico e emocional afecta negativamente a Qualidade de sono nos estudantes universitários sendo frequente o auto-relato de perturbações do sono nesta população. A relação entre as variáveis Stresse, Afecto e Qualidade de sono é complexa e ainda pouco estudada nas suas diversas vertentes. Objectivos: Pretendeu-se com este trabalho estudar se, em estudantes universitários, existia alguma relação entre as variáveis Activação pré-sono (somática e cognitiva), Predisposição para activação, Stresse académico, Reactividade do sono ao stresse, Afecto (positivo e negativo), Neuroticismo, Extroversão, Auto-estima e a Qualidade de sono (IQS). Materiais e Métodos: Neste estudo foram analisadas as respostas de 713 estudantes de Medicina (468; 65.6% do sexo feminino), com a idade média de 19.29±1.256 (variação=17-24) que preencheram questionários que permitiram aferir os seguintes parâmetros: Activação pré-sono (somática e cognitiva), Predisposição para activação, Stresse académico, Reactividade do sono ao stresse, Afecto (positivo e negativo), Tendência para preocupação/ruminação; Neuroticismo, Extroversão, Auto-estima e Qualidade de sono. Para este último parâmetro foi utilizada uma escala multi-dimensional que incluiu os componentes: Profundidade, Qualidade subjectiva, Latência do sono (minutos) e o Número de acordares nocturnos. Resultados e Discussão: No sexo feminino, nos modelos de regressão, demonstraram-se predictoras significativas independentes da Qualidade de sono as variáveis Activação cognitiva pré-sono (β=.340, p<.001), Activação somática pré-sono (β=.126, p=.020) e a Reactividade do sono ao stresse (β=.170, p=0,002). Na análise de mediação as variáveis activação somática (IC95% .0010-.0281) e cognitiva pré-sono (IC95% .0009-.0421) revelaram-se como mediadores parciais significativos da relação entre a Reactividade do sono ao stresse e Qualidade de sono. No sexo masculino os modelos de regressão revelaram que a Activação cognitiva pré-sono (β=.311, p<.001), Reactividade do sono ao stresse (β=.176, p=.023) e Afecto positivo (β=-.214, p=.001) foram predictores significativos independentes da Qualidade de sono. O Afecto Positivo foi mediador parcial significativo da relação entre Activação pré-sono e Qualidade do sono (IC95% .0014-.0373) e também entre a Reactividade do sono ao stresse e Qualidade do sono (IC95% .090-.0623). Conclusões: Na amostra de estudantes analisada foi encontrada uma associação entre a Reactividade do sono ao stresse e Activação pré-sono e a variável independente deste estudo, a Qualidade de sono. Os nossos resultados sugerem, portanto, que tanto a variável Reactividade do sono ao stresse como a Activação pré-sono podem ser determinantes da qualidade geral do sono, nos jovens adultos.
Introduction: Recent studies have shown that sleep has implications on health and wellness, disease, performance and survival. Academic and emotional stress adversely affects the Quality of sleep in college students with frequent self-reported sleep disturbances in this population. The relationship between Stress, Affect and Quality of sleep is complex and not well known. Objective: The purpose of this study was to examine the relationship between Pre-sleep arousal, Arousability, coping, Academic stress, Sleep reactivity to stress, Affect, Neuroticism, Extraversion, Self-esteem, and Sleep quality, in university students. Materials and Methods: 713 medical students (468; 65.6% females), mean age 19.29 years, (sd=1.256; range = 17-24) completed a series of questionnaires that assessed Pre-sleep cognitive and somatic arousal, Arousability predisposition, perceived Academic stress Tendency to worry/ruminate, Sleep reactivity to stress, Positive affect/ Negative affect Neuroticism, Extraversion, Self-esteem and a multi-dimensional measure of Sleep quality, including Sleep depth, Subjective sleep quality, Sleep latency (min) and Night awakenings (nr.). Results and Discussion: In females, the regression models showed that Sleep reactivity to stress (β=.170; p=.002), Pre-sleep cognitive arousal (β=.340; p<.001) and Pre-sleep somatic arousal (β=.126; p=.020) were all independent significant predictors of Sleep quality. Mediation analysis revealed that Somatic arousal (95%CI .0010-.0281) and Cognitive arousal (95% CI .0009-.0421) both are significant partial mediators of the relationship between Sleep reactivity to stress and Sleep quality. In males the regression models revealed that Pre-sleep cognitive arousal (β=.311; p<.001), Sleep reactivity to stress (β=.176; p=.023) and Positive affect (β=-.214; p=.001) were all independent significant predictors of Sleep quality. Positive affect was a significant partial mediator of the relationship between Pre-sleep cognitive arousal and Sleep quality (95%CI .0014-.0373) and between Sleep reactivity to stress and Sleep quality (95%CI .0090-.0623). Conclusions: Our findings suggest that Sleep reactivity to stress and Pre-sleep cognitive arousal may be key determinants of overall sleep quality, in young adults.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina (Psicologia Médica), apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/30663
Rights: openAccess
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