Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/30055
Title: Os maggie cancer caring centres : a arquitectura como "fenómeno transitivo"?
Authors: Janela, Andreia Isabel Pires 
Orientador: Providência, Paulo
Keywords: Jencks, Charles, 1939-, obra; Maggie Cancer Caring Centres.; Centro de Oncologia, Reino Unido; Hospitais, Reino Unido; Cancro; Arquitectura, aspectos ambientais
Issue Date: 1-Dec-2015
Abstract: Dentro de uma sociedade que, parece viver alheia aos problemas de saúde decorrentes do seu estilo de vida, encontram-se doenças crónicas, dentro das quais se destacam os problemas cancerígenos decorrentes dos processos de industrialização, da proliferação das cidades, do desenvolvimento económico e da globalização alimentar. Charles Jencks entende que a arquitetura, enquanto meio de comunicação, acaba por refletir os problemas contemporâneos e, com efeito, tende a encontrar respostas para os mesmos através da sua linguagem. A ‘expressão univalente’, característica do modernismo, alterou-se durante o pós-modernismo e, ao que parece, atualmente, rege-se de acordo com o cosmos. Não será novidade, então, que as alterações sofridas se reflitam, também, nos espaços de saúde que passaram de uma grande instituição a edifícios de ‘escala doméstica’, onde o tipo deixa de ser facilmente identificável e, onde, os cuidados prestados tentam encontrar as necessidades dos seus pacientes. Com efeito, surgem instituições de saúde em que, como são exemplo os Maggie’s Cancer Caring Centres cujo cofundador é Charles Jencks, o tratamento se foca no bem-estar físico, mental e social. Nestes espaços, localizados no Reino Unido e construídos em memória de Maggie Keswick, não se trata a parte física da enfermidade, mas sim, a fração emocional. Como tal, questiona-se o objetivo terapêutico do ‘objeto arquitetural’. No sentido de melhor entender este papel, tem-se investido em organizações que estudam a influência das características físicas do espaço no resultado médico dos pacientes, dentro dos quais se destaca o Evidence Based Design. Verifica-se que, em alguns casos, existe uma relação direta entre input e output e assim, os espaços obtidos, de acordo com estas regras espaciais, formam um ‘Ambiente Terapêutico’. Contudo, há variáveis de ordem subjetiva que dificilmente se podem medir desta forma, incluindo o efeito social e o poder que a imagem pode ter na psicologia do indivíduo. Por se considerar que há mais do que um efeito estritamente clínico, Charles Jencks escreve sobre o possível efeito ‘placebo arquitetural’ e ainda, Annemans, Van Audenhove, Vermolen, & Heylighen avançam com um novo conceito, ‘Ambiente Saudável’, para melhor caracterizar o papel terapêutico da arquitetura. Assim, no sentido de melhor perceber o efeito psicológico dos objetos sobre o utilizador e a possível criação de ‘vínculos emocionais’, entendeu-se ser necessário cruzar a psicanálise com a arquitetura, mais propriamente, com os Centros Maggie. A ‘teoria da relação de objeto’, de Donnald Winnicott, sobre os ‘fenómenos transitivos’ permite precisamente fazer esta reflexão. Percebendo a construção mental do ser humano, pode equacionar-se como é que estes Centros, na condição abstrata, a de objeto, criam uma relação com os seus usuários e podem, por isso, contribuir para o requerido bem-estar. Chega-se a um momento em que o ‘objeto arquitetural’ parece querer interagir com o indivíduo, reequilibrando-o emocionalmente e, por este motivo, faça, talvez, sentido considerar a arquitetura como o ‘fenómeno transitivo’ do referido psicanalista ou, adaptando a resposta, como um ‘objeto de reequilíbrio emocional’.
For a society that seems to live ignoring the health problems caused by their life style there are the chronical diseases, namely cancer, coming from the industrial processes, the spreading of cities, the economic development and the food globalization. Charles Jencks argued that architecture, as a mean of communication, reflects societies’ troubles and due to them, tries to find solutions in order to fight them through the ‘architectural language’. The ‘univalent expression’, something characteristic of modernism, suffered changes during the post-modern era and, taking what concerns this issue nowadays, the expression changed to a ‘cosmic language’. This means that the same happened when it has to do with architecture for health. The scale changed from an institutional to a domestic one, where the type of building is hard to define and where the treatments have as aim the patients’ needs. As an effect, there are health institutions that aim to give support to their users, since physical, psychological to social support. This is the case of the Maggie’s Cancer Caring Centres that have as its co-founder Charles Jencks and that are built in the United Kingdom in memory of his gone wife, Maggie Keswick. There, the physical part of the disease is left for the hospital, having as a main concern the emotional support. Taking this in account, one questions the therapeutic goal of the ‘architectural objet’. As an answer to this issue, there are some institutions measuring the environmental factors on the clinical results of the patients being studied, specifically Evidence Based Design. They suggest that there is a direct relation between the output and the input of the measured factors, resulting in a ‘Healing Environment’, if the health institution applies these space codes. However, one considers that some subjective factors, such as the social effect and the power of the image, are difficult to measure in what has to do with the individual psychology. It is in this sense that Charles Jencks writes about the possible ‘architectural placebo’ and that Annemans, Van Audenhove, Vermolen, & Heylighen suggest the use of the term ‘Wholesome Environment’ instead. In order to better understand the kind of emotional links that one might create towards objects, one recurred to psychoanalyses, overlapping its theory with architecture, namely the Maggie’s Centres. There is precisely the ‘theory of objet relations’, coming from Donnald Winnicott about the ‘transitional phenomena’, that allows this argument. If there is a better understanding of the human psychological structure there might be a way to explain how this Centres, in the condition of objet, might interact and create a relation with its users in a way that might contribute to their well-being. What is understood is that the ‘architectural object’ generates a kind of emotional equilibrium and, in this sense, one might consider architecture as a ‘transitional phenomena’, or by adjusting the answer, as an ‘object of emotional equilibrium’.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitectura, apresentada ao Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/30055
Rights: openAccess
Appears in Collections:FCTUC Arquitectura - Teses de Mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat
AndreiaJanela.pdf13.33 MBAdobe PDFView/Open
Show full item record

Page view(s) 50

424
checked on Jul 7, 2020

Download(s) 20

1,127
checked on Jul 7, 2020

Google ScholarTM

Check


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.