Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10316/29667
Title: Rio de Janeiro no século XXI: Planejamento estratégico, mobilidade urbana e desenvolvimento local
Authors: Ramos, Edgar de Almeida Rios 
Orientador: Fernandes, João Luís Jesus
Keywords: Geografia urbana; Geografia humana; Planejamento urbano
Issue Date: 28-Sep-2015
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: A geografia, através de suas variadas correntes críticas busca elucidar as contradições contemporâneas e históricas do espaço urbano. Estes enfoques são bastante incisivos no que diz respeito à atual dinâmica global e suas consequências em diversas escalas, sobretudo na relação local – global, dos espaços urbanos e seus movimentos de (re)produção do espaço. Tais relações são materializadas através de políticas e tratados propostos por instituições globais, universidades e empresas que operam a nível global e são na maioria dos casos, organizações sediadas ao Norte Global. Esta enunciação de determinado conhecimento através destas relações globais de poder, se apresentam enquanto assimétricas desde o surgimento do sistema mundo moderno-colonial, e são transpostos para realidades distantes dos lugares de suas formulações e esta (re)territorialização de capitais e outros fluxos, incidem de maneira vertical e avassaladora em diversos territórios, neste caso, nas cidades do Sul Global, exemplo do Rio de Janeiro. São justamente as contradições coloniais, as primeiras à aferirem ao Rio de Janeiro, um espaço urbano desigual à partir de subjugos e subordinações de outros territórios. Atualmente, estas subordinações de determinados territórios por parte de núcleos urbanos, são legitimadas através de planejamentos urbanos que buscam adequar-se as condições de produção flexíveis, surgida à partir das tecnologias de informação e comunicação no decorrer da segunda metade do século XX. Estes planejamentos, intitulados estratégicos, são fruto de estudos voltados para ambientes empresariais, de gestões que visam superávits. Ao transpormos uma visão empresarial à gestão pública urbana, como a prefeitura do Rio de Janeiro, suas consequências serão a continuidade dos processos desiguais acima citados. As desigualdades serão ainda mais latentes e visíveis, através da construção de muros, do impedimento de certos grupos de moverem-se pela cidade, a segregação de áreas, ou ainda como no caso da apropriação pejorativa e ideológica da categoria do subúrbio carioca. O planejamento estratégico aliado ao rapto ideológico da categoria de subúrbio, ampliados pelas contradições coloniais (raciais) e da colonialidade nos revelam que estes territórios permanecerão sendo tratados de maneira secundária e subordinada e suas populações em busca da sobrevivência e algum reconhecimento. Porém, a utopia e as buscas por esta sobrevivência e reconhecimento sempre farão parte destes subúrbios. Territórios precarizados, mas repleto de inovações e movimentos variados que vão em busca de um desenvolvimento local. Considerando a mobilidade urbana enquanto parte estrutural do urbano e um dos pilares do desenvolvimento local, uma proposta inovadora é construída através de relações horizontais, vai ser a frente de batalha para o (re)surgimento de subúrbios transformados por dentro, sem que as relações em escalas globais se percam, mas que sejam estas, subordinas as decisões e anseios locais. Um módulo de Veículo Leve sobre Trilhos e sua territorialização simbólica e material para determinada porção do subúrbio do Rio de Janeiro é o eixo de organização entre a sociedade civil organizada, esta pesquisa e as possibilidades de luta e conquista de utopias.
Geography, through its various critical currents seeks to elucidate the contemporary and historical contradictions of urban space. These approaches are very incisive with regard to the current global dynamics and their consequences at various scales, particularly in the local connection - global, urban spaces and movements of (re) production of space. Such relationships are materialized through policies and treaties proposed by global institutions, universities and companies that operate globally and are in most cases based organizations to the Global North. This enumeration of certain knowledge through these global power relations, are presented as asymmetrical since the emergence of the modern-colonial world system, and are translated into distant realities of the places of their formulations and this repossession capital and other flows, focus vertical way and overwhelming in different territories, in this case, in the cities of the Global South, example of Rio de Janeiro. It is precisely the colonial contradictions, the first to aferirem to Rio de Janeiro, uneven urban space starting at overwhelm and subordination of other territories. Currently, these subordination of certain territories by urban centers, are legitimized through urban planning that seek to adapt to flexible production conditions, arising from the information and communication technologies during the second half of the twentieth century. These plans, strategic entitled, are the result of studies into enterprise environments, the efforts aimed surpluses. Transpormos to a corporate vision of urban governance, as the mayor of Rio de Janeiro, its consequences will be the continuation of unequal cases cited above. Inequalities will be even more latent and visible, by building walls, the prevention of certain groups to move around the city, segregation of areas, or as in the case of pejorative and ideological appropriation category of Rio suburbs. Strategic planning combined with ideological abduction of suburban category, magnified by the colonial contradictions (racial) and coloniality tell us that these territories remain being treated for secondary and subordinate way and their populations in search of survival and some recognition. But the utopia and the search for survival and this recognition will always be part of these suburbs. Precarious territories, but full of innovations and varied movements that go in search of a local development. Considering urban mobility as a structural part of the city and one of the pillars of local development, an innovative proposal is built through horizontal relations, will be the front line for the (re) emergence of suburbs transformed from within, without relations in global scales should perish, but that these are, subordinas decisions and local aspirations. A vehicle module Light Rail and its symbolic territorial and material for particular portion of the suburb of Rio de Janeiro is the organization of axis between organized civil society, this research and the possibilities of struggle and achievement of utopias.
Description: Tese de mestrado em Geografia Humana - Ordenamento do Território e Desenvolvimento, apresentada para o Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
URI: https://hdl.handle.net/10316/29667
Rights: openAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado
FLUC Geografia - Teses de Mestrado

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