Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/29295
Title: Preditores de mortalidade a curto e a longo prazo após uma síndrome coronária aguda : serão iguais?
Authors: Ferreira, João Luís Tavares 
Orientador: Gonçalves, Lino
António, Natália
Keywords: Doença coronária; Doença aguda; Prognóstico
Issue Date: 2010
Abstract: Introdução: As Síndromes Coronárias Agudas são importantes causas de mortalidade prematura, morbilidade e admissões hospitalares na Europa e no Mundo. A identificação, aquando da admissão, dos doentes cujas características predigam maior probabilidade de mortalidade é necessária. Embora os efeitos das Síndromes Coronárias Agudas se mantenham durante anos, os estudos realizados têm-se focado principalmente no primeiro mês após a ocorrência. Objectivo: Comparar preditores de mortalidade, aos 30 dias e 1 ano, após uma Síndrome Coronária Aguda. Metodologia: Estudo retrospectivo de 1169 doentes internados durante o período compreendido entre Maio de 2004 e Dezembro de 2006 e que sobreviveram ao evento. Os doentes foram alvo de um seguimento clínico aos 30 dias e 1 ano após a alta hospitalar. Resultados: A mortalidade global aos 30 dias foi de 2,4% e aos 365 dias de 9,1%. Na análise univariada, associavam-se a mortalidade aos 30 dias e 1 ano a idade mais avançada, presença de fibrilhação auricular, pico elevado de troponina I, glicemia na admissão mais elevada, baixa taxa de filtração glomerular e fracção de ejecção do ventrículo esquerdo, diagnóstico de insuficiência cardíaca, uso intra-hospitalar de diuréticos e uma estratégia não-invasiva. Na análise multivariada os preditores de mortalidade aos 30 dias foram valores de Troponina I ≥44,2 Ul/L (OR:6,7, IC95%:2,4-18,5), Classe Killip >1 na admissão (OR:4,5, IC95%: 1,6-12,4) e a opção por uma estratégia conservadora (OR: 5,1, IC95%: 1,6-12,4). Aos 365 dias, revelaram-se preditores de mortalidade, a idade superior a 73 anos (OR: 3,5, IC95%: 1,5-8,2), valor de Tropinina I ≥38,9 Ul/L (OR: 3,8, IC95%: 1,7-8,7), glicemia na admissão ≥136,5 mg/dL (OR: 2,9, IC95%: 1,3-6,6), fracção de ejecção do ventrículo esquerdo <49,5% (OR: 2,5, IC95%: 1,2-5,4), Classe Killip na admissão >1 (OR: 2,3, IC95%: 1,0-5,3) e uma estratégia de tratamento conservadora (OR: 3,3, IC95%: 1.4-7,7). Conclusões: As consequências de uma Síndrome Coronária Aguda são multifactoriais: enquanto a curto prazo os factores determinantes de mortalidade são a extensão de necrose e a terapêutica instituída, a longo prazo parece ser definida, também, pelo estado metabólico e funcional do doente.
Background: Acute Coronary Syndromes are important causes of premature morbidity, mortality and hospital admissions in Europe and in the world. Identification, at admission, of patient characteristics that predict higher mortality, is needed. Although the effects of Acute Coronary Syndromes remain for years, studies have generally focused on the first months after the event. Purpose: To compare independent predictors of 30-day and 1-year mortality after an Acute Coronary Syndrome. Methods: Retrospective analysis of 1169 patients admitted between May 2004 and December 2006 who survived the event. A clinical follow-up was performed at 30-day and 1-year after hospital discharge. Results: The overall mortality was 2.4% at 30-day and 9.1% at 1-year. On univariate analysis, were associated with both 30-day and 1-year mortality increased age, atrial fibrillation, higher peak troponin I, higher glycaemia at admission, lower glomerular filtration rate and left ventricular ejection fraction, heart failure diagnosis, intra-hospital use of diuretics and a non-invasive strategy. On multivariate analysis, predictors of mortality at 30 days were values of Troponin I ≥44.2 Ul/L (OR:6,7, IC95%:2,4-18,5), Killip class >1 (OR:4,5, IC95%: 1,6-12,4) on admission and conservative strategy (OR: 5,1, IC95%: 1,6-12,4). In the long term, proved to be predictors of mortality age over 73 years (OR: 3,5, IC95%: 1,5-8,2), Troponin I value ≥38.9 Ul/L (OR: 3,8, IC95%: 1,7-8,7), glycaemia on admission ≥136.5 mg/dL (OR: 2,9, IC95%: 1,3-6,6), left ventricle ejection fraction <49,5% (OR: 2,5, IC95%: 1,2-5,4), Killip class >1 (OR: 2,3, IC95%: 1,0-5,3) and a conservative strategy (OR: 3,3, IC95%: 1.4-7,7). Conclusions: Outcome after an acute coronary syndrome is multifactorial: while short-term determinants of mortality are the extent of necrosis and therapeutic approach, in the long term seems to be defined also by metabolic and functional status of the patient.
Description: Dissertação de mestrado integrado em Medicina (Cardiologia), apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/29295
Rights: openAccess
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