Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/29226
Title: Impacto da hiperglicemia na admissão em doentes admitidos por enfarte agudo do miocárdio
Authors: Monteiro, Joana Raquel Teixeira da Silva. 
Orientador: Monteiro, Pedro
Monteiro, Sílvia
Keywords: Enfarte; Hiperglicemia
Issue Date: 2014
Abstract: Introdução: A hiperglicemia na admissão no contexto das síndromes coronárias agudas é um marcador bem estabelecido de mau prognóstico a curto prazo. Objetivo: Avaliar o impacto da hiperglicemia na admissão no prognóstico a curto e longo prazo, em doentes diabéticos e não diabéticos admitidos por enfarte agudo do miocárdio (EAM), e determinar preditores independentes de mortalidade nesta população. Métodos: Foram incluídos 2462 doentes, admitidos numa unidade de cuidados intensivos cardíacos por EAM, de Maio de 2004 a Junho de 2013. Os doentes foram divididos em quatro grupos de acordo com os quartis de glicemia na admissão: Grupo 1 (≤ 100 mg/dL, n=606), Grupo 2 (101-122 mg/dL, n=616), Grupo 3 (123-162 mg/dL, n=620) e Grupo 4 (≥ 163 mg/dL, n=620). Foram analisadas as características clínicas e laboratoriais, conduta terapêutica e seguimento clínico. Resultados: A amostra incluiu 722 (29,3%) diabéticos previamente conhecidos e 1740 (70,7%) doentes não diabéticos. A hiperglicemia na admissão esteve associada a pior perfil de risco cardiovascular e elevação do segmento ST, maiores níveis de biomarcadores de necrose miocárdica e de inflamação, menor fração de ejeção ventricular esquerda, valores mais elevados de glicemia na prova de tolerância à glicose oral e de hemoglobina glicosilada. Verificou-se um aumento progressivo e significativo da mortalidade intra-hospitalar ao longo dos quartis de glicemia, no entanto, a hiperglicemia na admissão não se associou de forma significativa à mortalidade intra-hospitalar na análise multivariada. A mortalidade a 1 e a 2 anos foi superior no Grupo 4 e a glicemia na admissão ≥ 163 mg/dL foi um preditor independente de mortalidade a longo prazo. Conclusão: Este estudo sugere que a hiperglicemia na admissão é um marcador de mau prognóstico a curto e a longo prazo em doentes com EAM, sendo um preditor independente de mortalidade a longo prazo. Estes dados reforçam a necessidade de otimização da abordagem das perturbações do metabolismo da glicose em todas as fases da doença coronária, instável e estável, de forma a melhorar o prognóstico desta população de doentes.
Background: Hyperglycaemia at admission in acute coronary syndrome is an established marker of poor short-term prognosis. Aim: To evaluate the impact of hyperglycaemia at admission on short and long-term prognosis, in diabetic and non-diabetic patients admitted for acute myocardial infarction, and to identify independent predictors of post-acute myocardial infarction mortality in this population. Methods: This study included 2462 patients, admitted to a single coronary care unit for acute myocardial infarction between May 2004 and June 2013. Patients were divided in four groups according to the quartiles of glycaemia at admission: group 1 (≤ 100 mg/dL – n=606, 24.6%), group 2 (101-122 mg/dL – n=616, 25.0%), group 3 (123-162 mg/dL – n=620, 25.2%) and group 4 (≥ 163 mg/dL – n=620, 25.2%). Clinical and laboratorial characteristics, management and follow-up were analyzed. Results: This sample included 722 (29.3%) previous diabetic and 1740 (70.7%) non-diabetic patients. Hyperglycaemia at admission was associated to worse global cardiovascular risk profile and ST elevation, higher levels of necrosis and inflammation biomarkers, lower left ventricle ejection fraction, higher oral glucose tolerance test and glycated haemoglobin (HbA1c). There was a progressive and significant increase of in-hospital mortality along the glycaemia quartiles, however, hyperglycaemia at admission was not significantly associated with higher in-hospital mortality in the multivariate regression analysis. The 1 and 2-year mortality was higher in group 4 and the glycaemia at admission ≥ 163 mg/dL was an independent predictor of long-term mortality. Conclusion: This study suggests that admission hyperglycaemia is a marker of poor short and long-term prognosis in patients with acute myocardial infarction and an independent predictor of long-term mortality. These data reinforce the need for optimum approach to glucose metabolism disorders in all stages of unstable and stable coronary disease in order to improve the prognosis of this population.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina (Cardiologia), apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/29226
Rights: openAccess
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