Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/28944
Title: Avaliação do risco da exposição a substâncias estimulantes (cafeína, taurina e glucuronolactona) em adolescentes do Distrito de Lisboa
Authors: Gaspar, Susana da Silva
Orientador: Ramos, Fernando
Mendes, Maria Manuel
Keywords: Estimulantes do sistema nervoso central; Adolescência
Issue Date: 2014
Abstract: Introdução: Bebidas “energéticas” (BE) é uma denominação de venda para um grupo de bebidas refrigerantes que contêm elevados teores de cafeína, taurina e glucuronolactona, além de hidratos de carbono, inositol, niacina, vitaminas do complexo B e, por vezes, álcool. A crescente preocupação com o seu consumo pelos adolescentes advém da possibilidade de ocorrência de efeitos adversos na saúde, associados ao consumo combinado com álcool e durante a prática de atividade física. O trabalho tem como objetivo avaliar o risco da exposição a substâncias estimulantes (cafeína, taurina e glucuronolactona), em adolescentes dos 10 aos 18 anos, do distrito de Lisboa, através do consumo de bebidas “energéticas” e refrigerantes de extratos vegetais (colas e ice tea), café e bebidas com café e chá (verde, branco e preto). Materiais e métodos: A amostra do estudo incluiu 851 adolescentes dos 10 aos 18 anos, alunos do ensino básico e secundário, aos quais foi aplicado o “Inquérito aos hábitos de consumo de bebidas energéticas e refrigerantes” e colhidos dados antropométricos, de fevereiro a abril de 2014, em escolas do distrito de Lisboa. Resultados: Cerca de 42% dos inquiridos consumiram bebidas “energéticas”, pelo menos uma vez no último ano, com maior prevalência no sexo masculino e no grupo etário dos 15 aos 18 anos. Aproximadamente 17% bebem bebidas “energéticas” em combinação com álcool e 39% associadas à prática de atividade física. Para consumidores de bebidas “energéticas” a maior contribuição para a exposição à cafeína são o café e as bebidas “energéticas”. A média de exposição diária total à cafeína é de 0,59 mg/kg peso corporal/dia, a exposição à taurina e glucuronolactona decorrente de bebidas “energéticas” é 2,38 e 1,43 mg/kg pc/dia, respetivamente. Dos inquiridos, cerca de 3% excedem o limite de exposição diária à cafeína associada a efeitos adversos como a ansiedade. Discussão e Conclusão: O fenómeno do consumo de bebidas “energéticas” é relativamente novo e ainda pouco estudado em Portugal. A regulamentação das bebidas “energéticas”, bem como a comunicação do risco seriam um importante passo para a advertência ao consumidor sobre potenciais riscos para a saúde, principalmente quando associadas ao álcool e/ou à atividade física
Introduction: “Energy” drinks is the customary name given to a category of soft drinks containing high levels of caffeine, taurine and glucuronolactone, and also carbohydrates, inositol, niacin, complex B vitamins and, in some cases, alcohol. The increased concern over energy drink consumption by adolescents results from the possibility of adverse health effects, along with alcohol consumption and during the practice of physical activities. The goal of this report is to assess the exposure risk to stimulant substances (caffeine, taurine and glucuronolactone) in adolescents with ages ranging from 10 to 18, living in the Lisbon county, the consumption of “energy” drinks and soft drinks with plant extracts (colas and ice teas), coffee and coffee based beverages and tea (green, white and black). Materials and methods: The sample of this study included 851 adolescents from 10 to 18 years old, middle school and high school students, who answered the “Consumption data of energy drinks and other soft drinks” survey and whose anthropometric data was collected, from February to April 2014, in Lisbon county schools. Results: About 42% of the individuals consumed “energy” drinks at least once in the last year, with higher rates on the male gender and in the age group of 15 to 18. Around 17% of the individuals consume “energy” drinks combined with alcohol, and 39% consume it associated with physical activity. For the “energy” drinks consumers, the major contributors to caffeine exposure are coffee and “energy” drinks. The total daily average exposure to caffeine is 0,59 mg/kg body weight/day and to taurine and glucuronolactone from “energy” drinks is 2,38 and 1,43 mg/kg bw/day, respectively. About 3% of the individuals exceed the daily limit of exposure to caffeine associated with adverse effects such as anxiety. Discussion and Conclusion: The “energy” drinks consumption phenomena is relatively recent and still insufficiently studied in Portugal. The regulation of “energy” drinks and risk communication would be an important step to increase consumer awareness about potential health risks of its consumption, especially when associated with alcohol and/or physical activity
Description: Dissertação de mestrado em Farmácia (Segurança Alimentar), apresentada à Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/28944
Rights: openAccess
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UC - Dissertações de Mestrado

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