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Title: Tamanho corporal, fraccionação da massa apendidicular do membro inferior e maturação como determinantes do desempenho em provas concorrentes predominantemente anaeróbias: estudo multimétodo em jovens basquetebolistas de selecção nacional e de nível local
Authors: Carvalho, Humberto Jorge Gonçalves Moreira de 
Orientador: Figueiredo, António José Barata
Silva, Manuel João Coelho e
Keywords: Basquetebol; Tamanho corporal; Desempenho anaeróbico; Basquetebolista
Issue Date: 2007
Citation: CARVALHO, Humberto Jorge Gonçalves Moreira de -Tamanho corporal, fraccionação da massa apendidicular do membro inferior e maturação como determinantes do desempenho em provas concorrentes predominantemente anaeróbias: estudo multimétodo em jovens basquetebolistas de selecção nacional e de nível local. Coimbra : [s.n.], 2007
Abstract: Introdução: Os jogos desportivos são caracterizados por episódios de esforço curtos e de elevadas intensidades, portanto de solicitação predominantemente anaeróbia (ex. basquetebol). Apesar da grande participação de crianças e jovens nos jogos desportivos, a informação sobre a performance anaeróbia relacionada com estado de crescimento, maturação biológica e o treino está em falta. Objectivos: Neste estudo é descrito o perfil de basquetebolistas jovens de elite (pubertários tardios). Adicionalmente, foi avaliada a relação entre a performance anaeróbia e um teste de referência realizado em laboratório e ainda dois testes de campo específicos de uma modalidade desportiva. Foi também estimado o contributo da maturação, tamanho corporal, bem como a composição corporal dos membros inferiores, e anos de prática desportiva na modalidade em cada medida anaeróbia avaliada e força explosiva dos membros inferiores. Métodos: A amostra foi constituída por 58 jovens basquetebolistas com 14-15 anos. Foram considerados dois grupos: atletas locais, dos principais clubes dos distritos de Coimbra e Aveiro; atletas da selecção nacional portuguesa. Foram produzidos dados resultantes da avaliação da estatura, massa corporal, volumes da massa dos membros inferiores. A maturação esquelética foi avaliada a partir da determinação da idade óssea determinada a partir do método de Fels. O volume muscular da coxa foi determinado através de medições antropométricas. A potência máxima e a potência média, em valores absolutos e relativos, foram calculadas em laboratório através do teste de Wingate, sendo igualmente adoptados os testes de 7-sprints e o 140-meter basketball shuttle run para a avaliação no terreno. Por último foi medida a força explosiva dos membros inferiores através dos saltos estático e com contramovimento. Depois de determinar os parâmetros de tendência central e dispersão para cada um dos grupos e para a totalidade da amostra, foram efectuadas comprovações múltiplas para comparar os três grupos, recorrendo à ANOVA. Esta análise foi complementada com a utilização da função discriminante para identificar os melhores preditores do nível desportivo (factor independente). Adicionalmente, utilizou-se a ANCOVA para testar o efeito do estatuto maturacional (variável categórica) sobre o tamanho corporal, composição dos membros inferiores e força. Por fim, a regressão múltipla (método backward) foi usada para determinar o contributo da antropometria e da maturação na explicação da variância em cada uma das medidas de desempenho anaeróbio e de força. O valor de significância para a exclusão de variáveis foi estipulado em 10%. Resultados: Cerca de 90% da amostra posiciona-se nos estádios 4 e 5 de pilosidade púbica. As provas de corrida apresentam um grau de associação elevado (r=+0.73, p≤0,01) e a prova de corrida de 140 metros vai-e-vem é a que mais se correlaciona com as medidas de potência anaeróbia do teste Wingate (pico de potência, r=+0.72, p≤0,01; potência anaeróbia média; r=+0.74, p≤0,01). A idade cronológica, anos de prática desportiva da modalidade, estatura, massa corporal, interacção estatura x massa corporal (h x w), somatório das pregas de gordura, maturação, volume total da coxa, volume magro da coxa e área total da perna e área magra da perna explicam 86% e 82% da variância no pico de potência e potência média, absolutas, na prova 30 segundos em ciclo-ergómetro,e entre 18% a 56% nos testes de corrida. Nas medidas de força explosiva dos membros inferiores,a porção da variância explicada é baixa (cerca de 8%). Conclusão: O estado de maturação influencia o desempenho anaeróbio significativamente nas medidas absolutas na prova de ciclo-ergómetro e o desempenho na prova de corrida de 140 metros vai-e-vem é independente da maturação biológica. A maturação, idade cronológica, medidas de tamanho corporal e somatório de pregas de gordura são as variáveis que mais contribuem para a aptidão anaeróbia.
Description: Dissertação de mestrado em Treino Desportivo para Crianças e Jovens (Ciências do Desporto) apresentada à Fac. de Ciências do Desporto e Educação Física de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/21524
Rights: openAccess
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