Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/15593
Title: O acolhimento institucional prolongado de jovens em risco: a experiência passada de institucionalização e o seu significado actual para os sujeitos adultos
Authors: Santos, Maria Adelaide Mendes dos 
Orientador: Martins, Paula Cristina Marques
Ferreira, António Gomes
Keywords: Acolhimento institucional; Jovem em risco
Issue Date: 2010
Serial title, monograph or event: O acolhimento institucional prolongado de jovens em risco: a experiência passada de institucionalização e o seu significado actual para os sujeitos adultos
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Esta investigação analisa as narrativas de jovens – adultos acerca das experiências de institucionalização na sua infância e/ou adolescência e a sua percepção acerca da influência que estas exerceram no seu percurso e condições de vida actuais. Para o efeito, foi constituído um grupo de estudo de quinze indivíduos que viveram em regime de acolhimento institucional prolongado em Lar de Infância e Juventude. Apesar de alguns trabalhos já realizados em Portugal sobre o tema, ainda é escassa a investigação à volta desta problemática, nomeadamente, de pesquisas que assentem nas narrativas dos próprios sujeitos, que se debrucem sobre as percepções e significados que estes atribuem à vivência institucional e à eventual repercussão desta experiência na sua qualidade de vida e bem-estar actual, reforçando assim a necessidade deste estudo. Na abrangente temática do acolhimento institucional, a perspectiva sobre a qualidade de vida e o bem-estar actual de jovens – adultos foi aquela que nos despertou mais interesse. Pensámos que seria um caminho que nos podia ajudar a perceber o significado e o papel que o acolhimento desempenhou nas suas vidas e a identificar outros factores igualmente influentes, relacionados com a experiência de acolhimento prolongado, nomeadamente, aspectos relativos ao próprio indivíduo, aos outros significativos (família de origem, nova família, amigos), à instituição, à escola, ao trabalho e às redes formais de apoio. A investigação seguiu uma metodologia qualitativa, utilizando o modelo de entrevista semiestruturada que decorre da sua adequação ao objecto de estudo. Procurou-se compreender quatro etapas distintas do itinerário de vida dos sujeitos: o período que antecede a institucionalização, o período de institucionalização, o período de transição e o período actual. As respostas às entrevistas foram objecto de análise de conteúdo. Os dados obtidos sugerem que, apesar das fragilidades, constrangimentos e limitações inerentes à experiência de institucionalização, na perspectiva dos sujeitos, esta encerra factores com uma repercussão favorável no seu desenvolvimento pessoal e social, percurso e nas condições de vida actuais. O papel desta resposta social parece assumir influências protectoras ou de risco junto das crianças e jovens, em função de uma diversidade de factores que estão relacionados com as características do próprio indivíduo, da sua família de origem, das condições do acolhimento, das redes de apoio informal, e dos serviços de apoio pós-institucionais, etc.
This research examines the narratives of young adults on their experience of institutionalization in their childhood and /or adolescent years and their perception about the influence this experience exerted on their outcome and current living conditions. For this effect a sample of fifteen individuals who experienced long term foster care under the protection of child welfare services were taken into consideration. Although some work has been done, in Portugal, on the subject, there is still a lack of research around this issue, including studies based on narratives of the subjects themselves and a look on the perceptions and meanings that they attach to their experience of institutionalization and possible impact of this experience in their quality of life and present well-being, thus reinforcing the need for this study. In the broad topic of institutional shelter, the perspective on quality of life and welfare of young-adults was one that aroused the most interest. It was important to identify how the subjects developed their institutional experience and understand the impact it had on the outcomes of their lives. It would help not only to understand the meaning and role long-term shelter played in their lives, but it would also help identify other influential factors related with the institutional experience, including aspects related to the individual, their significant others (birth family, new family, friends), the institution, school , work and other formal networks of support. The investigation started with a script of a semi-structured interview around the central issues of the study. The option for this format of interview results from an adaptation to the subject of study. During the interview, four distinct stages of the path of the subjects were covered: the period prior to institutionalization, the period of institutionalization, the transition period and the current period. The investigation followed a qualitative methodology and the interviews were analyzed through content analysis. The results show that despite the fragilities, contraptions and limitations of life in an institution, this experience played a key role in the subjects’ personal and social development, having a positive influence on their current living conditions. The role of this social response seems to assume protective or risk influences on children and on youth according to a variety of features that are related to the characteristics of the individual, birth family, the conditions of shelter, informal networks of support and post-institutional support services etc.
Description: Dissertação de Mestrado em Ciências da Educação, especialização em Desenvolvimento Social, apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/15593
Rights: openAccess
Appears in Collections:FPCEUC - Teses de Mestrado

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