Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/13868
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dc.contributor.advisorFerreira, António Gomes Alves, 1956--
dc.contributor.advisorFelgueiras, Margarida Louro, 1951--
dc.contributor.authorVieira, Antónia Celeste de Jesus-
dc.date.accessioned2010-10-19T08:40:19Z-
dc.date.available2010-10-19T08:40:19Z-
dc.date.issued2010-09-13-
dc.identifier.citationVieira, Antónia Celeste de Jesus - A educação e a dinâmica de auto-organização das empregadas domésticas portuguesas do Sindicato do Serviço Doméstico (1960-1985). Coimbra, 2010en_US
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10316/13868-
dc.descriptionTese de doutoramento em Ciências da Educação (História da Educação) apresentada à Fac. de Psicologia e de Ciências da Educação da Univ. de Coimbraen_US
dc.description.abstract“A Educação e a dinâmica de auto-organização das empregadas domésticas portuguesas do Sindicato do Serviço Doméstico (1960 - 1985)” procura ser um contributo para o conhecimento dos processos formativos nos domínios pessoal, social e profissional de mulheres em dinâmicas de auto-organização. Para isso tomámos como objecto de estudo o grupo de mulheres que deu origem ao Sindicato de Serviço Doméstico (SSD) e à Cooperativa Operária de Prestação de Serviços – Cooperserdo. Para a contextualização do campo acabámos por constituir um outro objecto de estudo – a história da constituição do Sindicato e da Cooperativa. Acabámos por estabelecer o processo de auto-organização e analisar o trajecto daquelas activistas, para compreender os processos e as aprendizagens realizadas. Procurámos identificar os processos de auto, hetero e co-formação no contexto formal, não formal e informal e o desenvolvimento de competências a eles associados: cognitivas, de organização (gestão/acção); de participação (mobilizadoras/mobilizadas); de comunicação (autoras/intérpretes); formativas (de concepção/execução) e ainda competências profissionais acrescidas e específicas na área da alfabetização e restauração. O estabelecimento da origem do Sindicato do Serviço Doméstico e da Coopersedo constitui o quadro a partir do qual analisamos as experiências de vida de algumas das fundadoras e principais activistas. O processo da sua constituição permitiu identificar formações prévias, posteriormente re-investidas, mecanismos que originaram necessidades de formação e os procedimentos organizativos e educativos desencadeados para os satisfazer. O presente trabalho é o resultado de uma investigação em história social da educação, elaborada a partir de fontes primárias e fontes secundárias diversas, assim como de fontes orais recolhidas expressamente para este estudo. Recorremos ao espólio documental do Sindicato do Serviço Doméstico (SSD) e da Cooperativa Operária de prestação de Serviços Domésticos (Cooperserdo), a entrevistas gravadas como um dos meios de recuperar as memórias do passado e a cadernos pessoais de duas das entrevistadas. Os dados recolhidos permitiram-nos entrelaçar factos e traçar a história do Sindicato, identificar as dinâmicas organizativas criadas e os processos formativos accionados e vividos pelas trabalhadoras domésticas que o instituíram. Conseguimos, ainda, precisar que o processo formativo não formal das empregadas domésticas, fundadoras do Sindicato, que tinham apenas a escolaridade obrigatória do seu tempo, começara na década de 60 do século XX, nos movimentos da Acção Católica - JOCF e LOCF. Foi essa formação que lhes possibilitou o desenvolvimento de capacidades cognitivas, de organização e participação, através da reflexão crítica, da dinâmica de grupo e da socialização, em contextos mais amplos de relações sociais e culturais. Processos que proporcionaram a tomada de consciência de si, quanto à sua identidade pessoal e como classe profissional, que resultou em formas organizativas específicas, onde a formação esteve sempre presente. Outras empregadas domésticas, porém, semi-analfabetas, beneficiaram da acção e criatividade das mentoras, tal como da participação no processo de construção do Sindicato. Com a realização de tarefas, como o pagamento e recebimento das quotas, o diálogo com as colegas porta a porta, foram exercitadas quanto à execução do trabalho necessário a um corpo em desenvolvimento, para atingir os objectivos de interacção, ressocialização e emancipação. A criação de um Sindicato e de uma Cooperativa em simultâneo encaminhou-as para novas aprendizagens, fora do seu contexto profissional, como dirigirem-se a órgãos governamentais e saberem exigir direitos sociais iguais aos de outros trabalhadores. Possibilitou-lhes ainda: 1.º - adquirir educação formal para além da que possuíam (4.ª classe, ciclo preparatório, 5.º ano); 2.º- obter competências cognitivas e técnicas (de escrita, comunicação, elaboração de documentos, actas, trabalho de secretariado, fazer contactos oficiais, dar entrevistas, fazer inquéritos, produzir um boletim, orientar cursos de alfabetização, etc.); 3.º - frequentar cursos temáticos; 4.º - gestão de refeitórios, creches, lavandarias e agência de serviços ao domicílio entre outros. A trajectória percorrida por este grupo de mulheres faz sobressair um conjunto complexo de competências, adquirido nos processos de luta e de auto-organização, segundo o modelo freiriano. A formação constituiu-as como “intelectuais orgânicas”, mobilizadoras da classe, na procura dos seus direitos sociais e impulsionadoras de formas organizativas em que se entrelaçavam participação e formação.-
dc.description.abstract«L'Éducation et la dynamique d'auto-organisation des employées domestiques portugaises du Syndicat du Service Domestique (1960 - 1985) » veut être une contribution pour la connaissance des processus formatifs dans les domaines personnel, social et professionnel de femmes dans des dynamiques d'auto-organisation. Pour cela nous avons pris comme objet d'étude le groupe de femmes qui a donné origine au Syndicat de Service Domestique (SSD) et à la Coopérative Ouvrière de Prestation de Services - Cooperserdo. Pour la contextualisation du champ nous finissons par constituer un autre objet d'étude - l'histoire de la constitution du Syndicat et de la Coopérative. Nous avons fini par 'établir le processus d'auto-organisation et d'analyser le parcours de ces activistes, pour comprendre les processus et les apprentissages réalisés. Nous avons cherché à identifier les processus de l'auto, hetero et de co-formation dans le contexte d'apprentissage formel, formel et informel et le développement des compétences qui leur sont associés: cognitives, organisationnelles (gestion / action) de participation (mobilisatrices/mobilisées), de communication (comme auteurs /acteurs); formatives (de conception/exécution) et encore compétences professionnelles augmentées et spécifiques dans le secteur de l'alphabétisation et restauration. L'établissement de l'origine du Syndicat du Service Domestique et du Cooperserdo constitue le tableau à partir duquel nous analysons les expériences de vie de certaines des fondatrices et principales activistes. Le processus de sa constitution a permis d'identifier des formations préalables, ultérieurement réinvesties, des mécanismes qui ont donné lieu à des besoins de formation et les procédures organisationnelles et éducatives déchaînées pour les satisfaire. Ce travail est le résultat d'une recherche dans histoire sociale de l'éducation, élaborée à partir de sources primaires et sources secondaires diverses, ainsi que de sources orales rassemblées expressément pour cette étude. Nous faisons appel à la dépouille documentaire du Syndicat du Service Domestique (SSD) et de la Coopérative Ouvrière de prestation de Services Domestiques (Cooperserdo), à interviews enregistrées comme un des moyens de récupérer les mémoires du passé et aux cahiers personnels de deux interviewées. Les données rassemblées nous ont permis d'entrelacer des faits et de tracer l'histoire du Syndicat, d´identifier les dynamiques organisationnelles créées et les processus formatifs accionnés et vécus par les travailleuses domestiques qui l'ont institué. Nous réussissons, encore, montrer que le processus formatif non formel des employées domestiques, fondateures du Syndicat, qui avaient seulement la scolarité obligatoire de leur temps, avait commencé dans la décennie de 60 du siècle XX, dans les mouvements de l'Action Catholique - JOC et LOC. Il a été cette formation qui les a rendu possible le développement des capacités cognitives, d'organisation et de participation, à travers la réflexion critique, de la dynamique de groupe et de la socialisation, dans des contextes plus suffisants de relations sociales et culturelles. Des processus qui ont possibilité la prise de conscience de soi-même, en ce qui concerne son identité personnelle et comme classe professionnelle, qui a résulté dans des formes organisationnelles spécifiques, où la formation a été toujours présente. D'autres employées domestiques, néanmoins, semi-analphabètes, ont bénéficié de l'action et de la créativité des mentors, telle que de la participation dans le processus de construction du Syndicat. Avec la réalisation de tâches, comme le paiement et la réception des quotas, le dialogue avec les collègues dans la rue, ont été entraînées pour l´ l'exécution du travail nécessaire à un corps en développement, pour atteindre les objectifs d'interaction, la ressocialização et l'émancipation. La création d'un Syndicat et d'une Coopérative en simultané les a conduit à de nouveaux apprentissages, en dehors de son contexte professionnel, comment se diriger des agences gouvernementales et savoir exiger des droits sociaux égaux à ceux d'autres travailleurs. Il leur a rendu encore possible : 1.º - acquérir de l'éducation formelle outre à celle qu´elle possédaient (4.éme classe, le cycle préparatoire, 5.ºéme année) ; 2.º- obtenir des compétences plus cognitives et techniques (d'écriture, de communication, d'élaboration de documents, de compte-rendus, de travail de secrétariat, faire des contacts officiels, donner des interviews, faire des enquêtes, produire un bulletin, guider des cours d'alphabétisation, etc.) ; 3.º - fréquenter des cours thématiques ; 4. º - gestion de réfectoires, crèches, blanchisseries et agences de services au domicile entre autres. La trajectoire couverte par ce groupe de femmes montre un ensemble complexe de compétences, acquises dans les processus de lutte et d'auto-organisation, selon le modèle de Paulo Freire. La formation les a constitués comme des « intellectuels organiques », mobilisatrices de la classe, dans la recherche de leurs droits sociaux et qui ont stimulé des formes organisationnelles où s'entrelaçaient participation et formation.-
dc.description.abstract“The Education and the self-organization dynamics of the Portuguese house servants of the Housework Union (1960 - 1985)” intend to be a contribution to the knowledge of the formative processes in the personal, social and professional areas of women in autoorganization dynamics. In order to do that we took the group of women that gave origin to the Housework Union (SSD) and to the Cooperative of Labour Services – Cooperserdo - as a study object. To contextualize the field we constituted another study object - the history of the Union and the Cooperative constitution. We established the self-organization process and analyzed the path of those activists, to understand the accomplished processes and learning. We tried to identify the processes of self, hetero and co-formation in the formal, not formal and informal context and the development of associated abilities: cognitive, of organization (management/share); of participation (mobilizing/mobilized); of communication (as authors/actresses); formative (of conception/execution) and also enlarged and specific professional abilities in the area of literacy and catering. The establishment of the origin of the Housework Union and of Cooperserdo constitutes the picture from which we analyzed the life experiences of some of the founders and main activists. The process of its constitution allowed to identify previous formations, which were later reinvested, mechanisms that originated formation necessities and the organizational and educative procedures that were started to suit them. The present work is the result of an inquiry in social history of education, made from primary sources and diverse secondary sources, as well as from verbal sources that were deliberately collected for this study. We evoked the documentary estate of the Housework Union (SSD) and the Cooperative of Labour Services (Cooperserdo), we also evoked recorded interviews, as one of the ways of recovering the memories of the past, and the personal notebooks of two interviewees. The collected data allowed us to interlace facts and to trace the history of the Union, to identify the organizational dynamics that were created and the formative processes that were started and lived by the domestic workers who established it. We were also able to determine that the non formal formative process of the house servants, who were the Union founders and had only the compulsory educational level of their time, started in the 60s (20th century), in the Catholic Action movements - JOCF and LOCF. It was this formation that made it possible for them to develop cognitive capacities, of organization and participation, through critical reflection, group dynamics and socialization, in wider contexts of social and cultural relations. These processes provided self consciousness, in what personal identity is concerned and as professional class, that resulted in specific organizational forms, where the formation was always present. However, other house servants, who were half-illiterate, benefited with the action and creativity of the mentors, as well as with the participation in the process of constructing the Union. With the accomplishment of tasks, such as paying and receiving the quotas and the dialogue with colleagues from door to door, was exercised regarding the execution of the work needed to a developing body, to reach the aims of interaction, re-socialization and emancipation. The simultaneous creation of a Union and a Cooperative directed them for new learnings, out of their professional context, such as directing governmental agencies and knowing how to demand social rights that are equal to other workers’. It also made it possible to them: 1st - to acquire formal education beyond what they had (4th year, preparatory school, 5th year); 2nd - to get cognitive abilities and techniques (of writing, communication, elaboration of documents, registers, secretarial work, making official contacts, giving interviews, making inquiries, producing a bulletin, guiding literacy courses, etc.); 3rd – attending thematic courses; 4th - management of refectories, day-care centres, laundries and agency of home delivery services, among others. The trajectory followed by this group of women highlights a complex set of abilities, which were acquired in self-organization and fight processes, according to the Paulo Freire model. The formation constituted them as “organic intellectuals”, mobilizing the class in the search of its social rights and impelling organizational forms where participation and formation interlaced.-
dc.language.isoporen_US
dc.rightsembargoedAccessen_US
dc.subjectEmpregadas domésticas -- Portugal -- 1960-1986.-
dc.subjectSindicato de Serviço Doméstico-
dc.subjectCooperativa Operária de Prestação de Serviços-
dc.titleA educação e a dinâmica de auto-organização das empregadas domésticas portuguesas do Sindicato do Serviço Doméstico (1960-1985)en_US
dc.typedoctoralThesisen_US
uc.controloAutoridadeSim-
item.fulltextSem Texto completo-
item.grantfulltextnone-
item.languageiso639-1pt-
crisitem.advisor.deptFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra-
crisitem.advisor.researchunitCentre for 20th Century Interdisciplinary Studies-
crisitem.advisor.orcid0000-0002-3281-6819-
Appears in Collections:FPCEUC - Teses de Doutoramento
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