Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10316/104703
Title: Desenhar limites no Baixo Mondego: Equipar uma rede de locais associados às linhas de água
Other Titles: Drawing limits in Lower Mondego: Equip a network of locations associated to waterlines
Authors: Almeida, Sara Cristina Nunes de
Orientador: Cardielos, João Paulo Vergueiro Monteiro de Sá
Keywords: Paisagens ribeirinhas; coesão territorial; resiliência urbana; soluções baseadas na natureza (NBS); Baixo Mondego; Riverside landscapes; territorial cohesion; urban resilience; nature based solutions; Lower Mondego
Issue Date: 23-Sep-2022
Serial title, monograph or event: Desenhar limites no Baixo Mondego: Equipar uma rede de locais associados às linhas de água
Place of publication or event: Departamento de Arquitetura da Universidade de Coimbra
Abstract: Esta investigação centrou-se no estudo das relações complexas que se estabelecem em frentes ribeirinhas do Baixo Mondego.Tanto na sua evolução ao longo do tempo, como na realização de um projeto para o seu melhoramento, que contemplou diversos locais.O Baixo Mondego, correspondente à planície aluvial entre Coimbra e a Figueira da Foz, foi objeto de um trabalho de grupo com o objetivo de o compreender cuidadosamente nos mais diversos campos – desde a hidrografia às condições socioeconómicas da população –, o que resultou na conceção de uma proposta estratégica, um de exercíco multiescalar de projeto para intervenção. Esta estratégia estabeleceu como objetivo primordial a valorização do que é endógeno dos lugares, isto é, a preservação e destaque dos valores instalados, como por exemplo, o seu património construído e os valores naturais, procurando usar, sobretudo, soluções baseadas na natureza.O rio Mondego foi conhecido, até ao século XX, por funcionar numa dicotomia extrema: ter um caudal considerável ou estar quase seco. No século XII, o assoreamento começou a revelar-se um problema em Coimbra e, nos séculos seguintes, isso tornou-se insustentável para a manutenção dos aglomerados ribeirinhos. No século XVIII surgiu o primeiro plano de regularização para este território e, em meados do século XX, surge um segundo grande plano, estando ambos, maioritariamente, preocupados com a implementação de soluções técnicas para proteção, mais do que com o planeamento integrado do território. Esses planos de regularização mostraram-se, a prazo, ineficientes, como se pode observar pela gravidade das sucessivas inundações ocorridas nas últimas duas décadas. Com as de dezembro de 2019 surgiu o Plano de Ação Mondego Mais Seguro (2020-2023), com o objetivo de reparar os danos imediatos mas, também, de analisar e refletir acerca do Aproveitamento Hidráulico do Baixo Mondego, tendo em conta as alterações climáticas. Um contexto claro que enquadrou a presente investigação.Historicamente, o rio apresentou-se sempre como um divisor do território – para além de um limite geofísico, foi também um importante limite administrativo. A questão principal à qual a investigação procurou responder foi: como pode o rio, hoje, potenciar a coesão territorial? Fê-lo tendo também em conta as alterações climáticas - que são por si só, elas próprias, uma situação limite. Associadas ao rio e à construção junto das zonas ribeirinhas surgiram outras questões, acerca de como se constrói em locais húmidos, ou com permanente presença de água – tendo como ponto de partida projetos como o Centro de Alto Rendimento de Remo de Montemor-o-Velho.O presente trabalho pretende explorar alternativas para intervenção no canal principal atual do rio Mondego, usando soluções baseadas na natureza – como a realizada na Frente Ribeirinha de Antuérpia –, assim como incentivar a reativação de outras linhas de água da região. Estas questões materializaram-se em projeto através da proposta de reperfilamento de algumas secções mais frágeis do rio, de forma responder às necessidades técnicas e, simultaneamente, ao estabelecimento de ligações entre o rio e as situações urbanas particulares que lhes são adjacentes. A uma escala menor, foram desenhados com maior detalhe alguns locais, que pretendem articular o rio com as áreas urbanizadas, ou núcleos construídos ribeirinhos.
This investigation focuses on the study of the relationship with the riverfronts in Lower Mondego, whether in the evolution of this relationship over time, or in the creation of a project for its improvement in specific locations.Lower Mondego, the alluvial plain between Coimbra and Figueira da Foz, was the object of a group work with the objective of analyzing the most diverse fields - from hydrography to the socioeconomic conditions of the population - which resulted in the creation of a general work strategy. This strategy aims to value what is natural, that is, the preservation and highlights of autochthonous values, such as the built and natural heritage, seeking to use, above all, nature based solutions.Mondego River was known until the 20th century for operating in a dichotomy: having a considerable flow or being nearly dry. In the 12th century, silting started to be a problem in Coimbra, and in the following centuries it became unsustainable for the maintenance of riverside settlements. In the 18th century, the first regularization plan for this territory emerged, and at the end of the 20th century, a second appears, both mainly concerned with technical solutions, rather than territorial planning. These regularization plans proved to be long term inefficient, as we can see from the severity of the floods in recent decades. With the December 2019 floods, the Mondego Mais Seguro Action Plan (2020-2023) emerged with the aim of repairing the immediate damage, but also analyzing and reflecting on the Lower Mondego Hydraulic Use, considering climate change.Historically speaking, the river has always presented itself as a territory divider – in addition to a geophysical limit, it was also an administrative limit. The main research question is how the river can now enhance territorial cohesion, also taking into account climate change - which is a limiting situation by itself. Associated with the river and the construction next to riverfronts, the questions arise on how to build in wetlands and/or with permanent presence of water – having as a starting point projects such as the Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho.The present work intends to explore alternatives for intervention in the main channel of the Mondego River - through nature-based solutions such as the intervention on the Antwerp Riverfront - as well as to encourage the activation of other water lines in the region. These questions materialize in the project through the proposal of reprofiling some of the more fragile sections of the river, in order to respond to technical needs and simultaneously connect the river to the particular urban situations that are adjacent to it. On a smaller scale, some points are drawn to articulate the river and the built locations.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia
URI: https://hdl.handle.net/10316/104703
Rights: openAccess
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