Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/104196
Title: Estilos parentais e funções executivas na prematuridade: Caracterização e relações
Other Titles: Parenting styles and executive functions in prematurity: Characterization and relationships
Authors: Bernardo, Mónica Garcia
Orientador: Santos, Maria João Rama Seabra
Keywords: prematuridade; estilos parentais; funções executivas; prematurity; parenting styles; executive functions
Issue Date: 13-Oct-2022
Serial title, monograph or event: Estilos parentais e funções executivas na prematuridade: Caracterização e relações
Place of publication or event: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
Abstract: Enquadramento: A prematuridade, que consiste no nascimento antes das 37 semanas de gestação e resulta numa interrupção do desenvolvimento gestacional normal, está associada a um risco acrescido de complicações ao longo do desenvolvimento, nomeadamente a ocorrência de défices nas funções executivas. Assim, tem sido sugerido que as características das crianças e dos contextos inerentes a um nascimento prematuro podem afetar profundamente os pais destes bebés e o seu comportamento para com eles. Como tal, e tendo em conta o papel crucial da parentalidade no desenvolvimento cognitivo e social das crianças, é relevante estudar os estilos parentais em situações de prematuridade. Objetivos: (i) Compreender qual o estilo parental predominante em pais de crianças prematuras e comparar estes pais com os de crianças sem desafios desenvolvimentais conhecidos, quanto aos estilos parentais; (ii) compreender se os estilos parentais de pais de crianças prematuras diferem em função de características clínicas ou familiares; (iii) comparar funções executivas de crianças prematuras com as de crianças sem desafios desenvolvimentais conhecidos e perceber a relação entre essas mesmas funções e os estilos parentais. Método: Participaram no estudo 16 crianças nascidas prematuramente, com idades compreendidas entre os dois anos e meio e os cinco anos, e os seus pais, que responderam a um protocolo constituído por um questionário sociodemográfico, um questionário clínico e pelas versões portuguesas do Questionário de Dimensões e Estilos Parentais (QDEP) e do Inventário de Funções Executivas - Behavior Rating Inventory of Executive Function versão pré-escolar (BRIEF-P). O estudo recorreu a duas amostras de comparação, uma para o QDEP (n = 18) e outra para o BRIEF-P (n = 37). Resultados: O estilo parental autoritativo revelou-se predominante na amostra clínica e não se verificaram diferenças significativas entre esta amostra e a de comparação relativamente aos estilos parentais estudados, ainda que seja possível notar uma tendência (no limiar da significância estatística) para recorrer mais ao estilo parental permissivo por parte dos pais da amostra clínica. Não se verificou uma influência significativa da posição da fratria, nível socioeconómico familiar, grau de prematuridade e da ocorrência de complicações perinatais no estilo parental utilizado. Contudo, os resultados indiciam tendência (no limiar da significância estatística) para uma menor utilização do estilo parental autoritativo por parte de famílias que têm um nível socioeconómico baixo e de pais de crianças extremamente prematuras. Por outro lado, os pais de crianças sem comorbilidades demonstraram um maior recurso ao estilo parental autoritativo do que pais de crianças com comorbilidades. As duas amostras não diferiram no que diz respeito às funções executivas. O recurso dos pais ao estilo parental autoritativo revelou-se tanto menor quanto maior a disfunção da criança ao nível das funções executivas. Discussão e conclusões: Este estudo, de natureza exploratória, contribuiu para caracterizar os estilos parentais de pais de crianças prematuras e o modo como variáveis da criança e da família poderão ter impacto nesses estilos. Neste sentido, o estudo pode ser útil na orientação de intervenções futuras com estas famílias. Ao ser um estudo exploratório, serve ainda como base para direcionar linhas de investigação futuras.
Background: Prematurity, which consists of the birth taking place before 37 weeks of gestation and results in an interruption of the normal gestational development, increases the risk of complications throughout the development, namely the occurrence of deficits in executive functions. Thus, it has been suggested that the child and contextual characteristics linked to a preterm birth can profoundly affect the parents of these babies and their behavior towards them. As such, and taking into account the crucial role of parenting in children's cognitive and social development, it is relevant to study parenting styles in situations of prematurity. Objectives: (i) To understand which parenting style predominates in parents of premature children and compare these parents with those of children without known developmental challenges, regarding parenting styles; (ii) to understand whether the parenting styles of parents of premature children differ depending on clinical or family characteristics; (iii) to compare executive functions of premature children with those of children without known developmental challenges and to understand the relationship between these same functions and parenting styles. Method: 16 children born prematurely, aged between two and a half and five years, and their parents participated in this study by answering a protocol consisting of a sociodemographic questionnaire, a clinical questionnaire and the Portuguese versions of the Parenting Styles and Dimensions Questionnaire (QDEP) and the Behavior Rating Inventory of Executive Function preschool version (BRIEF-P). The study used two comparison samples, one for the QDEP (n = 18) and the other for the BRIEF-P (n = 37). Results: The authoritative parenting style was predominant in the clinical sample and there were no significant differences between this sample and the comparison one regarding the parenting styles studied, even though it is possible to notice a tendency to resort more to the permissive parenting style by the parents in the clinical sample. The child’s position in the family, the family socioeconomic level, the degree of prematurity and the occurrence of perinatal complications didn’t prove to have significant influence on the parenting style used. However, the results indicate a certain tendency towards a lower use of the authoritative parenting style by families that have a low socioeconomic level and by parents of extremely premature children. On the other hand, parents of children without comorbidities showed greater use of the authoritative parenting style than parents of children with comorbidities. The two samples did not differ regarding executive functions. Parents' use of an authoritative parenting style decreases as the child's difficulties on executive functions increase. Discussion and conclusions: This exploratory study contributes to the characterization of parenting styles in parents of premature children and the way in which child and family variables may have an impact on these styles. In this sense, the study can be useful in guiding future interventions with these families. As it is an exploratory study, it also serves as a basis for directing lines of future investigations.
Description: Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica Sistémica e da Saúde apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
URI: http://hdl.handle.net/10316/104196
Rights: openAccess
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UC - Dissertações de Mestrado

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