Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10316/102457
Title: Acromegalia na Gravidez: Implicações no Diagnóstico e Tratamento
Other Titles: Acromegaly in Pregnancy: Implications in Diagnosis and Treatment
Authors: Alves, Luana Raquel Lorenzo
Orientador: Gomes, Maria Leonor Viegas
Cunha, Nélson Alexandre Carvalho
Keywords: acromegalia; gravidez; agonistas da dopamina; análogos da somatostatina; antagonistas dos recetores da GH; acromegaly; pregnancy; dopamine agonists; somatostatin analogs; GH-receptor antagonists
Issue Date: 10-Nov-2021
Serial title, monograph or event: Acromegalia na Gravidez: Implicações no Diagnóstico e Tratamento
Place of publication or event: Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Portugal
Abstract: Introdução: A acromegalia é uma doença endocrinológica rara caracterizada por excesso dos níveis de GH e IGF1 devido, na maioria dos casos, a um adenoma somatotrofo hipofisário. Como esta doença culmina, habitualmente, em infertilidade, a gravidez nestas mulheres é rara. No entanto, com a melhoria dos tratamentos da acromegalia, a gravidez tornou-se mais frequente. Como resultado, nos últimos anos, têm sido publicados na literatura vários casos abordando esta temática. As principais preocupações da acromegalia na gravidez prendem-se com o risco de crescimento tumoral, com as potenciais consequências deletérias que o excesso de GH e IGF1 possa ter na mãe e no feto e com os possíveis efeitos adversos decorrentes do uso da terapêutica médica em preconceção ou durante a gestação. Métodos: Este artigo de revisão avalia e sintetiza a informação sobre a acromegalia e a gravidez publicada desde 2010 até julho de 2021, nas bases de dados Pubmed, Trip Medical Database e Scielo e nas revistas científicas da área de endocrinologia The Lancet Diabetes & Endocrinology, The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism e Revista da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.Conclusão: Nesta revisão demonstramos que a gravidez em mulheres com acromegalia é, geralmente, segura do ponto de vista clínico e bioquímico, resultando em estabilidade tumoral e hormonal. Para além disso, a acromegalia parece não estar associada a um aumento da incidência de consequências materno-fetais deletérias. O uso da terapêutica médica para a acromegalia durante a gestação parece ser, igualmente, seguro. No entanto, devido à escassez de resultados que comprovem estes dados, está recomendada a sua suspensão aquando do diagnóstico de gravidez. O agravamento sintomático da doença, apesar de ser um evento raro, quando ocorre, exige medidas individualizadas, podendo ser necessário a manutenção ou reintrodução da terapêutica médica ou a realização de cirurgia hipofisária transesfenoidal durante a gravidez.
Introduction: Acromegaly is a rare endocrinological disease characterized by excess levels of GH and IGF1, due to a pituitary somatotroph adenoma, in most of the cases. As this disease often culminates in infertility, pregnancy in these women is rare. However, with the improvement of the treatment for acromegaly, pregnancy has become more frequent. Consequently, in the last years, several cases about this issue have been published in the literature. The main concerns of acromegaly in pregnancy are related to the risk of tumour expansion, the potential harmful consequences that excess of GH and IGF1 may have on mother and foetus and the possible adverse effects of the use of medical therapy in preconception or during pregnancy.Methods: This review article evaluates and summarizes information about acromegaly and pregnancy published since 2010 to July of 2021, in the Pubmed, Trip Medical Database and Scielo and in the endocrinology’s scientific journals The Lancet Diabetes & Endocrinology, The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism and Revista da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.Conclusion: In this review, we demonstrate that pregnancy in women with acromegaly is generally safe, resulting in tumour and hormonal stability. Furthermore, acromegaly does not seem to be associated with an increase of deleterious maternal-foetal consequences. The use of medical therapy for acromegaly during pregnancy appears to be equally safe. However, due to limited data, it is recommended that medical therapy must be discontinued when pregnancy is diagnosed. Although symptomatic worsening of the disease is rare, when it occurs, it requires individual decisions according to the patient, and it may be necessary to maintain or reintroduce medical therapy or perform a transsphenoidal pituitary surgery during pregnancy.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: https://hdl.handle.net/10316/102457
Rights: embargoedAccess
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