Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10316/102435
Title: Importância da Metabolómica no Diagnóstico do Carcinoma da Suprarrenal
Other Titles: The importance of metabolomics for the diagnosis of adrenal carcinoma
Authors: Ferreira, Diana da Costa Martins
Orientador: Santos, Ana Carolina Moreno Varela dos
Gomes, Maria Leonor Viegas
Keywords: Carcinoma adrenocortical; Diagnóstico; Metabolómica; Perfil esteróide; Espetrometria de massa; Adrenocortical carcinoma; Diagnosis; Metabolomics; Steroid profiling; Mass spectrometry
Issue Date: 31-May-2022
Serial title, monograph or event: Importância da Metabolómica no Diagnóstico do Carcinoma da Suprarrenal
Place of publication or event: FMUC - Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Os tumores da suprarrenal são comuns e o aumento da utilização da imagiologia tem potenciado a sua deteção. O carcinoma da suprarrenal (CAC) é um tumor maligno raro com sobrevivência estimada aos 5 anos inferior a 50%. O seu diagnóstico precoce é essencial para que o doente seja submetido a remoção cirúrgica completa, a única cura disponível. A abordagem diagnóstica atual de tumores da suprarrenal inclui avaliação hormonal e imagiológica. Verifica-se uma limitada especificidade dos exames de imagem para o diagnóstico de malignidade e uma alta prevalência de tumores benignos da suprarrenal, o que submete os doentes a seguimento imagiológico e remoção cirúrgica de massas benignas. Como tal, os doentes são repetidamente expostos a radiação e aumentam os custos em saúde, sem evidência de melhoria da capacidade diagnóstica. A metabolómica identifica e quantifica metabolitos relacionados com a biologia tumoral. Estudos recentes aplicaram a metabolómica na análise de metabolitos esteróides, obtendo resultados de alta especificidade e sensibilidade no diagnóstico de CAC. Este artigo de revisão avalia a importância da metabolómica como meio diagnóstico não invasivo no estudo do CAC em doentes com tumores da suprarrenal. A pesquisa bibliográfica foi realizada com recurso à plataforma PubMed, usando os termos "Metabolomics [Mesh] AND Adrenal Gland Neoplasms [Mesh]", "Metabolomics AND Adrenal Tumors", "Metabolomics AND Adrenal Neoplasms", "Metabolomics AND Adrenal Cortex Neoplasms", "Metabolomics AND Adrenal Cancer" e "Adrenocortical Carcinoma AND Diagnosis".O diagnóstico do CAC representa um desafio clínico, uma vez que, pode ter diversas apresentações clínicas distintas, produção hormonal variada, ou ser hormonalmente inativo, e caraterísticas imagiológicas inespecíficas para malignidade. A avaliação histológica com marcação imunohistoquímica e scores diagnósticos é geralmente realizada em tecidos suprarrenais excisados, dado que, a biópsia é por norma contraindicada. O papel da metabolómica no diagnóstico do CAC baseia-se no facto de este apresentar tipicamente um padrão esteroidogénico dominado por metabolitos percursores esteróides. Os métodos de análise esteróide têm evoluído e os imunoensaios foram substituídos por métodos que recorrem a cromatografia gasosa ou líquida combinados com espetrometria de massa. Estas técnicas laboratoriais têm emergido nos laboratórios clínicos e apresentam a vantagem de permitir doseamentos de múltiplos esteróides em simultâneo com elevada especificidade e sensibilidade. Nas últimas cinco décadas vários grupos de esteróides foram identificados por serem excretados em concentrações significativamente mais altas em doentes com CAC. Um metabolito do 11-desoxicortisol, o tetrahidro-11-desoxicortisol (THS), foi repetidamente reportado como o mais discriminativo na diferenciação entre adenoma da suprarrenal e CAC. O valor preditivo positivo de um perfil esteróide de alto risco foi apontado como superior à avaliação do tamanho do tumor e caraterísticas imagiológicas. O melhor valor preditivo positivo foi conseguido combinando o diâmetro tumoral, caraterísticas imagiológicas e informação da determinação metabolómica dos esteróides.O estudo do metaboloma fornece informação clinicamente relevante para o diagnóstico diferencial de patologias suprarrenais, nomeadamente CAC. As dificuldades inerentes ao diagnóstico de CAC justificam que se recorra à metabolómica para obter informação clínica adicional que permita um diagnóstico e intervenção cirúrgica precoce. Aliar a metabolómica à abordagem hormonal e imagiológica atual poderá representar o futuro da avaliação de massas suprarrenais.
Adrenal tumors are common and the use of imaging has increased their detection. Adrenocortical carcinoma (ACC) is a rare malignant tumor with an estimated 5-year survival rate of less than 50%. Early diagnosis is essential for patients to undergo complete surgical removal, the only available cure. The current diagnostic approach for adrenal tumors includes hormonal and imaging evaluations. The limited specificity of imaging tests for the diagnosis of malignancy and high prevalence of benign adrenal tumors, leads to patients being subjected to imaging follow-up and surgical removal of benign masses. As such, patients are repeatedly exposed to radiation and there is an increase in healthcare costs, with no evidence of improved diagnostic capability. Metabolomics identifies and quantifies metabolites related to tumor biology. Recent studies have applied metabolomics in the analysis of steroid metabolites, obtaining results of high specificity and sensitivity in the diagnosis of ACC. This article assesses the importance of metabolomics as a non-invasive diagnostic tool in the study of ACC in patients with adrenal tumors.The bibliographic research was carried out using the PubMed platform, using the terms "Metabolomics [Mesh] AND Adrenal Gland Neoplasms [Mesh]", "Metabolomics AND Adrenal Tumors", "Metabolomics AND Adrenal Neoplasms", "Metabolomics AND Adrenal Cortex Neoplasms", "Metabolomics AND Adrenal Cancer" and "Adrenocortical Carcinoma AND Diagnosis".The diagnosis of ACC represents a clinical challenge, since it can have distinct clinical presentations, varied hormone production or be hormonally inactive, and non-specific imaging features for malignancy. Histological evaluation with immunohistochemical staining and diagnostic scores is usually performed on excised adrenal tissues, as biopsy is usually contraindicated. The role of metabolomics in the diagnosis of ACC is based on the fact that it typically presents with a steroidogenic pattern dominated by steroid precursor metabolites. Steroid analysis methods have evolved and immunoassays have been replaced by methods using gas or liquid chromatography combined with mass spectrometry. These laboratory techniques have emerged in clinical laboratories and have the advantage of allowing simultaneous measurement of multiple steroids with high specificity and sensitivity. In the last five decades several groups of steroids have been identified for being excreted in significantly higher concentrations in patients with ACC. One metabolite of 11-deoxycortisol, tetrahydro-11-deoxycortisol (THS), has been repeatedly reported to be the most discriminating in differentiating between adrenal adenoma and ACC. The positive predictive value of a high-risk steroid profile was found to be superior to assessment of tumor size and imaging characteristics. The best positive predictive value was achieved by combining tumor diameter, imaging characteristics and information from steroid metabolomics.The study of the metabolome provides clinically relevant information for the differential diagnosis of adrenal pathologies, namely ACC. The difficulties in the diagnosis of ACC justify the use of metabolomics to obtain additional clinical information that allows for an early diagnosis and surgical intervention. Combining metabolomics with the current hormonal and imaging approach could represent the future of the evaluation of adrenal masses.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: https://hdl.handle.net/10316/102435
Rights: embargoedAccess
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