Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/102395
Title: Systematic review on determinants of therapeutic adherence in individuals from 50 to 69 years of age
Other Titles: Adesão terapêutica e seus determinantes em indivíduos dos 50 aos 69 anos - Revisão Sistemática
Authors: Bicudo, Carlos de Aguiar da Câmara Salema
Orientador: Simões, José Augusto Rodrigues
Keywords: adesão terapêutica; adesão medicamentosa; complacência do paciente; determinantes; meia-idade; therapeutic adherence; medication adherence; patient compliance; determinants; middle-aged
Issue Date: 9-Jun-2022
Serial title, monograph or event: Systematic review on determinants of therapeutic adherence in individuals from 50 to 69 years of age
Place of publication or event: Medicina Geral e Familiar
Abstract: Introdução: Melhorar a adesão terapêutica pode ter benefício na saúde superior a qualquer intervenção clínica, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Adesão pode ser definida como o cumprimento do acordo entre médico e doente, em relação ao plano terapêutico proposto. A fraca adesão está associada a efeitos adversos, como a diminuição da eficácia do tratamento, resultando num agravamento da situação clínica e no aumento ao recurso a serviços de urgência e número de internamentos. Por conseguinte, amplificam-se os custos socio-económicos e a morbimortalidade. Segundo as projeções demográficas estatísticas, doentes de meia-idade vão se tornar, caso já não o sejam, na faixa etária mais prevalente a utilizar os serviços de saúde. Deste modo, é fundamental identificar as barreiras específicas de cada doente que comprometam a sua adesão e adotar medidas apropriadas para as minimizar. Objetivos: É objetivo desta revisão sistemática a identificação dos principais determinantes de adesão e não adesão terapêutica como forma de prever quem está em maior risco de não adesão a qualquer modalidade terapêutica entre os 50 e os 69 anos de idade.Métodos: Os artigos foram obtidos através de pesquisa entre 1 de janeiro de 2021 e 21 de janeiro de 2022, nas bases de dados: PubMed, Web of Science, SciELO e Index das Revistas Médicas Portuguesas. Incluíram-se estudos de acordo com os critérios PICOS: (P) indivíduos no grupo etário entre os 50 e os 69 anos de idade, (I) intervenção para avaliação do impacto dos determinantes sobre a adesão terapêutica, (C) comparação entre intervenção e controlo com standard care ou grupos aderentes com não aderentes, (O) outcomes estão relacionados com a questão da revisão, (S) tipos de estudo incluídos foram experimentais e observacionais. Registada na PROSPERO com o número CRD42022301210.Resultados: 26 artigos que cumpriram os critérios de elegibilidade foram incluídos, com participação total de 17,309 doentes. A média de idades oscilou entre 37.5 (IQR 25-50.75) e 71.4 (±SD 5.6). Apenas 2 do total de 16 estudos experimentais não apresentaram melhoria estatisticamente significativa da adesão. Os principais determinantes na análise qualitativa que aumentaram a adesão foram o grau de conhecimento, o nível de educação e a idade avançada. Os determinantes que diminuíram a adesão foram a complexidade do tratamento, polifarmacoterapia, comorbilidade, estado civil solteiro(a), residência rural ou urbana marginal e etilismo.Conclusão: A combinação de diferentes métodos de avaliação pode ser a estratégia que se aproxime mais do valor autêntico da adesão. As intervenções comportamentais, digitais e as restantes incluídas demonstraram eficácia e viabilidade, pelo que o seu uso na prática clínica como instrumento complementar é de grande potencial.
Introduction: Improving patients’ adherence, according to the World Health Organization (WHO), may have a greater effect on health than any other improvement in therapy. Adherence can be defined as the implementation of an agreement between patient and physician in relation to the proposed therapeutic regimen. Poor adherence is associated with adverse outcomes, as it decreases treatment effectiveness, allows disease progression and increases urgent care visits, hospitalizations, socio-economic burden, overall higher morbidity and mortality. According to statistical demographical future projections, middle-aged patients will become, if they are not already, the predominant age group that use healthcare services. Therefore, it is crucial to identify specific barriers for each patient that can compromise adherence, while developing interventions and adopting appropriate methods to minimize them.Objectives: We conducted a systematic review in order to identify which are the main determinants for therapeutic adherence and non-therapeutic adherence among patients in the age group of 50-69 years found in literature, with the goal of enabling physicians to predict which patients are at a higher or lower risk of non-adhesion to any therapeutic modality.Methods: PubMed, Web of Science, SciELO and portuguese “Index das Revistas Médicas Portuguesas” (IRMP) databases, were searched from January 1st 2021 through January 21st2022. Studies were included according to the criteria of the PICOS methodology: (P) population of individuals in age group from 50 to 69 years of age (middle-aged patients), (I) intervention for evaluation of the impact of multiple determinants of therapeutic adherence, (C) comparison between intervention and standard care or compliant and non-compliant groups, (O) outcomes were related to the review question, (S) study designs included experimental and observational studies. Registered in PROSPERO under number CRD42022301210.Results: 26 articles were included which met the eligibility criteria, with a total of 17,309 patients who participated. Patient’s age ranged from a mean of 37.5 (IQR 25-50.75) to 71.4 (±SD 5.6). Out of the 16 experimental studies, only 2 of them did not reach statistically significant improvement of adherence. After qualitative analysis, the main determinants increasing adherence were knowledge, educational level and older age. Determinants decreasing adherence were treatment complexity, polypharmacy, comorbidity, single civil status, rural or urban marginal residency and alcohol consumption.Conclusion: The combination of different tools to measure adherence operating together can emerge as the closest method to patient’s real adherence. The behavioural, digital and remaining interventions to improve treatment adherence were efficient and feasible, revealing to be a potentially valuable adjunct in primary healthcare.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/102395
Rights: embargoedAccess
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