Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10316/102316
Title: Clinical and Pathological Prognostic Factors in Pancreatic Cancer Liver Metastases
Other Titles: Valor prognóstico de fatores clínicos e histopatológicos de metástases hepáticas no carcinoma do pâncreas
Authors: Vieira, Beatriz Meneses
Orientador: Santos, Eva Catarina Barros
Alexandrino, Henrique Miguel Marques Bom Borges
Keywords: metástases hepáticas; cancro do pâncreas; resseção hepática; padrão histológico de crescimento; prognóstico; liver metastases; pancreatic cancer; hepatectomy; histopathological growth pattern; prognosis
Issue Date: 13-Jun-2022
Serial title, monograph or event: Clinical and Pathological Prognostic Factors in Pancreatic Cancer Liver Metastases
Place of publication or event: Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal
Abstract: Introdução: O adenocarcinoma do pâncreas é uma neoplasia maligna agressiva e com mau prognóstico. Esta doença, quando metastizada no fígado, é habitualmente tratada com quimioterapia paliativa. Contudo, há estudos que apontam para o benefício de sobrevida após resseção hepática, das metástases de carcinoma do pâncreas, em doentes selecionados. Vários fatores clínicos e histopatológicos, em particular o padrão histológico de crescimento (HGP), tem mostrado valor prognóstico em tumores primários de outras origens, contudo estes ainda não foram estudados no cancro do pâncreas. Com este estudo pretende-se caracterizar uma população de doentes com carcinoma pancreático com metastização hepática num Centro Oncológico Hepatobiliar e Pancreático de referência com o objetivo de identificar fatores prognósticos.Materiais e Métodos: Foram obtidos dados clínicos e histopatológicos de 19 doentes (14 homens, idade mediana de 64 anos) submetidos a biópsia hepática cirúrgica durante laparotomia exploradora (não curativa, n=12) ou resseção hepática e/ou pancreática concomitante (curativa n=7), entre 2007 e 2021.Resultados: A sobrevida global no grupo com intenção curativa ao 1 ano e 2 anos foi respetivamente de, 53.6% e 17.9% e o intervalo livre de doença ao 1 ano e 2 anos foi de, 28.6% e 0%, respetivamente. A sobrevida global no grupo com intenção não curativa ao 1 ano e 2 anos foi respetivamente de, 25% e 0% e todos tiveram progressão da doença. Morbilidade major estava presente em 15.8% dos doentes. As variáveis associadas a pior prognóstico foram: sexo masculino, ASA III, nódulos linfáticos positivos, distribuição bilobar das metástases hepáticas, score AFC de alto risco e um estádio T > T2. Metástases hepáticas identificadas no peri-operatório e um intervalo de quatro meses entre o diagnóstico das metástases hepáticas e a resseção hepática no grupo com intenção curativa estão associados a um melhor prognóstico (p<0.05). Embora não estatisticamente significativo, o HGP desmoplástico, presente em 15.8% dos doentes mostrou uma tendência para uma maior sobrevida aos 6,9,12 e 15 meses.Discussão: A resseção hepática em doentes com cancro do pâncreas com metastização hepática ainda é controversa e enquanto vários estudos analisaram vários fatores clínicos, o papel dos fatores histopatológicos, em particular o HGP, não foram investigados. Embora o nosso estudo, não tenha conseguido provar o valor prognóstico do HGP, o HGP desmoplastico mostrou uma tendência para melhores resultados na sobrevida. Para além disso, este é o primeiro estudo a caracterizar clinica e histopatologicamente doentes com metástases hepáticas apenas com biópsias cirúrgicas e poderá motivar o desenvolvimento de estudos futuros. Curiosamente, dada a possibilidade de prever o HGP por imagens pre-operatórias, o HGP pode ser um marcador prognóstico relevante que poderá auxiliar na seleção dos paciente , numa abordagem personalizada.Conclusão: Estudos multicêntricos e prospetivos que analisem fatores prognósticos nos doentes com metástases hepáticas do cancro do pâncreas deverão incluir variáveis histopatológicas, em particular o HGP, uma variável valiosa e com grande potencial prognóstico.
Introduction: Pancreatic Cancer (PC) is a disease with a dismal prognosis, with most patients diagnosed at an advanced stage. In hepatic metastatic PC, although surgical treatment is usually not indicated, in highly selected patients hepatectomy might improve outcome. Several clinical and pathologic factors, particularly the histopathological growth patterns (HGP), have shown prognostic implications in liver metastases of several primary origins. However, they have not been studied in PC. The aim of this study is to obtain a detailed clinical and pathological characterization of a population of patients with LM from PC treated in an Oncologic Reference Center, in an attempt to identify prognostic factors.Patients and Methods: Clinicopathological data of 19 patients (14 male, median age of 64 years) who were submitted to surgical hepatic biopsy during exploratory laparotomy (non-curative, n=12) or surgical hepatic with or without concomitant pancreatic resection (curative intent, n=7), between 2007 and 2021, were assessed. Results: In the curative intent group overall 1- and 2- year survival rates were, respectively, 53.6% and 17.9%, the disease-free 1- and 2-year survival rates were, respectively, 28.6% and 0%. In the non-curative intent overall 1- and 2- year survival were, respectively, 25% and 0% and all had disease progression. Major morbidity was present in 15.8% Variables correlated with worse prognosis were: male sex, ASA III, positive lymph nodes, bilobar distribution of LM, high-risk AFC score and T stage > T2. LM diagnosed peri-operative and an interval of > 4 months between LM diagnosis and hepatic resection in the curative intent group were associated with better outcomes (p<0.05). Desmoplastic HGP, present in 15.8% of patients had a trend towards better 6, 9, 12, 15-month survival than a non-desmoplastic HGP, even though this was not statistically significant (p>0.05).Discussion: Hepatectomy for LM of PC is controversial, and while most studies have solely analyzed clinical prognostic factors, several pathological variables, particularly the HGP, deserve further insight. Although our study failed to conclusively prove the prognostic value of HGP in PC, the desmoplastic HGP has shown a trend toward better prognosis. Moreover, this is the first study to have a clinical and full pathological characterization of only surgical specimens of LM of PC and thus our results may fuel the development of future studies. Interestingly, given the possibility for radiomics-based prediction of HGP on preoperative imaging, the HGP could potentially become a relevant prognostic marker and aid in the selection of the right therapy for the right patient, in a personalized approach.Conclusion: Multicenter and prospective studies analyzing prognostic factors in LM of PC should include pathological data, particularly the HGP, in order to not miss a potentially valuable variable.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: https://hdl.handle.net/10316/102316
Rights: embargoedAccess
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