Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/101687
Title: Entheseal changes and bone geometry as identification traits in forensic anthropology: building an interpretation guide.
Authors: Vergara, Maria Alejandra Acosta
Orientador: Cunha, Eugénia Maria Guedes Pinto Antunes da
Henderson, Charlotte Yvette
Keywords: myositis ossificans; fractures; compensatory movements; injuries; personal identification; Colombia; miosite ossificante; fraturas; movimentos compensatórios; lesões; identificação pessoal; Colômbia
Issue Date: 18-Jul-2022
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: This research aims to improve the contribution of forensic anthropology to the personal identification process by analyzing the relationship between entheseal changes and skeletal evidence of antemortem trauma in Colombian male individuals. The analysis of the research is separated into two areas: to identify the prevalence of entheseal changes (ECs) in identified male Colombian individuals, and to recognize the effect of antemortem trauma on entheseal changes in the population of forensic interest in Colombia. Forensic anthropology has made important contributions to the personal identification process, particularly in complex cases such as mass disasters, armed conflicts, crimes against humanity, and migration crises where antemortem records are non-existent or insufficient to apply traditional methods of identification, such as Colombia. Nowadays, Colombia has a total of 34,743 unidentified deceased individuals, a number that continues to grow. Of these, 53.8% are young adult males. Given the extent of the internal armed conflict and the drug trafficking violence, most of these cases are fully skeletonized bodies. Furthermore, the multifactorial etiology of EC has limited their use in forensic cases, but the effect of trauma on EC are worth exploring in the effort to prove antemortem injuries that may be reported by relatives, particularly those affecting muscle tissue. All macroscopic skeletal evidence of traumatic injuries were recorded as antemortem trauma. The sample was comprised of 171 male individuals between the ages of 20 and 68 from two identified skeletal collections in Colombia: The University of Antioquia’s (UdeA) collection, and the National Institute of Legal Medicine and Forensic Science’s (NILMFS) collection. Any alteration of the normal entheseal surface of fourteen fibrocartilaginous entheses was recorded according to the scoring system of the new Coimbra method. The research found more presence of ECs in the NILMFS than in the UdeA collection. However, trends changed and became stronger when age was taken into consideration: young and middle adults from the UdeA collection had more ECs. This research also demonstrates that antemortem trauma is related to textural change, fine porosity, and erosions in entheses near the lesion site and other segments of the same limb or the opposite limb. However, this relationship is not straightforward and other factors such as health status, age, and the individual’s physiological limits or load capacity may play relevant roles in the strength of this relationship. The research results highlight the potential usefulness of ECs as additional evidence of antemortem trauma when body segments are missing, or the bone evidence is not sufficiently clear. The results also show that despite belonging to the same country, the population variability of each region is a factor that must be considered when assessing morphological features such as ECs. In conclusion, ECs are associated with skeletal evidence of antemortem trauma and are potential individualizing characteristics if other factors such as age and population variability are taken into consideration.
Esta pesquisa tem como objetivo melhorar a contribuição da antropologia forense para o processo de identificação pessoal, analisando a relação entre alterações das enteses e evidências esqueléticas de trauma antes da morte em indivíduos colombianos do sexo masculino. A análise foi dividida em duas partes: identificar a prevalência de alterações das enteses (ECs, por sua sigla em inglês) em indivíduos colombianos do sexo masculino e reconhecer o efeito do traumatismo antemortem nas ECs na população de interesse forense na Colômbia. A antropologia forense tem feito contribuições importantes para o processo de identificação pessoal, particularmente em casos complexos, como desastres em massa, conflitos armados, crimes contra a humanidade e crises de migração onde os registros antemortem são inexistentes ou insuficientes para aplicar métodos tradicionais de identificação, como no caso da Colômbia. Atualmente, a Colômbia tem um total de 34.743 pessoas falecidas não identificadas, um número que não para de crescer. 53,8% dos indivíduos não identificados são adultos jovens do sexo masculino. Dada a extensão do conflito armado interno e da violência do tráfico de drogas, a maioria desses casos são corpos totalmente esqueletizados. Além disso, a etiologia multifatorial do EC limitou o seu uso em casos forenses, mas vale a pena explorar o efeito do trauma nas ECs de modo a comprovar lesões antemortem que podem ser relatadas por parentes próximos, particularmente aquelas que afetam o tecido muscular. Todas as evidências macroscópicas do esqueleto de lesões traumáticas foram registradas como trauma antemortem. A amostra foi composta por 171 indivíduos do sexo masculino com idades entre 20 e 68 anos de duas coleções de esqueletos identificados da Colômbia: a coleção da Universidade de Antioquia (UdeA) e a coleção do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciência Forense (NILMFS). Qualquer alteração da superfície de catorze enteses fibrocartilaginosas foi registada de acordo com o sistema de pontuação do novo método de Coimbra. Nesta investigação foram detetadas mais ECs na coleção do NILMFS do que na coleção UdeA. No entanto, as tendências mudaram e tornaram-se mais fortes quando a idade foi levada em consideração: os jovens e adultos de meia idade da coleção UdeA tinham mais ECs. Esta pesquisa também demonstra que o trauma antemortem está relacionado com a mudança textural, porosidade fina e erosões em enteses próximas ao local da lesão e outros segmentos do mesmo membro ou do oposto. No entanto, esta relação não é direta e outros fatores, como estado de saúde, idade e os limites fisiológicos ou capacidade de carga de cada indivíduo podem desempenhar papéis relevantes na força desta relação. Os resultados desta investigação destacam a utilidade potencial das ECs como evidência adicional de traumatismo antes da morte sobretudo quando alguns segmentos corporais estão ausentes, ou quando a evidência óssea não é suficientemente clara. Os resultados também mostram que apesar de pertencer a um mesmo país a variabilidade populacional de cada região é um fator que deve ser considerado na avaliação de características morfológicas, como ECs. Em conclusão, as ECs estão associadas com as evidências ósseas de traumatismos antes da morte, e podem ser potenciais características individualizantes se outros fatores, como a idade e a variabilidade populacional, forem tidas em consideração.
Description: Tese de doutoramento em Antropologia, Ramo de Especialização em Antropologia Forense, apresentada ao Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/101687
Rights: openAccess
Appears in Collections:FCTUC Ciências da Vida - Teses de Doutoramento
UC - Teses de Doutoramento

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