Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/83600
Title: “Para nascer não é preciso ciência nenhuma!”: Análise da Relação entre Conhecimento Perito e Leigo e da Participação Feminina na Formulação de Políticas de Saúde Materna
Authors: Matos, Ana Raquel 
Costa, Susana 
Keywords: Medicalização; Desmedicalização; Parto humanizado; Políticas de saúde materna; Participação feminina
Issue Date: 2011
Publisher: Centro de Competência de Artes e Humanidades
Serial title, monograph or event: Colóquio Internacional "A Mulher em Debate: Passado e Presente": Livro de Resumos
Place of publication or event: Funchal
Abstract: O avanço das sociedades, sob a égide do progresso ou desenvolvimento comporta vantagens tecnológicas indiscutíveis. O próprio avanço da ciência é portador de melhorias significativas em muitos aspectos da vida quotidiana das sociedades modernas, entre elas, o nascimento do ser humano que tem, ao longo das últimas décadas, beneficiado do auxílio da ciência e da tecnologia (C&T). Neste tipo de análise tem emergido o conceito de “medicalização do parto”, sobretudo no âmbito da discussão das políticas de saúde materna, conceito que se pretende aqui discutir a partir de alguns eixos centrais: a) análise histórica e implicações na prática médica da actualidade; b) controvérsias suscitadas; c) relação entre diferentes saberes (perito e leigo) na definição de políticas públicas de saúde materna; d) participação. Pretende-se discutir duas questões centrais: a humanização do parto e a respectiva participação da mulher nos processos públicos de decisão sobre políticas de saúde materna. Importa, assim, perceber a quem compete decidir sobre o uso da C&T no acto de dar à luz e que consequências essa “intromissão” num acto quase tão velho quanto o mundo pode ocasionar. Por outro lado, numa época em que leigos e peritos discutem onde e como deve a mulher dar à luz -se de forma medicalizada ou desmedicalizada -importa perceber se o Governo actua a par da exclusiva influência do conhecimento perito e qual o papel das mulheres neste debate tão do seu interesse. Por fim, perceber de que forma é que associações, profissionais de saúde e cidadãos interessados e mobilizados em torno do processo medicalização/desmedicalização do parto intervêm no processo de decisão. Com esta análise, as autoras esperam esclarecer sobre a actualidade e relevância deste debate, sobre quem tem legitimidade para decidir sobre estas matérias, podendo com isto contribuir para o reposicionamento da mulher neste processo.
URI: http://hdl.handle.net/10316/83600
Rights: openAccess
Appears in Collections:I&D CES - Artigos e Resumos em Livros de Actas

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