Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/79829
Title: Óxido nítrico como neuromodulador do sistema nervoso central
Authors: Gonçalves, Inês Catarina Barbosa 
Orientador: Barbosa, Rui Manuel Silva Gomes
Keywords: Óxido nítrico; Sistema nervoso central; Neurotransmissores; Óxido nítrico sintase
Issue Date: Jul-2014
Abstract: O óxido nítrico (NO) é um radical de natureza gasosa de enorme importância no nosso organismo, nomeadamente no sistema nervoso central (SNC). Apesar de já ser conhecido desde longa data como um poluente atmosférico, só nos anos oitenta é que a sua importância como mensageiro celular foi descoberta tendo sido considerada em 1992, pela Revista Science, como a “molécula do ano”. No entanto, quando em 1987/88 se descobriu que as células endoteliais eram capazes de sintetizar NO a partir de L-arginina, a notícia foi recebida com cepticismo na comunidade científica. A sua relevância na biologia está hoje bem estabelecida e é crescente o número de artigos científicos publicados relacionados com as acções do NO como molécula sinalizadora. O NO surgiu como uma molécula mensageira ubíqua que se encontra envolvida numa grande variedade de processos no nosso organismo. Desde a diabetes, hipertensão, impotência sexual, tuberculose ou outras patologias, passando pelo choque séptico, não há, segundo a Nitric Oxide Society, nenhuma condição patológica em que o NO não esteja envolvido. Esta molécula intervém na sinalização intra e extracelular, actua como factor de vasodilatação no endotélio vascular, intervém na defesa do nosso organismo ao ser produzido pelos macrófagos (células do sistema imunitário) e é também um importante neuromodulador. Neste contexto, modula muitos processos fisiológicos como o fluxo sanguíneo cerebral, a nocicepção, o olfacto e a ingestão de alimentos. Por ser um gás hidrofóbico é facilmente difusível e não necessita de receptores transmembranares para exercer os seus efeitos. Ao NO atribui-se o envolvimento, na memória e aprendizagem sendo o hipocampo uma das estruturas do cérebro mais relevantes nestes processos. Isto deve-se ao facto de o NO ter sido proposto como sendo o mensageiro retrógrado durante a indução da potenciação de longa duração (LTP) no hipocampo. A LTP, um modelo experimental da plasticidade sináptica, envolve o aumento persistente da neurotransmissão excitatória. No hipocampo, o NO tem origem num neurónio pós-sináptico, atravessa o espaço extracelular e vai actuar directamente no neurónio pré-sináptico. Prova disso foi a utilização de inibidores da sintase do NO que bloquearam a LTP no hipocampo e prejudicaram a aprendizagem espacial, o que indica que o NO está envolvido em algumas formas de memória.
Nitric oxide (NO) is a gaseous radical of paramount importance in our body, particularly in the central nervous system (CNS). Despite the fact that it has been known for a long time as an atmospheric pollutant, only in the 80’s its role as a cellular messenger was discovered and, in 1992, was elected “Molecule of the Year” by scientific magazine Science. In 1987/88 it was found that endothelial cells were able to synthetize NO from L-arginine, but this discovery was received with skepticism by the scientific community. Today, nitric oxide importance in biology is well established despite the increasing number of scientific articles published relating his actions as a signaling molecule. Nitric oxide is known to be a ubiquitous molecule involved in a variety of processes in our body. According to Nitric Oxide Society, from diabetes, hypertension, male impotence, tuberculosis to septic shock or other pathologies, there is probably no pathological condition where nitric oxide doesn’t play an important role. This molecule intervenes in intra- and extracellular signaling, acts as a vasodilation factor in the vascular endothelium, is involved in our body defense because it’s produced by macrophages (immune system cells) and it is also an important neuromodulator. In this context modulates many physiological processes such as cerebral blood flow, nociception, olfaction and food intake. Because it is a hydrophobic gas, NO is highly diffusible and doesn’t need cell membrane receptors to produce their effects. NO is involved in memory and learning processes and hippocampus, which is one of the most important brain structures in these mechanisms. This is due to the fact that NO is considered a retrograde messenger during long-term potentiation (LTP) in hippocampus. LTP, an experimental model of synaptic plasticity involves the persistent increase of excitatory transmission. In hippocampus, NO is generated in the postsynaptic neuron, traveling through the extracellular space and acting directly in the presynaptic neuron. Indeed, NO-synthase inhibitors were able to block LTP in hippocampus impaired spatial learning, indicating that NO is involved in some forms of memory.
Description: Monografia realizada no âmbito da unidade de Estágio Curricular do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, apresentada à Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/79829
Rights: openAccess
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