Title: Age Related Hearing Loss: Social and Emotional Impact Clinical Study
Authors: Paiva, Sofia Margarida Marques 
Orientador: Bébéar, Jean-Pierre
Sousa, Francisco Castro e
Keywords: Presbycusis;Sensorineural hearing loss;Elderly people;Quality of life;Social impact;Emotional impact;Questionnaires;Reproducibility of results
Issue Date: 7-Jul-2017
Citation: PAIVA, Sofia Margarida Marques - Age related hearing loss : social and emotional impact clinical study. Coimbra : [s.n.], 2017. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/79411
Abstract: Presbycusis, or age-related hearing loss, is a multifactorial disorder characterized by symmetrical progressive hearing loss. In the beginning it usually affects the high frequencies of sound, although its presentation and clinical course can be variable. These high frequencies are responsible for word recognition (carried by the consonants during the speech). So the clinical hallmark of this disorder is the difficulty in comprehending words rather than not hearing. Patients often refer complaints of tinnitus and vertigo associated with the hearing loss. Presbycusis affects about two thirds of the population older than 70 years old and its prevalence increases as the population grows older. It is not exclusive of old age but up to 80 percent of functionally-significant hearing loss occurs in older adults. The insidious onset of the disorder and the slow course of hearing decline may postpone the diagnoses and, if left unrecognized, can lead to progressive social withdrawal, isolation and significant familial stress, with a huge impact in the quality of life of the patient. Until now, the main concern of this hearing loss was the audiogram threshold, but we cannot neglect the social and emotional impact that this disorder has on our patients. A multidisciplinary diagnosis approach of the problem is in the order of the day. In our study a patient registry database was created dating from 2010 onwards. A total of 2643 individuals were diagnosed with presbycusis, 50,7% male and 49,3% female patients from the Ear Nose and Throat (ENT) appointment in the ENT Department of Coimbra University Hospitals. The age distribution among the patients was similar for the male and female patients, and the mean age was 69,6 years. All these patients were followed on a regular bases and had a careful follow-up with pure tonal audiogram and vocal audiogram, but there was no concern or evaluation regarding the quality of life. In this line of thinking we decided to select a tool to evaluate this impact. After a systematic review of the literature we selected the Hearing Handicap Inventory for Elderly (HHIE). This screening instrument is widely used and has been going through adaptations and validations for other languages worldwide. All of these versions have kept the validity and reliability of the original version and have been useful to assess the psychosocial handicap of hearing impairment in the elderly. We began our work by translating the HHIE to Portuguese from Portugal. In our study two hundred and sixty (260) patients from our database volunteered to answer the 25-item HHIE during an Ear Nose and Throat (ENT) appointment. Correlations between each individual item and the total score of the HHIE were tested, and demographic and clinical variables were also correlated with the total score. The instrument’s reproducibility was assessed using the internal consistency model (Cronbach alpha). The reliability of the instrument was proven by the 0,79 Cronbach Alpha Index. We were also able to see that the total HHIE score was significantly related to the hearing threshold level. We were able to access the psychometric properties of the HHIE, translated into Portuguese, and to validate this instrument on the studied population. We would also like to emphasize the importance of this instrument to assess the psychosocial handicap of hearing impairment in the elderly. There is no direct treatment of presbycusis, but there are multiple options available to compensate for hearing loss and its impact on wellbeing. We consider that when the high- frequency thresholds are greater than 40 dB on the audiogram a rehabilitation option is in order. We have several options like a hearing aid or, in more severe cases, ear implants (middle ear, bone conduction implants and bone cochlear implants). Despite the high prevalence of individuals with presbycusis in our study (2643), only a small number of these (3.14%) were hearing aid users (HAu), of which 67.45% were female. It is important to understand these numbers and so we selected once more a questionnaire, the International Outcome Inventory for Hearing Aids (IOI-HA), an important instrument, widely used, that has been going through adaptations and validations for other languages. Therefore, the aim of our article was to validate and implement the IOI-HA on the Portuguese population. In our prospective study, eighty (80) hearing aid users aged 18 or older (from the initial data base), hearing aid users (unilateral or bilateral) were tested; eighty-four percent (84%) of the participants were unilateral hearing aid users, whereas 16% were bilateral users (the questionnaire was answered after its translation from English to Portuguese from Portugal. The mean of the total score of the International Outcome Inventory for Hearing Aids in this population was 27.33 ± 4.93 (9 – 35). The mean values obtained in each item of the questionnaire ranged from 3.19 to 4.54. The Cronbach Alpha was 0.838 and the Cronbach Alpha values when the item was removed were also significant. Thus, we were able to assess the psychometric properties of the translated version of the IOI-HA, which may be useful to assess perceived hearing aid benefit for patients who speak Portuguese (from Portugal). This questionnaire is also a valuable tool when evaluating patients with other rehabilitation options like bone conduction implants, middle ear implants and cochlear implants. In conclusion, we hope that these studies will help us in the future to answer questions regarding the wellbeing of our patients, to minimize comorbidities associated with presbyscusis and finally to understand the reason for such a poor adhesion to the hearing rehabilitation options. We believe that this can be the starting point for a fresh vision of this disorder. A presbiacusia ou surdez neurossensorial relacionada com a idade é uma patologia multifatorial caraterizada por perda progressiva da audição. No início da sintomatologia as frequências agudas são as mais afetadas, embora a apresentação da presbiacusia possa ser variável. Estas frequências da audição são responsáveis pelo reconhecimento da palavra no discurso oral, é por esse motivo que estes doentes, mais do que surdez, referem dificuldade em perceber as palavras. A presbiacusia afeta aproximadamente dois terços da população mundial com idade superior aos 70 anos e a sua prevalência aumenta ao mesmo ritmo do envelhecimento. Não sendo uma surdez exclusiva da terceira idade, cerca de 80% dos casos ocorrem em idosos. Dado o início insidioso da patologia e a progressão lenta da perda auditiva, o diagnóstico da presbiacusia pode ser protelado levando a um isolamento social do doente, que não compreende o que lhe dizem, com um enorme impacto na qualidade de vida. A principal preocupação que tínhamos com estes doentes prendia-se com a perda auditiva evidenciada pelo audiograma, mas não podemos negligenciar de todo o impacto social e emocional que os doentes podem manifestar. Um diagnóstico multidisciplinar está assim na ordem do dia. O nosso estudo teve início com a criação de uma base de dados em 2010, em que foram incluídos os doentes com presbiacusia observados em consulta externa do Serviço de Otorrinolaringologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; foram identificados um total 2643 casos dos quais 50,7% eram do sexo masculino e 49,3% do sexo feminino. A distribuição dos doentes em termos de estrato etário foi semelhante para os dois sexos e a media de idades foi de 69,6 anos. Estes doentes eram seguidos regularmente em consulta externa e nesse sentido pareceu-nos importante selecionar um questionário que nos permitisse avaliar o impacto na qualidade de vida relacionado com a presbiacusia. A partir de uma revisão sistematizada da literatura, selecionamos o Hearing Handicap Inventory for Elderly (HHIE), uma “ferramenta” importante, com adaptações para múltiplas línguas e em que todas as versões foram validadas mantendo as características psicométricas da versão original. Iniciamos assim o nosso trabalho com a tradução do HHIE para a língua Portuguesa. Foram testadas as correlações individuais em cada item e o score final do questionário. Correlacionamos as variáveis demográficas e clinicas com o score final. Avaliamos a consistência interna, variabilidade teste-reteste e validade discriminante. A reprodutividade e consistência interna geral dos itens foi observada por um valor alto do alfa de Cronbach (0,79). No final verificou-se que o score elevado do HHIE estava relacionado com limiares auditivos mais elevados. Foi assim possível proceder à sua adaptação e validação para a população estudada, confirmando as propriedades psicométricas do HHIE. Gostaríamos ainda assim de destacar a importância deste instrumento de trabalho para avaliar o handicap psicossocial dos doentes idosos com presbiacusia. Não há tratamento para a presbiacusia, no entanto existem múltiplas opções que permitem compensar a perda auditiva e melhorar o estado geral dos doentes. Em termos gerais considera-se que os doentes com um limiar auditivo a partir dos 40 decibéis no audiograma tonal têm indicação para uma opção de reabilitação auditiva, com recurso a próteses ou implantes auditivos (de ouvido médio, de condução óssea e cocleares). Na vasta amostra do nosso estudo (2643) apenas um pequeno número, 3.14%, usavam próteses auditivas; destes 67.45% eram do sexo feminino. Perante um baixo número de doentes que recorreram a esta hipótese de reabilitação auditiva optamos por selecionar um questionário que nos permitisse avaliar o grau de satisfação dos doentes que usam próteses auditivas; selecionamos assim o International Outcome Inventory for Hearing Aids (IOI-HA) que tem sido utilizado e foi validado em varias línguas. Validar e implementar o IOI-HA na população portuguesa foi um dos objetivos da nossa tese. No nosso estudo prospetivo foram testados oitenta doentes com mais de 18 anos, utilizadores de próteses auditivas, oitenta e quatro por cento usavam próteses unilateralmente enquanto dezasseis por cento usavam bilateralmente. Todos os doentes responderam ao IOI – HA apos a sua tradução para Português (de Portugal). Analisamos os scores dos questionários entre os dois géneros, feminino e masculino. Utilizou-se o Coeficiente de Correlação de Pearson (adotando-se como significante o p-valor de 5%) foi avaliada a correlação entre cada item e o limiar medio audiométrico. A análise destes dados é fundamental para determinar a capacidade de descriminação e validade de cada uma das questões. A media do score total nesta população foi 27.33 ± 4.93 (9 – 35) e a dos valores obtidos para cada item do questionário variou entre 3.19 e 4.54. Estes dados e um score total acima de 50% demonstram que os doentes se encontram bem adaptados às próteses auditivas. Da análise da distribuição das repostas concluímos que são poucos os doentes que evidenciam algum grau de insatisfação. O alfa de Cronbach foi 0.838. Desta forma foi possível validar as propriedades psicométricas da versão traduzida do IOI-HA, que nos parece de suma importância para avaliar o grau de satisfação relativo à utilização de próteses auditivas na população portuguesa. A validação deste questionário permite ainda avaliar do grau de satisfação relativo a outras medidas de reabilitação auditivas como os implantes de condução óssea, de ouvido medio e cocleares. Em conclusão, esperamos que este estudo nos permita ter uma perspetiva mais vasta sobre a esta patologia, em particular em relação à qualidade de vida dos doentes.
Description: Tese de doutoramento em Ciências da Saúde, no ramo de Medicina, na especialidade de Otorrinolaringologia, apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/79411
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Doutoramento

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
Age Related Hearing Loss.pdf1.41 MBAdobe PDFView/Open
Show full item record
Google ScholarTM
Check
Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.