Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/46657
Title: Linfoma primário do mediastino de grandes células B : tratamento
Authors: Sousa, Joana Carvalho de 
Orientador: Silva, Elisiário José Tavares
Keywords: Linfoma difuso de grandes células B; Terapia
Issue Date: Jul-2016
Keywords: Linfoma difuso de grandes células B; Terapia
Issue Date: Jul-2016
Abstract: O Linfoma Primário do Mediastino de Grandes Células B (LPMGC) é uma doença hematológica rara que afeta com mais incidência mulheres jovens. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é classificado como uma variante do Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGC) com características clínicas, patológicas e genéticas únicas. O LPMCG caracteriza-se por um comportamento agressivo e apresenta-se com uma massa volumosa no mediastino antero-superior com tendência para invadir tecidos adjacentes da cavidade torácica, resultando, muitas vezes, em síndrome da veia cava superior e derrame pleural ou pericárdico. A amplificação do locus REL no cromossoma 2p e do locus JAK2 no cromossoma 9p é a principal alteração estrutural da doença. A Tomografia de Emissão de Positrões com Tomografia Computorizada (PET-TC) é um método de imagiologia utilizado no diagnóstico do LPMGC e tem bastante utilidade na avaliação de massas residuais. No entanto, o seu papel como fator preditivo tem sido alvo de discussão. O tratamento ideal do LPMGC ainda não foi estabelecido, porém, a combinação do rituximab com a quimioterapia CHOP (doxorubicina, vincristina, ciclofosfamida e prednisona) seguida de radioterapia de consolidação (RC) está associada a um melhor prognóstico em doentes com LPMGC. Contudo, o papel da RC ainda permanece controverso. Protocolos de dose ajustada de etoposido, doxorubicina, vincristina, ciclofosfamida e prednisona com rituximab (DAECHOP- R) sem RC têm mostrado resultados promissores. Doentes com recidiva ou doença refratária são normalmente tratados com quimioterapia (QT) de altas doses seguida de transplante autólogo de células hematopoiéticas (TA). No entanto, é necessário clarificar o papel do TA de modo a estabelecer uma estratégia terapêutica ótima no tratamento no LPMGC. Agentes que interferem nas vias de sinalização JAK-STAT, NK-kB e PD-1, células T modificadas e anticorpos monoclonais específicos para a proteína CD30 destacam-se como terapêuticas promissoras para o tratamento do LPMGC. O farmacêutico clínico assume um papel fundamental no tratamento do LPMGC, promovendo o uso racional dos medicamentos e a adesão à terapêutica.
Primary mediastinal B-cell lymphoma (LPMGC) is a rare blood disease that usually affects young women. According to the World Health Organization’s (WHO) classification, LPMGC is a distinct subtype of diffuse large B-cell lymphoma with unique clinical, pathological and genetic features. LPMCG is characterized by aggressive behavior and it presents with a bulky mass usually limited to the anterior-upper mediastinum that tends to infiltrate adjacent thoracic structures, frequently causing upper vena cava syndrome and pleural or pericardial effusions. Amplification of the REL locus on chromosome 2p and amplification of the JAK2 locus on chromosome 9p represent the main disease-specific structural alteration. The Positron Emission Tomography–Computed Tomography (PET-TC) is an imaging technique used in the diagnosis of LPMGC and is very useful for evaluating residual masses. However, its predictive use has been a topic of discussion. The optimal chemotherapy for LPMGC has not been established yet, but consolidation radiation (RC) treatment after undergoing RCHOP (prednisone, vincristine, cyclophosphamide with doxorubicin and rituximab) chemotherapy is associated with good prognosis in LPMGC patients. However, the role of RC remains controversial. It has been demonstrated that treatment with dose-adjusted etoposide, doxorubicin, vincristine, cyclophosphamide with prednisone, and rituximab (DAECHOP- R) without RC provides promising results. Patients with relapsed or refractory LPMGC are often treated with high-dose therapy followed by autologous stem cell transplantation (TA). To establish the optimal therapeutic strategy for treating patients is necessary to clarify the role of TA. Agents such as JAK-STAT pathway inhibitors, nuclear factor k-B pathway inhibitors, neutralizing antibodies to PD1, conjugated anti-CD30 antibodies or genetically modified T cells are promising therapeutic targets in LPMGC. Clinical pharmacists have a critical role in LPMGC treatment, improving rational use of drugs and promoting adherence to treatment.
Description: Monografia realizada no âmbito da unidade de Estágio Curricular do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, apresentada à Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/46657
Rights: openAccess
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