Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/36685
Title: "Estado Islâmico" e destruição de património: um discurso da imprensa "ocidental"
Authors: Cardoso, André 
Orientador: Brites, Joana
Bebiano, Rui
Keywords: Estado Islâmico; destruição de Património; Imprensa "Ocidental"; Islamismo
Issue Date: 26-Jan-2017
Abstract: A implementação doutrinária e o estabelecimento de uma nova ordem política constituem a razão de ser do autodesignado Estado Islâmico e o motor do seu crescimento desde o seu início. Para atingir tais desígnios, recorre de forma sistemática à destruição como método desestabilizador das autoridades dominantes, bem como da sociedade que as sustenta. Este trabalho tem assim como objetivo o estudo do uso da destruição sobre o património, realizada pelo autodesignado Estado Islâmico, entre junho de 2014 - conquista de Mossul e proclamação do Califado - e setembro de 2015 – início da presente investigação. Neste sentido, procura compreender os motivos dos danos e destruições efetuados, bem como o modo como estes acontecimentos se massificaram, se percecionaram e se reforçaram estereótipos sobre o mundo árabe. Para além disso, visa verificar se a destruição e a perceção formulada deste ato de destruição contribuíram para uma alteração da relação com o património em causa. Tratando-se de um trabalho que em boa parte se inscreve no âmbito da história do tempo presente, este foi concretizado através da análise dos artigos efetuada na consideração dos seus redatores, como acontece com qualquer tipo de documentação e em qualquer época, como seres inseridos num tempo e espaço que inevitavelmente os condicionam, em cujo intuito não foi tanto a procura de reconstituir uma determinada realidade mais ou menos próxima, mas, sobretudo, compreender o modo como ela é percecionada e, por via disso, construída socialmente também. Neste estudo explorou-se a ideia da emergência do conceito de património e a sua relação complexa com a identidade, em especial com um património considerado “indesejado”. Procurou-se conhecer a história e o corpo doutrinário do autodesignado Estado Islâmico, contabilizaram-se as destruições com maior impacto (quer ao nível da imprensa, quer no universo das redes sociais) e o modo como a imprensa influencia a perceção das identidades e a construção de um “Outro” numa sociedade onde o conhecimento do mundo e dos outros é cada vez mais mediatizado. Para tal, realizou-se um tratamento quantitativo que permitiu extrair interpretações globais sobre este fenómeno, destacando denominadores comuns, discrepâncias e tendências. Assim, abordagem da imprensa a principal tarefa centrou-se na análise do discurso em si, examinando o enfoque dado aos artigos e os objetivos subjacentes aos mesmos (com implicações no modo como estes são redigidos). Seguidamente, procurou-se determinar quais os responsáveis e vítimas apontados, bem como as propostas de resolução ou reação face às destruições cometidas. Finalmente, procuraram apurara-se aquelas que para a imprensa em estudo terão sido as motivações por detrás destes atos, as causas mais remotas e as consequências mais diretas.
URI: http://hdl.handle.net/10316/36685
Rights: openAccess
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