Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/33282
Title: Subjetividades confiscadas: silêncios e silenciamentos num terreno etnográfico
Authors: Lechner, Elsa 
Keywords: Silêncio; Silenciamento; Saberes hegemónicos; Pesquisa biográfica; Saberes de experiência
Issue Date: 2012
Publisher: CESNOVA
Serial title, monograph or event: Forum Sociológico
Issue: 22
Place of publication or event: Lisboa
Abstract: Partindo da análise do “encontro” entre uma paciente refugiada em Portugal, um médico psiquiatra e a própria autora, este texto reflete sobre o sentido dos silêncios e silenciamentos observados no terreno etnográfico da “Consulta do Migrante”. Postos em diálogo com a assimetria estrutural existente entre as posições sociais e saberes dos migrantes (neste caso uma refugiada indocumentada) e dos autóctones (centro de refúgio, médico, antropóloga), tais silêncios e silenciamentos levantam questões de fundo sobre o substrato histórico das relações entre sujeitos e saberes em contextos de dominação. O silêncio das subjetividades confiscadas dos “dominados” traduz o monólogo dos saberes inquestionáveis dos dominantes. Vislumbrando uma possibilidade de diálogo, ousamos aqui uma proposta não prescritiva, distante da inocência da interculturalidade como receita, e próxima da experiência da partilha tal como esta é proposta pela pesquisa biográfica.
This paper draws from the analysis of an “encounter” between a refugee woman in Portugal, a psychiatrist and an anthropologist, in the context of a transcultural consultation for migrants. Facing the silences and silencing observed among the psychiatrist and the patient, the goal is to reflect upon the contents of incommensurability in intercultural communication within contexts of domination. In this case, domination is found in the monologue of the hegemonic psychiatric knowledge imposed under the form of a medical diagnosis indifferent to the patient’s behavior. Consequently, domination is reflected in the silences of the refugee woman. Through the form of miscommunication and pre-oriented interpretation (the medical diagnosis), actually, such incommensurability reveal the historical background of power relations between individuals in asymmetric social positions (the doctor, the refugee, the anthropologist). By imagining a possible eventual dialogue, this paper proposes a non prescriptive alternative for intercultural communication through a self-reflective detour about the role of social scientists as architects of civic epistemologies: the experience of sharing life stories or biographical accounts as suggested by biographical research.
URI: http://hdl.handle.net/10316/33282
ISSN: 2182-7427
Rights: openAccess
Appears in Collections:I&D CES - Artigos em Revistas Nacionais

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