Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/33256
Title: The migrant patient, the doctor and the (im)possibility of intercultural communication: silences, silencing and nondialogue in an ethnographic context
Authors: Lechner, Elsa 
Solovova, Olga 
Keywords: Communication; Silence; Asymmetries; New cross-cultural psychiatry; Biographical research
Issue Date: 2014
Publisher: Routledge
Serial title, monograph or event: Language and Intercultural Communication
Volume: 14
Issue: 3
Place of publication or event: London
Abstract: This paper attempts to reflect on the impossibilities of intercultural communication implied in institutional medical encounters. Drawing from an ethnographic case study among patients of a transcultural consultation for migrants in Portugal, the analysis focuses on the contents and forms of the interaction observed by the anthropologist in the clinical setting. A repetitive pattern of communication between a refugee women patient and her psychiatrist foregrounded the unsaid within the interaction as well as the unwillingness of the refugee to speak about her life with the anthropologist. In this sense, we propose to understand silence as a form of communication pointing to both the condition of the patient but more significantly embedded in the institutional framework of the clinical setting, discursive positions of the participants, as well as their social statuses. Following the theoretical work of Jaworski, Wagner and Winter, our analysis of silence leads us to the critical examination of the question of privilege in intercultural situations pointing to a necessary deconstruction of post-colonial institutional object/subject positions. In practical terms, this challenge corresponds to the work of international cross-cultural psychiatry (in terms of clinical matters) as well as that of biographical research and research on memory among migrants and refugees.
Este texto propõe uma reflexão sobre comunicação intercultural num contexto institucional comprometedor da sua possibilidade efectiva. Partindo de um caso ocorrido no trabalho de campo na consulta do migrante num hospital psiquiátrico em Lisboa, é feita uma análise sobre as formas e conteúdos da comunicação entre os interlocutores envolvidos: paciente refugiada, médico e antropóloga. Tanto o caracter repetitivo da comunicação entre médico e paciente, como a recusa da refugiada em contar a sua história à antropóloga, trazem para o centro da análise a questão do silêncio que é aqui entendido como uma forma de comunicação substantiva. Neste sentido são aqui analisados também o peso institucional do contexto nas posições discursivas possíveis bem como o peso dos estatutos sociais dos diversos intervenientes. Seguindo o trabalho teórico de Jarowski, Wagner e Winter, a nossa reflexão sobre o silêncio conduziu-nos a uma análise crítica da questão do privilégio nas relações interculturais indicando uma necessária desconstrução da 'dominação incorporada' nas nossas próprias posições de sujeito (médicos e cientistas sociais face a migrantes e refugiados). O trabalho da nova psiquiatria cultural, apelidada de internacional, traduz-se nisso mesmo na prática clínica, bem como o trabalho da pesquisa biográfica junto de migrantes e refugiados.
URI: http://hdl.handle.net/10316/33256
ISSN: 1470-8477
1747-759X
DOI: 10.1080/14708477.2014.914727
Rights: openAccess
Appears in Collections:I&D CES - Artigos em Revistas Internacionais

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