Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/27157
Title: Mindfulness: implicações clínicas
Authors: Gregório, Sónia Isabel Martins 
Orientador: Gouveia, José Augusto da Veiga Pinto de
Keywords: mindfulness; psicometria; FFMQ; MAAS; processo psicológico; mediador; tratamento; ansiedade aos exames
Issue Date: 27-May-2015
Citation: GREGÓRIO, Sónia Isabel Martins - Mindfulness : implicações clínicas. Coimbra : [s.n.], 2015. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/27157
Abstract: Na literatura empírica, o mindfulness é essencialmente tratado como uma técnica, um método abrangente, um processo psicológico com resultados e como o próprio resultado de um processo psicológico (e.g., Germer, 2005; Hayes & Wilson, 2003). O presente trabalho reuniu como principais objectivos explorar as características psicométricas de dois instrumentos de mindfulness; explorar longitudinalmente o papel mediador do mindfulness disposicional no estado emocional de estudantes universitários; comparar o impacto ao nível emocional da ruminação e da supressão de pensamento com uma indução laboratorial de mindfulness; e, por último, explorar um programa-piloto baseado no mindfulness adaptado para a ansiedade aos exames em estudantes universitários. O presente trabalho envolveu a realização de diferentes estudos, com diversos desenhos e procedimentos metodológicos, e a utilização de vários questionários de auto-resposta na medida de variáveis psicológicas, em várias amostras da população geral portuguesa: 821 sujeitos na adaptação do Five Facet Mindfulness Questionnaire (FFMQ, Baer et al., 2006); 530 sujeitos no estudo da Mindful Attention Awareness Scale (MAAS, Brown & Ryan, 2003); 80 participantes num estudo longitudinal; 124 sujeitos num estudo experimental; e 33 participantes num estudo de intervenção baseada no mindfulness. Nos estudos psicométricos, tanto o FFMQ como o MAAS replicaram a sua estrutura factorial original, apresentaram boa consistência interna, validade convergente e discriminante. No âmbito do estudo longitudinal, a faceta de mindfulness não julgar mostrou consistentemente um papel mediador na relação entre a propensão para a ansiedade aos exames e estados emocionais de ansiedade e de depressão em diferentes momentos de um ano lectivo. No estudo experimental, na sequência de uma indução experimental de humor negativo os grupos de supressão de pensamento e de mindfulness reportaram um decréscimo significativo imediato na ansiedade e evitamento aos exames, e também no nível de afecto negativo, ao contrário do grupo da ruminação. Os grupos de mindfulness e a supressão de pensamento reportaram também um aumento do afecto positivo, novamente ao contrário do grupo da ruminação. No estudo clínico, a implementação de uma intervenção baseada no mindfulness associou-se a um aumento significativo no nível de mindfulness disposicional dos participantes, assim como a uma diminuição significativa na propensão para a ansiedade aos exames e na preocupação relacionada com os exames, comparativamente a um grupo de controlo. Adicionalmente, este estudo identificou as dimensões associadas ao observar e a não reagir como sendo centrais na iniciação à meditação mindfulness. Ambas as medidas de mindfulness exploradas ao nível psicométrico revelaram boas propriedades no âmbito da adaptação à população geral portuguesa. No estudo longitudinal o mindfulness disposicional mostrou-se protector do impacto da ansiedade aos exames na sintomatologia ansiosa e depressiva dos estudantes universitários. No âmbito do estudo experimental, a breve indução de um estado de mindfulness resultou em efeitos imediatos na regulação de um estado de humor negativo. Finalmente, o estudo de intervenção de mindfulness contribuiu para melhor funcionamento ao nível da ansiedade aos exames de estudantes universitários, apontando para a pertinência da sua futura exploração. Em conjunto estes resultados apontam para a relevância clínica do constructo de mindfulness, tanto como uma característica disposicional inata, como na qualidade de um estado breve, e ainda enquanto treino de competências, sobretudo na regulação emocional dos indivíduos. Mais especificamente reuniu-se evidência da importância do mindfulness enquanto capacidade de observar a experiência, sem ajuizar e sem lhe reagir.
In the empirical literature mindfulness is fundamentally regarded as a technique, a broad method, a psychological process with results and as the result itself of a psychological process (e.g., Germer, 2005a; Hayes & Wilson, 2003). The current thesis main aims were to: explore the psychometric properties of two mindfulness measures; explore longitudinally the mediator role of dispositional mindfulness in negative emotional states of undergraduate students; compare the emotional impact of rumination and thought suppression with that of a experimental induction of mindfulness; and, as last, explore a pilot mindfulness-based program adapted for test anxiety in university students. The present work entailed several studies with different methodological designs and procedures, and the use of several self-report questionnaires measuring psychological variables, in different samples of the Portuguese general community population: 821 participants in the adaptation of the Five Facet Mindfulness Questionnaire (FFMQ, Baer et al., 2006); 530 participants in the study of the Mindful Attention Awareness Scale (MAAS, Brown & Ryan, 2003); 80 participants in a longitudinal study; 124 participants in an experimental study; and 33 participants in the mindfulness-based intervention study. In the psychometric studies, both FFMQ and MAAS corroborated the original factorial structure, presented good internal consistencies, convergent and discriminant validities. In the longitudinal study, the mindfulness facet nonjudge was consistently found as a mediator on the relationship between proneness to test anxiety and anxiety and depression emotional states through the course of the school year. In the experimental study, following an experimental induction of negative affect, thought suppression and mindfulness groups revealed a significant immediate decrease of test anxiety, test avoidance, and negative affect, contrary to the rumination group. Also, both mindfulness and thought suppression groups associated with an increase on positive affect, again contrary to rumination group. In the intervention study, a mindfulness-based treatment associated with a significant increase on mindfulness at a trait-level and a significant improve in worry and test anxiety proneness, when compared to a control group. Also, this study identified observe and non-react mindfulness facets as central to the initiation of mindfulness meditation. Both mindfulness measures adapted to the Portuguese general population revealed sound psychometric properties. In the longitudinal study trait mindfulness was a buffer against the impact of test anxiety on anxious and depressive symptomatology in university students. In the experimental study, a brief induction of a mindfulness state had immediate effects on the regulation of a negative affect state. Finally, in the intervention study, mindfulness contributed to a better functioning in the test anxiety of university students, suggesting the importance of further exploring these findings. Altogether these findings emphasize the clinical relevance of mindfulness, as an innate capacity, as a brief state, as well as integrated in a treatment approach, particularly in respect to the individual’s emotion regulation. Specifically, to the importance of mindfulness as the capacity of observing, non-judgmentally and nonreacting to experience.
Description: Tese de doutoramento em Psicologia, apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/27157
Rights: embargoedAccess
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