Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/25266
Title: O (dis) funcionamento emocional em criminosos psicopatas e não psicopatas
Authors: Iria, Catarina Isabel Marques Santos 
Orientador: Paixão, Rui
Barbosa, Fernando
Keywords: Criminalidade; Recompensa; Custo de Resposta; Psicopatia; Emoções; Identificação de emoções; Expressões faciais; Antisocial criminality; Psychopathy
Issue Date: 21-Jul-2014
Citation: IRIA, Catarina Isabel Marques Santos - O (dis) funcionamento emocional em criminosos psicopatas e não psicopatas. Coimbra : [s.n.], 2014. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/25266
Abstract: O comportamento criminal é, muitas vezes, associado a défices na capacidade de identificar emoções em expressões faciais, apesar de a investigação evidenciar resultados contraditórios. No entanto, até ao momento, poucos estudos se focaram na possível influência de aspetos metodológicos, tais como fatores específicos das amostras ou as contingências materiais e sociais no desempenho das tarefas de identificação de emoções. O objetivo desta tese foi o de investigar o funcionamento emocional de criminosos tendo em consideração o estudo do nível de psicopatia e a influência de contingências materiais e sociais no processamento de emoções básicas facialmente expressas. Para atingir o objetivo preparou-se o material-estímulo do NimStim Data Set, recolheram-se dados normativos numa amostra de grande dimensão e estudaram-se os potenciais efeitos de variáveis demográficas como a idade, o género e a educação na identificação de emoções em expressões faciais. Uma vez obtido o material-estímulo (261 fotografias), garantida a sua qualidade para a indução de emoções e selecionada a medida mais adequada à resposta fisiológica dos criminosos às expressões faciais realizaram-se vários estudos, nomeadamente: um estudo focalizado na identificação de expressões faciais de emoções de valência negativa através de um paradigma Go/No-go e estudos centrados na influência das expectativas da recompensa e do custo de resposta material e a influência de contingências sociais na identificação de emoções básicas facialmente expressas. Os resultados sugerem a não existência de uma relação geral entre o comportamento criminal e um défice na identificação de emoções negativas em expressões faciais nos indivíduos de alto nível de psicopatia. Além disso, evidenciam uma tendência comum, em psicopatas e criminosos, para falsas identificações de expressões faciais de medo e de raiva. Os resultados da influência das expetativas das contingências materiais na identificação de emoções básicas facialmente expressas sugerem que, na condição de expetativa de recompensa material, os criminosos antissociais persistentes cometem mais erros, quer ao nível intra-grupo quer ao nível inter-grupo, do que na condição de expetativa de custo de resposta, na qual não se distinguem dos controlos. Porém, os criminosos antissociais persistentes apresentam uma resposta fisiológica mais intensa do que os controlos na identificação de emoções em ambas as condições de contingências materiais, não se distinguindo ao nível intra-grupo. No que se refere aos resultados da influência das contingências sociais na identificação de emoções básicas facialmente expressas, os criminosos antissociais persistentes não se diferenciam dos controlos nem no número de erros nem no tempo de reação nas condições de “feedback”, punição social, recompensa social e desafio social com recompensa. Em conclusão, os dissensos na literatura, respeitantes à eventual existência e caraterísticas de disfunções na identificação de emoções em expressões faciais, em criminosos, poderão dever-se ao seu nível de psicopatia e às contingências materiais e sociais associadas à tarefa.
Criminal behavior is often associated with deficits in the ability to identify emotions in facial expressions. However, the research carried out so far has provided conflicting results. Further, few studies have focused on the possible influence of methodological aspects, such as specific factors related to the samples or the material and social contingencies associated with the tasks of identifying emotions. The aim of this thesis was to investigate the emotional functioning of criminals while taking into account the level of psychopathy the samples exhibited and the influence of material and social contingencies in processing basic facially expressed emotions. For this purpose, the material - stimulus NimStim Data Set was prepared, normative data were collected from a large sample and the potential effects of demographic variables such as age, gender and education on the identification of emotions in facial expressions were studied. Once the material stimulus (261 photos) was obtained and their ability to induce emotions in the Portuguese population verified, the most appropriate for measuring the physiological response to facial expressions by criminals were selected. A study was then performed which focused on the identification of facial expressions of emotions with a negative valence by means of a Go/No-go paradigm. The studies concentrated on the influence of expectations of material reward or cost as well as social contingencies in the identification of basic, facially expressed emotions. The results suggest the lack of a general relationship between criminal behavior and a deficit in identifying negative emotions in facial expressions in individuals of high psychopathy. Nevertheless, they indicate a common trend in psychopaths and criminals to falsely identify facial expressions of fear and anger. The results of the influence of the expectations of material contingencies in identifying basic facially expressed emotions suggest that under the condition of an expectation of a material reward, persistent antisocial criminals commit more errors, both at the intra and inter-group levels, than under the condition of response cost, which do not differ from the controls. However, persistent antisocial criminals have a stronger physiological response than the controls when identifying emotions under both conditions of material contingencies, with no distinction at the intra-group level. Concerning the results of the influence of social contingencies on the identification of basic facially expressed emotions, persistent antisocial offenders did not differ from the controls regarding the number of errors or the reaction time under the conditions of: "feedback," social punishment, social reward and rewarded social challenge. In conclusion, the contribution of this study is to suggest that the dissent in the literature concerning the existence and characteristics of dysfunctions in identifying emotions in facial expressions among criminals may be due to their level of psychopathy and the material and social contingencies associated with the task they are given to do.
Description: Tese de doutoramento em Psicologia, na especialidade de Psicologia Forense, apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/25266
Rights: embargoedAccess
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